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sábado, 7 de novembro de 2009

Conquista, minha Senhora!

Por Francisco Silva Filho
.
Senhora dos meus sonhos,
Guardiã das minhas conquistas
Cúmplice minha do mais
Escondido segredo no
Recôndito de min’alma.
Conquista minha senhora,
Se novo lhe pareço,
Caquético, já o sou;
Se a terceira idade,
A mim se avizinha,
À Senhora, à Menina é só um
Embrionário projeto


De terrena vida eterna.
Conquista, Senhora Idosa!
Se ainda teimo em, diante de ti
Moço faço-me ver
E de criança me faço,
Faço-o por puro
Despeito, pois, sei
Que, filhos iguais
A mim, seu ventre
Jamais cessará parir.
Como posso, chamar-te Senhora?
Como podes parir
Se, marido não tens?
Somos nós, filhos
Saídos de tubo de ensaio
Gestados em seu ventre virginal?
Conquista, minha Conquista!
Menina Moça e Senhora,
Senhora das minhas razões;
Se do teu ventre saí,
Ao teu regaço, retornar
É projeto de vida
Que quero realizar!
Sentir o calor do
Seu amor filial,
Se me gestastes
Sem pai,
Ser filho da mamãe,
De orgulho meu peito
Enche-se e inflama
E não reclama, pois,
Sei o quanto me ama!
Conquista, mãe e menina,
Menina impúbere e sóbria,
Seus filhos, guerreiros,
Altaneiros e vitoriosos,
As nossas “conquistas”
Do teu gene nasceram;
Dos teus filhos que
Vira em ti fraqueza,
Do teu seio desertaram
Notícias e cartas não lhe
Enviaram é por que
Na mãe “Vitoriosa”
Acreditar não ousaram!
Filhos tais e quais;
Oh, mãe sempre gentil,
Do seu seio
Se fizeram abortar;
De ventre sadio
Não podias uma infecção
Hospitalar, ser tão
Ingrato, hospedar!
Mãe Vitória,
Mãe Conquista!
A sua idade,
Nós, simples mortais,
Pudibundos negamos
Publicar, rubra-nos pensar;
Se velhos ficamos, da matéria
Vamos nos despojar!
A Menina Vitória,
A Conquista Menina,
Da sua idade jamais
A reclamar, inteligente,
Sua passagem para
Eternidade o bilhete
Nem ousa comprar;
Pois, eterna será
Enquanto a Terra
Teimosamente e pela
Graça do Criador orbitar!

Esta é a minha homenagem à minha mãe, namorada, esposa, prima e amante que devemos cuidar em encaminhar ao berçário do amor, da justiça e da cidadania. Vitória da Conquista, 09/11/2009.

Francisco Silva Filho – Curitiba-PR

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sábado, 15 de agosto de 2009

Entrevista com Elton Backer


Confira a entrevista do radialista, historiador e músico Elton Backer, concedida a alunas do Colégio Sacramentinas.


1. O racismo, teoricamente, é uma idéia ocidental (européia) excludente que versa sobre a universalização do conceito de humanidade e é fruto do século XIX. Mas, na prática, é um coadjuvante na história da humanidade, e no Brasil não se faz diferente desde a chegada dos portugueses. De que forma a sociedade brasileira foi vitimada pelos europeus do ponto de vista social?
Inicialmente, eu agradeço pela escolha do meu nome para participar desta entrevista e parabenizo a professora Salete Aragão pela iniciativa. São ações como esta que ajudam no debate sobre uma das questões mais importantes para consecução da cidadania plena e dos direitos políticos, além de contribuir para a nossa cultura política.
Quanto à pergunta de vocês, eu, inicialmente, faço a seguinte observação: o século XIX apenas forneceu os elementos pretensamente científicos do racismo, em especial, ao postulado da superioridade branca sobre a inferiorioridade negra. E, uma vez que a sua pergunta se refere também a Portugal, é preciso pensar esta questão ainda antes, desde os anos de 1450-1500, pelo menos. Assim, eu diria que a sociedade brasileira foi marcada pelos europeus decisivamente desde os primeiros contatos da Europa com a África e as primeiras tentativas dos teólogos medievais em definir a cor que distinguia os negros dos brancos. Afinal, isto era estranho para eles e pedia explicações.
A partir daí, os teólogos judaico-cristãos começaram a fazer questionamentos desse tipo: “Teriam os negros pele escura por conta da influência do sol?”; “Seriam os negros tão escuros por sua descendência de Caim, que teve sua face enegrecida por Deus após matar Abel?”; “Seria por causa da água e do alimento?”. Um outro argumento teológico muito usado se refere ao episódio descrito no livro do Gênesis (9, 21-27), em que Noé fica bêbado e um de seus filhos, Cam, surpreende o pai nu e chama o restante da família para ver a nudez do pai, ou seja, para “bater uma resenha”, com a gente diria hoje. Depois disto e já sóbrio, Noé fica muito chateado ao saber o que aconteceu e amaldiçoa Cam como “o último dos escravos”. A partir daí, muitas vezes, a escravidão dos negros foi justificada sob o signo da “maldição de Cam”.
Posteriormente, ao longos dos séculos seguintes, a distinção entre negros e brancos se torna cada vez mais larga. Como exemplo disto eu me lembro de Jean Leon, um viajante francês do séc. XVI, que escreveu: os negros “são brutos, sem razão, sem inteligência e sem experiência. Eles não têm absolutamente nenhuma noção do que quer que seja. Eles assim vivem como bestas, sem regras e sem leis”. Deste modo, como diz Gislene Aparecida dos Santos em seu livro A invenção do ser negro, a África seria, assim, uma terra do pecado e imoralidade, gerando homens corrompidos; povos de climas tórridos, insuportavelmente quentes, com sangue fervendo e paixões anormais que só sabem vadiar e beber.
Todavia, é bom lembrar que desde a chamada Antigüidade Greco-Romana, a África era considerada “a porta para o inferno”. [Heródoto, o chamado pai da história escrevera algo assim ⎯ Salete deve se lembrar disto].
No Brasil a distinção entre negros e brancos segue os mesmos matizes. o mesmo sentido. Tomemos o exemplo do patriarca da Independência, José Bonifácio. “Se os negros são homens como nós”, dizia Bonifácio, “e não formam uma espécie de brutos animais, se sentem e pensam como nós, que quadro de dor e de miséria não apresentam eles à imaginação de qualquer homem sensível e cristão?”. Ora, aí estão os mesmos argumentos, os mesmos argumentos da diferença imposta pelos europeus aos africanos.


2. O racismo é acompanhado de uma série de idéias pré-concebidas sem a menor base de apoio aos fatos históricos nem razões coerentes ou ética humana. No entanto, encontramos o seu “fundamento teórico” na obra de Gobineau e Alfred Rosemberg, a qual foi convertida em programas políticos em países com na Alemanha nazista e mesmo na África do Sul com o Apartheid. Estes sistemas de segregação racial ainda influenciam mentalidades ou simplesmente indignam a todos.
Curiosamente vocês me falam de Gobineau e de Rosemberg, porém há-de se dizer que não foram apenas as idéias destes dois teóricos que influenciaram e ajudaram a ampliar preceitos racistas. As idéias da discriminação, naquele momento, eram várias e variadas. Assim como havia tantos autores, tantas “mentalidades” foram criadas. E aqui estão os maiores problemas, porque as mentalidades são de longa duração e quando elas se referem ao preconceito racial parece que se tornam ainda mais demoradas.
Há um provérbio africano que diz: “O preconceito é um espinho demasiado fino; é difícil arrancá-lo!”. Infelizmente, ainda hoje estes tais sistemas de segregação ainda influenciam as pessoas. Veja-se o exemplo dos pitboys ⎯ o nome é a fusão do cão ferozíssimo pitbull com boy, rapaz em inglês. Normalmente, estes rapazes são de famílias de classe média das grandes cidades, praticam lutas marciais e se exercitam dando porrada em pessoas inocentes, geralmente negras, pobres ou homossexuais.
E, como se isto não bastasse, ainda temos os skinheads e outros grupos neonazistas, ambos ligados às idéias de intolerância e de preconceitos racialistas. Eles, além da discriminação de grupos específicos, tais como judeus, índios, negros e homossexuais, ainda tentam negar ou minimizar os efeitos do Holocausto nazista contra os judeus, durante a Segunda Grande Guerra Mundial.
Por tudo isto eu penso que, mais do que indignação, precisamos de medidas efetivas de combate e de justiça contra estes grupos e suas ações correlatas. Pois ainda hoje temos de conviver com grupos extravagantes e chocantes como a Ku Klux Klan, que defende uma supremacia branca e um tipo específico de protestantismo nos Estados Unidos.


3. Há comprovação científica da semelhança genética entre os homens em cerca de 99,9%, o que desmascara o racismo que se sustentava há séculos com base em diferenças físicas. Tanta igualdade destroça a inferioridade propiciada pelo racismo, mas pode descaracterizar os homens?
Veja, eu não sou nada bom em biologia, porém, compreendo que o homem é tão somente um animal, decerto diferenciado pela inteligência, mas ainda assim um animal, que chegou à sua forma atual devido ao evoluir de outros ancestrais mais primitivos. E por quê estou fazendo esta digressão? Ora, o fato de pertencermos a mesma rede ancestral não nos faz melhores que aqueles que vieram antes de nós, isto é, não nos torna especiais nem distintos.
As diferenças que foram estabelecidas foram intelectuais e não genéticas, observe que os estudos de craniometria feitos pelo Nina Rodrigues, legista e antropólogo brasileiro do século XIX, para demonstrar suas teses racistas e ‘cientificamente modernas’, hoje fazem parte apenas da história (diria até do folclore) da medicina legal e do direito no Brasil. Nina Rodrigues chegou a defender que o país deveria ter dois códigos penais: uma para os brancos e outro para os negros. E quem teria coragem defender isto hoje em dia, um disparate destes? Seria ridicularizado, certamente.
Mas, vocês me perguntam: “Tanta igualdade destroça a inferioridade propiciada pelo racismo, mas pode descaracterizar os homens?”. Não creio. Pois na história intelectual, no percurso das idéias, das nossas sociedades, percebo como as idéias de distinção, discriminação e segregação racial e social foram sendo construídas e ainda por cima o legado tenaz destes preconceitos ainda hoje.
Vocês conhecem na mitologia grega a Hidra de Lerna? É um animal fantástico com corpo de dragão e várias cabeças de serpente que se regeneravam. Assim, cada vez que se cortava uma das cabeças surgia outra em seu lugar de hálito ainda mais venenoso. Infelizmente, atestam alguns historiadores, a hidra do racismo ainda continua presente. Todavia, não creio na descaracterização dos homens diante desta afirmação que vocês fizeram ⎯ da comprovação científica da igualdade genética. Como disse antes, minha formação em biologia é quase nenhuma, todavia somente a inépcia, a inabilidade, confunde o racismo e a genética, como bem escreveu o biólogo norte-americano Richard Dawkins.


4. O Art. 5º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, versa sobre a igualdade de todos independentemente de cor, sexo, renda econômica, etc., ‘impede’ que a segregação sócio-racial prevaleça nas sociedades. Entretanto, não passa de teoria, uma vez que a segregação continua a se manifestar de modo aberto ou mesmo sutilmente observado. Cite um exemplo que demonstre a prática deste crime.
Tomemos por exemplo o Brasil. Aqui, a discriminação tem por base o desconhecimento e o preconceito. Assim, embora as raízes étnicas do Brasil sejam, em larga medida, africanas, o desconhecimento em relação ao continente faz com que proliferem visões estereotipadas e preconceituosas sobre a África. Para que vocês tenham uma idéia clara o suficiente do que estou falando, citarei algo que ocorre em nosso meio acadêmico, universitário.
No Brasil há apenas uma universidade que tem em seu currículo uma disciplina que trata da literatura africana, que é a Faculdade de Letras da UFRJ, a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ou seja, parece que na África não existe produção intelectual literária. E como se isto não bastasse, não é raro as pessoas perguntarem se vão discutir uma “literatura de tambor” ou se vão falar da questão do negro ou de “macumba”, isto foi o que me disse a professora da UFRJ, Carmem Tindó. Para mim isto é um crime contra a memória e contra a arte da África.
Agora, vocês falaram em algo sutilmente observado, não foi isto? Então, eu aproveito para fazer a seguinte provocação: vocês duas já ouviram falar na Lei nº 10.639? Bom, é a lei que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira em todas as escolas, públicas e privadas, de ensino fundamental e médio. Segundo o texto que foi aprovado, creio que em 2003, busca-se o resgate da contribuição do povo negro à História do Brasil. Então pergunto, a escola de vocês já adotou esta lei? De que forma foi (ou está sendo feita) a implantação da lei? Há algum destaque específico à História e a Cultura Afro-Brasileira ou os conteúdos estão imersos em outras áreas? São algumas questões para vocês levarem à escola...
5. Deixe sua mensagem sobre a desigualdade entre as etnias e cite as vantagens do Brasil em possuir uma diversidade étnica e cultural tão abundante.
Como mensagem, eu deixaria o seguinte Orikí (um tipo de verso sagrado africano): “Exu matou um pássaro ontem, com a pedra que jogou hoje”. É preciso ter cuidado com o nosso passado, principalmente quando estiver em jogo questões de tolerância. Eu insisto nisto porque, segundo um historiador inglês muito famoso, Eric Hobsbawm, o século XX terminou sob o signo de o mais “o mais violento dos séculos”, o mais intolerante. Infelizmente, a intolerância não pára de crescer, mesmo depois de abandonadas aquelas cruéis fórmulas totalitárias, que você já devem ter estudado, eu creio, nazismo, fascismo, integralismo. E mesmo com a economia global gerando novas acessibilidades, o fato é que a intolerância assumiu novas formas, intolerância religiosa, intolerância racial ou intolerância étnica. Há um poeta que diz que hoje em dia falta realizar a educação para a tolerância.
Mas a pergunta de vocês falava também sobre a vantagem da diversidade étnica e cultural do Brasil, e, já que eu falei em poesia, me permitam terminar com a música de Arnaldo Antunes, “Inclassificáveis”.
(...)
aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes

orientupis orientupis
ameriquítalos luso nipo caboclos
orientupis orientupis
iberibárbaros indo ciganagôs

somos o que somos
inclassificáveis

(...)
egipciganos tupinamboclos
yorubárbaros carataís
caribocarijós orientapuias
mamemulatos tropicaburés
chibarrosados mesticigenados
oxigenados debaixo do sol

Enfim, somos o que somos. É preciso discutir isto seriamente, como vocês estão se propondo agora, para, finalmente, a gente compreender e assimilar o preconceito como negativo e, assim, quem saber, ir derrotando e arrancando as cabeças da Hidra, como fez o Hércules.
Mais uma vez, muito obrigado a vocês, Gabryela e Bianca, pela oportunidade desta conversa e levem os meus cumprimentos à professora e colega de História, Salete Aragão.

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Uma mentira que dura 40 anos.


Por Francisco Silva

Difícil foi para nós estudantes do curso ginasial no ano de 1969 refutarmos a idéia de que Neil Armstrong não havia dado o primeiro passo do homem na Lua. Ele deu o primeiro o segundo e outros passos na Lua; nenhum de nós estudantes da segunda série ginasial (hoje sexta série do ensino fundamental) tinha ou tivemos qualquer dúvida. O meu companheiro de equipe de trabalho escolar o Dirvam Guimarães, filho da dona Zuleima e do seu Dirvam dos Correios, era um gênio no desenho, o nosso trabalho escolar sobre “O Homem e a Conquista do Espaço” foi notável, obtivemos a nota máxima.

Em casa, os meus pais e principalmente a minha mãe em complô com a dona Antonia esposa do seu Matias, que acabavam de ficar avós da pequena Márcia (hoje minha esposa) que nascera dois dias antes do “Homem” pisar na Lua, encabeçavam a lista dos incrédulos; para eles, o que Deus fez, não foi dado autorização para que o homem fosse lá cometer essa heresia, pois, a Lua, o Sol e as Estrelas eram campo de visitação só de Deus, o Supremo Criador do Universo. Já que eles são bons nisso, por que é que eles não vão ao Sol? Diziam em desafio os meus pais e amigos incrédulos.

Não preciso dizer que eu ficava roxo de raiva; todo esse argumento para mim não passava da mais pura declaração de ignorância (no sentido chulo do termo), falta de credo no Deus que fez o Homem a sua imagem e semelhança; ora, para mim, se nós éramos de fato a imagem e semelhança do nosso Supremo Criador, não haveria sentido refutar o feito que os americanos em transmissão de TV para todo o mundo inteiro mostravam no dia 20 de julho de 1969, o “Homem” dando um passo histórico para a humanidade.

É verdade, para alguns seres inteligentes, longe dos “ignorantes” e, embasados cientificamente, cinco anos mais tarde escreveu um livro que é conhecido como a “Teoria da Conspiração” “We Never Went to the Moon” (”Nunca fomos à Lua”, 1974) foi o livro que catapultou Kaysing como escritor e o elevou à categoria de “pai” da teoria da farsa lunar. Na obra, o engenheiro de formação reúne uma série de argumentos, todos usados até hoje pelos defensores da teoria. Na verdade, no ano de 1974 eu não tinha maturidade e nem acesso a uma leitura tão especializada com essa; por isso mesmo, eu, ainda a essa época continuava no firme propósito de acreditar naquela “viagem fantástica”. Bill Kaysing não foi para mim, anos mais tarde (ano 1989), o mentor intelectual para a minha hoje irrefutável descrença de tal feito.

Após a série de reportagens que se alongaram no decorrer do início do ano de 1989 sobre o naufrágio do Barco Bateau Mouche (31/12/1988), meio que saturado com tantas notícias distorcidas, resolvi decididamente a mudar de canal de TV, elegi a TV E como a minha fonte de informação sobre o que acontecia pelo mundo. Certo dia de domingo daquele início de ano (março ou abril de 1989), assistindo ao Programa National Geografic daquela TV estatal, em umas entrevistas a algumas pessoas pelo mundo sobre o vigésimo ano do “Homem” andando pela Lua, uma desdentada camponesa
indiana disse não acreditar que o homem tivesse chegado e muito menos pisado na Lua.

Surpreso, o repórter lhe perguntou o que a fazia pensar daquela maneira; a resposta foi surpreendente. Foi surpreendente principalmente para mim que, durante vinte anos não havia sequer dado o trabalho de rever as fotos que documentavam o “heróico” feito dos americanos. Para a camponesa indiana, destituída de qualquer conhecimento da física – pelo menos foi o que achei -, ela deu uma aula de conhecimentos que até os fraudadores da viagem não contavam que os estudiosos pelo mundo afora pudesse.

Ela não se apegou a detalhes que os doutores em uma tese com certeza se apegariam para confirmar ou negar; ela foi taxativa: “a bandeira dos Estados Unidos fixada no solo lunar estava pendurada em retângulo, sem a tradicional caída que toda bandeira desfraldada apresenta; e foi mais adiante, disse que o mastro da bandeira estava em “L” de ponta cabeça para que, favorecesse no caso como o de enfiar um elástico no calção, a bandeira tinha essa borda para que o “pé” do “L” entrasse na borda da bandeira americana e, no “I” do mastro, a bandeira foi amarrada tal como se amarra por exemplo, o cadarço dos sapatos. Na verdade, esse detalhe da bandeira em retângulo era para confirmar a falta de gravidade na Lua e por isso mesmo, segundo a tese deles, uma bandeira lá deveria ficar assim se fosse lá desfraldada, não cairia como aqui cai e fica ao sabor do vento.

Foi preciso que uma pessoa de supostos poucos conhecimentos dissesse de maneira mais brejeira possível para que eu viesse a me despertar sobre o que foi a fraude aplicada pelo Sr. Richard Nixon, que teve como principal objetivo refrear os ímpetos da União Soviética na chamada “Guerra Fria” e apagar o desastre frente ao mundo que foi a Guerra do Vietnam. O Nixon para dar contornos de realidade a “Farsa Lunar” usou dos serviços do naquela época “Spielberg” que era nada mais nada menos que o diretor Stanley Kubrick (”2001 - Uma Odisséia no Espaço”). A viúva Stanley Kubrick dá um depoimento, que daí saiu a ideia de que o diretor americano foi convidado por Nixon para criar a farsa do homem caminhando na superfície lunar.

Nos tempos atuais fica bem mais fácil entender o que aconteceu; naquela época o super computador que a NASA tinha ocupava dois enormes prédios, se formos planificar o super computador de então, ele caberia em uma quadra de 200m X 200m. Esse era o trunfo americano que desenvolveu a capacidade daquela nação ir à Lua. Nos tempos atuais, aquele “super computador” é facilmente carregado por qualquer pessoa em uma valise para qualquer lugar que deseje, todavia, esse Laptop ou Note Book não tem qualquer grande tecnologia que nos faça fazer uma viagem espacial, a não ser, um bom programa de simulador de vôo. É evidente que eu acredito que o homem pode ir à Lua, ir até mesmo a Marte e quem sabe até mesmo fora do nosso sistema solar, eu acredito sinceramente. Agora, que ficou feio para os Estados Unidos mandar atualmente homens somente até no máximo 450 quilômetros de altitude, isso ficou! E o pior, é ter que se calar frente às evidências gritantes que se apresentam pelo mundo científico sobre a mentira que a cada ano fica mais evidente.

Ora, se quarenta anos atrás os Estados Unidos se disseram viajantes ao nosso satélite lunar, como se explica agora eles estarem desenvolvendo tecnologia para, somente em 2.020 mandar um “Homem” (novamente?) à Lua? Como se explica isso? Qual foi a tecnologia usada quarenta anos atrás que fez com que os americanos fossem à Lua e hoje não se aplica mais? Será que os americanos cretinos acreditavam que a tecnologia utilizada fosse eterna? Por que será que todos os astronautas envolvidos naquela viagem do Apollo 11 e até mesmo os da Apollo 10 ficaram todos com distúrbios mentais e assim morreram sem qualquer recuperação? Também isso não tem resposta.

Muito bem, na verdade a tecnologia utilizada foi a aposta na burrice do resto do mundo, a falta de conhecimento e o desinteresse pelos assuntos que, só eram aos EUA lícito ter é que davam àqueles farsantes a tecnologia precisa para que eles posassem de viajantes espaciais; nessa história toda, a União Soviética (URSS), que alardeava ter mandado lá Lua um macaco, se calou! Por que se calou, calou-se, porque naquele episódio ficaram cúmplices na mesma mentira. Você, amigo (a) que me dá o prazer desta leitura, acredita que o Homem foi à Lua? Eu, há vinte anos não acredito, antes tarde do que nunca!

Francisco Silva Filho – Curitiba-PR


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sábado, 18 de julho de 2009

Se eu penso...


Francisco Silva Filho
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Logo existo! Se eu existo, e tenho capacidade lógica de raciocínio e não perdi a capacidade de me indignar com o estado de coisas que em geral nos deixam arrepiado; é lógico que vou “botar a boca no trombone”. Apontar os erros dos outros não é do meu comportamento; todavia, apontar os erros dos outros que nos substituem por procuração de mandato eletivo no poder público, esse sim, sinto-me na obrigação de fazer ver as outras pessoas que, meio que adormecidas no comodismo não percebem ou fazem de conta que não.

Para minha grata surpresa, eu tive o prazer de, andando pelas ruas da nossa cidade ser reconhecido por pessoas que eu jamais havia conhecido ou encontrado. Uma dessas agradáveis surpresas, eu conheci a Nilda; uma moça que me conheceu a partir da saudade que sempre sentiu por Vitória da Conquista, e por isso mesmo, tem o saudável hábito de acessar todos os blogs conquistenses em especial o do Anderson e do Hérzem, bem como, assim como eu, não deixa de ouvir o programa Resenha Geral e outros do mesmo nicho jornalístico. Morando na Filadelphia, nos Estados Unidos, a Nilda passou a me conhecer pelos meus escritos, disse-me a nossa amiga, que passará ainda alguns dias a mais em nossa cidade, para em breve retornar ao país do Tio Sam.

A agora minha amiga e também, há muito tempo, amiga do Paulo Pires, só tem um senão a meu respeito como também, a respeito do professor Paulo Pires segundo a sua percepção: que eu e o Paulo somos amantes e defensores incondicionais do Lula.

Calma, Nilda! Ninguém é perfeito. Mas, como toda pessoa sensata, ela foi um amor de pessoa para comigo, acho que eu não merecia tanto. Merecendo ou não, eu pude perceber o que é de fato a responsabilidade que nós que, despretensiosamente, colocamos as nossas crônicas nos blogs, externando a nossa opinião sobre determinados assuntos que, as pessoas em nossa cidade não se dão conta ou não querem opinar a respeito.

É verdade que nem tudo são flores. Num encontro casual onde, estavam presentes além da Nilda, outras amigas que me conheciam a mais tempo que a Nilda, como também havia uma que foi uma amiga de infância; dessa minha então amiga de infância eu fui chargeado e duramente criticado pelo que eu escrevo. Pasme, eu lhe perguntei quantas crônicas minhas até então ela já havia lido das mais de cem que eu escrevi; para resposta ela me disse que nenhuma, que ela estava comentando pelo que lhe disseram aqueles que as leram. O meu ímpeto foi de dizer que não aceitava as críticas dela, e que, para que eu as aceitasse seria necessário que ela tivesse lido pelo menos umas cinco crônicas.

A minha amiga de infância não aceita que eu estando morando em Curitiba fique metendo o bedelho naquilo em que eu não vivo no meu cotidiano; que as coisas e dificuldades que os conquistenses experimentam segundo a minha percepção, são problemas exclusivamente dos que em Conquista vivem. Disse-me ainda, que a nossa cidade está uma maravilha e que nada do que eu tenho apontado é tão importante assim e que mereça qualquer atenção das autoridades – ela não leu e nem viu as fotografias que eu tirei das calçadas e mandei para o Blog do Anderson para serem postadas e mostrarem o descaso para com os pedestres.

Ainda quando eu colhia as fotos, na Avenida Frei Benjamim, uma jovem que estava num ponto de ônibus junto ao Supermercado Benfica, olhava atentamente para o que eu estava fazendo; curioso, eu lhe perguntei se ela percebia o que havia de errado no que eu estava fotografando; para resposta ela disse que não, que não via nada de errado aquele monte de carros sobre a calçada, e muito menos no fato de a calçada ter somente 50 centímetros para que ela pudesse ficar desconfortavelmente sobre. Indignado, perguntei-lhe em que curso ela estava na escola; para resposta ela disse 2.º ano. Voltei a lhe perguntar: é do 2.º ano do ensino fundamental? Respondeu-me que era do ensino médio. Mais indignado ainda, eu lhe disse que o meu filho Eric tem 12 anos e está na 7.ª série e que o senso crítico dele é tão alto que ele não admitiria a resposta que ela, uma garota de 17 anos estava a me dar.

A capacidade de indignação que sinto que está faltando nos meus conterrâneos tem muito a ver com a qualidade do ensino a que eles estão sendo submetidos. Também não vou me descuidar, e quero achar – neste caso valho-me do achômetro – que o muito do descaso dos conquistenses vem daqueles que chegaram a nossa cidade, foram adotados como se conquistenses fossem, e que não tem em verdade qualquer opinião sobre o que é certo ou é errado para o nosso padrão de vida, ambiente e de cultura. A indignação é que faz com que homens, mulheres e crianças digam aos governantes o que deve ser feito pelo bem comum da comunidade a que está inserida. Se nos falta a capacidade de nos indignarmos, é fato que seremos presas fáceis desses que se assenhoram do poder.

Fazer movimentos sociais tal como faz o André Cairo é de suma importância para nossa cidade e comunidade; muitos não o entendem, preferem criticá-lo; é mais fácil. Como todo conquistense que está fora da nossa cidade e que não cortou o cordão umbilical e nem o deseja, eu sugiro, que formemos uma Associação dos Apaixonados por Conquista; onde, as nossas idéias e sugestões sejam encaminhadas ao poder público municipal de obrigação de fazer, pois, nosso é o direito de vermos satisfeitos os nossos anseios e desejos, porquanto, somos filhos e contribuintes de impostos em nossa cidade, como é o meu caso, que tenho propriedades e não deixo de contribuir.

Aos que me criticam e não me aceitam pelo fato de eu morar em Curitiba, paciência! Não me passa pela cabeça viver numa urbe como esta que ora desfruto e ver coisas que aqui são comuns aos cidadãos curitibanos, como nós conquistenses que pagamos impostos, terem do bom e do melhor, enquanto nós conquistenses achamos – eu não acho – que é assim mesmo, Curitiba é cidade de primeiro mundo, a cultura é outra, não vamos querer nos comparar com uma cidade que é colonizada pelos europeus! Ora, se isso é de fato motivo para aceitarmos tal subordinação de gente tão perversa quanto a que tivemos até então no comando da nossa querida Conquista, é melhor abdicar de viver a ter que viver neste comodismo letárgico e obsceno. Quando eu apontei os erros cinqüentenários das nossas administrações, me responderam que se esses erros fossem somente em Conquista ainda se podia parar para pensar em discuti-los; mas como isso também acontecia e acontece nas melhores cidades do país, não havia porque pensar em se estressar com isso. Indignado eu disse “alto lá!” meu amigo e minha amiga. O que acontece de errado lá fora não deve ser usado para resguardar o conformismo e perpetuação do erro; lá fora pode, aqui não!

Francisco Silva Filho – Curitiba - PR


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sábado, 11 de julho de 2009

A calçada não é do pedestre?




Por Francisco Silva Filho
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Como eu havia prometido em minha crônica sobre a “a quem pertencia as calçadas em nossa cidade”, eu saí pela cidade, e, em especial Avenida Frei Benjamin, colhendo fotos dos absurdos cometidos pelos donos dos imóveis, que, com consentimento tácito do Poder Público Municipal, tomou definitivamente as calçadas para acrescer o seu imóvel, deixando tão somente em alguns casos só 50cm. de calçada ao pedestre.

Contando com a colaboração do amigo e ativista ambiental André Cairo, que, a meu pedido, personificou-se de “cego”, saímos pelas ruas do centro da cidade com o fim de mostrarmos as dificuldades que os cegos e deficientes visuais têm para se locomoverem pelas complicadas calçadas da nossa cidade. Não foram poupadas também, as dificuldades que têm os cegos e deficientes visuais no que tange as travessias das ruas, pela falta de semáforos cosonorizadores para as pessoas que detém tal deficiência.

Da mesma forma aproveitamos para apontar as dificuldades que o Zeca D’eirante tem para se locomover sobre as mesmas calçadas que não tem as dimensões exatas para que uma cadeira de rodas possa passar entre uma parede e um poste, ou mesmo entre uma parede e uma árvore; as rampas construídas sobre as calçadas têm inviabilizado a locomoção dos cadeirantes uma vez que, essas rampas acabam por impedir ou mesmo inclinando lateralmente a cadeira oferecendo riscos de queda ao cadeirante.

COMO DIZ O ANDRÉ CAIRO: AUTORIDADES! SERÁ PRECISO EU VIR DE CURITIBA PARA APONTAR ESSAS SITUAÇÕES BIZARRAS?

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domingo, 5 de julho de 2009

A quem pertence as calçadas?


Por Francisco Silva Filho
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Em Conquista, a nossa querida e amada cidade, contrariando a lógica dos lugares civilizados, as calçadas pertencem aos donos dos carros; pertencem aos donos dos estabelecimentos comerciais que as usam como estacionamento rotativo para os seus clientes; pertencem aos donos das residências, que as utilizam para ampliar os seus domínios territoriais, bem como, até para armar barracas para vendas de lanches e assemelhados; pertencem a auto-esc...

Pois muito bem, as calçadas em nossa cidade têm servido a todos os interesses, menos, aos interesses dos mais diretos interessados que são os pedestres. As ruas conquistenses tem sido a calçada para os pedestres, os carros e os pedestres estão em pleno meio da rua, têm disputado severamente esse espaço. Não obstante a invasão de carros nas calçadas, permitida pelo poder público local, há uma agravante nas nossas calçadas: cada proprietário de imóvel faz a sua calçada ao seu bel prazer. Eu disse faz a “sua calçada”, essa em verdade é só uma força de expressão; dono de residência nenhum tem a calçada, a calçada pertence ao público, pertence ao pedestre. O proprietário do imóvel tem a obrigação de fazer a calçada e mantê-la em perfeitas condições de acessibilidade trafegabilidade aos pedestres.

O poder público, pela sua Secretaria de Obras e Serviços Públicos deve disciplinar o uso desse bem público não permitindo, por exemplo, que, Mercadinhos, Supermercados e assemelhados em nossa cidade, por suas administrações lancem mão desse espaço público, privatizando-os para servir de estacionamento rotativo para os seus clientes. Também não deve se descuidar tal Secretaria Municipal, em permitir que, as calçadas sejam invadidas pelos donos dos imóveis, dando-as destinação diversa tais como, ampliação dos domínios de seu imóvel, inclusive, construindo indevidamente barracas de lanches, privando o pedestre de sua circulação em segurança sobre a calçada.

Também não deve se descuidar a Secretaria de Serviços Públicos, em permitir que cada dono de imóvel faça a calçada de maneira a deixar degrau, ou mesmo rampa de uma calçada para a outra, dificultando a vida dos cegos, deficientes visuais, ou mesmo daqueles que têm dificuldade de locomoção; também, não deve permitir que na calçada sejam construídas rampas para acesso para os automóveis às suas residências – sobre esse aspecto, eu tenho visto verdadeiras armadilhas para os pedestres e toda sorte de pessoas que sofram de qualquer deficiência.

Como eu disse antes, cada dono de imóvel faz a calçada conforme a sua capacidade econômica; alguns deixam a calçada com chão batido e as crateras que as chuvas por suas enxurradas deixam, passam a fazer parte de toda sorte de perigo para os pedestres, já outros, usam das mais criativas formas de fazer as calçadas, todavia, sempre deixando o pedestre ao arrepio da sorte. Muito têm me incomodado as belas calçadas que eu tenho visto em algumas ruas da nossa cidade. Ainda hoje, em visita ao nobre amigo Dr. José Pedral, quando ainda estávamos discutindo assuntos outros sobre os destinos do nosso querido município, eis que, surge o nobre colega Dr. Rui Medeiros - acho que posso chama-lo de colega – a quem, a cerca do Direito, eu arguí sobre a Responsabilidade Civil em caso de um acidente com um pedestre em uma dessas calçadas aqui em nossa cidade. O nobre causídico, coroando o meu saber, respondeu-me que a Responsabilidade Civil é do Município. Com certeza, o Município é quem responderá civilmente pelos danos materiais e morais decorrentes de qualquer acidente dessa natureza.

Em verdade, isso não interessa a ninguém; ninguém está disposto a sair por aí se aventurando a sofrer um acidente e esperar que o Município venha por força e coerção da lei reparar danos sofridos. O que se espera, é que não venhamos no caso de uma calçada bela como eu citei acima, onde o dono do imóvel, para seu deleite e ostentação, faça a pavimentação de sua calçada com pedaços de mármore lapidado, onde, qualquer molhação faz dela uma pista de patinação no gelo, prometendo dessa forma uma inesperada queda até mesmo para aqueles que andam cuidadosamente, procurando evitar qualquer acidente.

As pavimentações das calçadas conquistenses constituem de fato um perigo eminente ao pedestre, não considerando isso, o poder público em nossa cidade faz coisas que eu considero um absurdo: as placas de trânsito e outras estão dispostas nas calçadas da maneira mais inesperada possível. Nos lugares ou cidades desenvolvidas que eu conheço, e aqui não vou falar de Curitiba, conheço outras do quilate de Conquista, em nenhuma dessas cidades, as placas de trânsito estão plantadas no meio da calçada, nem os postes de iluminação e nem outras de qualquer gênero; elas se estiverem nas calçadas, estão sempre junto à guia de meio-fio. Aqui em Conquista, parece coisa de outro mundo; se você ou eu mesmo se descuidar, acaba arrebentando a cara no poste de sinalização ou de iluminação. Não duvide!

Com o fim de mostrar as bizarras situações a que os pedestres conquistenses estão sendo vítimas no seu cotidiano, eu saí pela cidade com a minha câmera fotográfica em busca de fotografias, que não farão parte desta crônica em razão de espaço e arquivamento, todavia, enviarei ao Blog do Anderson, para compor o seu quadro de “Fotografias do Dia” e quem mais se interessar, pois, autorizarei a ele a repassar. As fotografias tiradas retratarão de forma absoluta o descaso para com o transeunte conquistense; elas mostrarão que a nossa indignação com esse estado de coisas não é por acaso, pois, o mínimo que podemos esperar do poder público é que zele pelo bem estar do cidadão. Como perguntar não ofende, ou será que ofende? Ainda assim vou perguntar: A QUEM PERTENCE AS CALÇADAS?

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cartão de Visita


Por Francisco Silva Filho
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Na última segunda-feira, 22/06/2009, às 15h15m da tarde daquele dia, eu desembarcava aqui em Vitória da Conquista, via Aeroporto Pedro Otacílio de Figueiredo; instante em que foi dado aviso de que a temperatura era de 25 graus Celsius, e que estávamos liberados para desafivelar os cintos de segurança tão logo a aeronave parasse no pátio do Aeroporto. Cintos desafivelados, o meu também, começava então, a nossa lenta e ordeira saída do avião – neste avião, um ATR-72 a saída é única, é pela porta traseira.

Com a bagagem de mão a tira-colo, como primeira pessoa de solo, cumprimentei ao Paulo, funcionário do Aeroporto; segui para o saguão a espera do resto da minha bagagem, momento em que, tive o súbito desprazer de ver o quanto a nossa estação de passageiros virou um caos absoluto. Havia tanta gente dentro daquele espaço, que, ficava difícil a nossa movimentação pura e simples, parecia, como dizia o Caco Antibes, uma visão da ante-sala do inferno. Receber as bagagens transformou-se em uma aventura nada desejada por qualquer pessoa que tenha se aventurado aos mimos de uma viagem aérea.

A confusão de chegada de passageiros em seu desembarque e daqueles que vão embarcar, traz um desconforto para ambos, assim como, também para os funcionários das empresas que ali operam; é algo humanamente perto do impossível. Mas, assim como todas as coisas em Conquista, o Aeroporto Pedro Otacílio de Figueiredo retrata o verdadeiro Cartão de Visitas que o visitante terá pela frente em visita à nossa cidade. O saguão do Aeroporto, em verdade, está tal qual o trânsito na Avenida Lauro de Freitas, bem como, nas Alamedas Ramiro Santos e Lima Guerra e outra; e o complicado calçadão da Praça Nove de Novembro, para não falar de tantos outros.

Ressalvadas as bagunças citadas, ficamos agora, com o serviço de Táxi do Aeroporto, aliás, os amigos que se propõem a fazer esse transporte de passageiros, ainda não estão inseridos, como nos grandes centros urbanos, onde, os táxis que servem os passageiros que desembarcam, tem tarifa diferenciada por ser um serviço especial. A respeito do assunto novo Aeroporto para Conquista, eu conversei com o nobre taxista Márcio Silva que foi quem me trouxe do Aeroporto até casa da minha sogra, que, aliás, ele promete que será meu colega como operador do direito, pois, ele está cursando Direito; como dizia, o Márcio a contrário sensu, não suporta a minha idéia de reforma do aeroporto e perpetuação desse no atual local. A propósito, usando da honestidade que lhe e peculiar, ele não usou do chavão comum que muitos usam dizendo que a mudança do Aeroporto Pedro Otacílio se deve em função de estar dentro do perímetro urbano, outrossim, no que diz respeito a razão puramente econômica para os taxistas. Confesso que ele me sensibilizou.

Nos dizeres do amigo taxista e futuro colega advogado Márcio Silva, eles são penalizados enquanto profissionais que servem com os seus táxis os passageiros no aeroporto, haja vista, o pequeno número de corridas que fazem, exatamente pela proximidade do aeroporto para qualquer ponto da cidade. Um dos principais concorrentes deles, afirmou o Márcio, são os parentes, amigos e esposas dos passageiros que, estão sempre dispostos a irem ao aeroporto para recepcioná-los. Dando dessa forma, uma grande esvaziada na quantidade daqueles que ficam para pegar um táxi.

Às razões do Márcio não apresentarei contra-razões, aliás, com o advento de um novo e distante aeroporto em nossa cidade, – que eu gostaria de batizá-lo neste instante pelo nome de Aeroporto Nove de Novembro; espero que todos gostem da minha sugestão – eu não acho que os nossos amigos taxistas terão vida melhor, haja vista, a predisposição de quem vai recepcionar alguém, a distância não fará muita importância, todavia, para aqueles que ficarão à mercê dos serviços dos taxistas, indubitavelmente, haverá que pagar mais caro em razão da distância, como também, da taxação especial para os táxis que servem ao aeroporto.

Enquanto novo aeroporto não surge, ficamos com o atual. Alguns dias atrás, ainda em Curitiba, eu ouvia o comentário do Hérzem Gusmão sobre o atual Aeroporto e a bagunça que era a estação de passageiros, e o desconforto que era o de se usar um sanitário naquele espaço. Quando aqui desembarquei, pude perceber que o Hérzem foi comedido em suas críticas, que, aliás, muito oportunas. O desejo de todos nós conquistenses, principalmente o de nós ausentes, é que, tenhamos independentemente da capacidade operacional da pista, um Aeroporto que, pela sua estação de passageiros seja minimamente confortável àqueles que aqui chega para rever a sua terra ou mesmo, para aqueles que visitam a nossa cidade. A primeira impressão é a que fica, e, um aeroporto tão “chifrim” vai acabar por dar uma péssima impressão para aqueles que chegam aqui pela primeira vez; demovê-los dessa impressão ruim, não será tarefa das mais fáceis, principalmente, se, quando forem embora, aqui não mais voltarem.

Francisco Silva Filho


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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Eu sou jornalista!

Por Francisco Silva Filho
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Eu sou sucesso!!! Se eu escrevo e você também Ezequiel, se o Paulo Ludovico escreve como também escreve Paulo Pires – e como escreve! – se todos nós escrevemos e publicamos os nossos escritos e eles são lidos, aplaudidos como também contestados, nós somos sucesso! Portanto, somos também jornalistas! Este é o exercício da lógica!

Anime-se João Melo! O diploma caiu, e o sol lhe sorriu, afinal, o sol sorri para todos, mas, nem todos estão aptos a perceber esse lindo e dourado sorriso do “Manezinho”! Sorria, sorria amigos da clandestinidade! Sorria sim, afinal, prá que diploma? Prá quê tantas baboseiras teóricas nos bancos da faculdade? Prá quê? Prá quê então termos que nos preocupar em estudar se, enquanto estudamos os “práticos” estão nas redações se tornando mestres no ofício? Prá quê?

Anime-se senhor (...)... É o senhor mesmo! O senhor que adora ser chamado jornalista e incentiva que todos o conheçam por tal! Agora você é jornalista! Mas, por favor! Escreva! Escreva alguma coisa e publique-a, dessa forma se consagrará! Eu até, de agora em diante passarei a chamar-lhe de jornalista! Ora, ora! Se não é o fim da picada; agora, aqueles que antes se submetiam a longas horas de estudo de análise sintática, morfológica, de ênclise e próclise, de conjugação verbal, de concordância nominal e verbo-nominal e depois de formados escreviam contrariando todas essas regras, agora estão livres para continuarem escrevendo errado! Vai ver que foi por essa causa que os “sábios” Ministros do STF resolveram dar “cabo” no diploma de jornalismo; vai ver que foi, ora se não foi!

Afinal, as chamativas e espalhafatosas manchetes todas vinham carregadas de injunções e erros primários da nossa ortografia; agora, mais do que nunca, estará liberado! Sorria, afinal, quando se ia para escola aprender e depois jogar na lata do lixo o que aprendeu para escrever errado carregando um diploma debaixo do braço ou pendurado na parede e o peito cheio de orgulho dizendo-se jornalista, agora não precisa mais! E a vida dos “Ombusdmans”? Será que os jornais continuarão precisando deles? Aliás, o Ombusdman da Folha de São Paulo deve me detestar; não foram poucas as reclamações que eu enviei à redação daquele Jornal reclamando dos “erros” em manchetes e até mesmo dentro da própria matéria veiculada; não suportando mais tanta indiferença deles, é que me decidi romper com a minha assinatura ainda em curso de dois anos. Sinceramente, não me faz qualquer falta!

Há alguns meses atrás, um amigo e colega (na área do direito), o Dr. Jorge Eduardo de França Mosquéra que é formado de verdade em jornalismo pela USP, e também é formado em direito e advoga, ele me antecipou o resultado do julgamento de ontem; disse-me com toda convicção que o diploma em jornalismo cairia, o homem sabe das coisas! Sobre o assunto de se escrever as manchetes com “erros temporais” e de concordância, me adiantou o amigo Jorge Mosquéra que o jornalismo brasileiro seguia o Padrão Americano de Jornalismo, onde, eles desconhecem as formas verbais, de concordância e temporais; tais como exemplo desse erro primário lê-se uma notícia: SELEÇÃO BRASILEIRA SE APRESENTA NA QUARTA PARA TREINOS LEVES E JOGA NA QUINTA. Quando leio uma manchete dessa natureza eu fico arrepiado; o Anderson com o seu Blog já deve estar cheio até a “tampa” com as minhas interferências; aliás, por falar em Anderson, meu amigo, você também é jornalista! Agora, tá (gostou do “tá”?) liberado, pois, não poderá mais ser cobrado por escrever “errado” (no meu entender!), pois, agora, sabemos que por trás, nas redações tem gente que não precisa saber dessas coisas, pois, o importante é se comunicar, não importando a qualidade dessa comunicação!

Sabe duma coisa, turma do direito? E nessa eu me incluo! Vamos colocar a nossa barba de molho! Afinal, já andaram querendo derrubar o famigerado Exame de Ordem da OAB, e nesse eu passei com todos os méritos; vai lá que consigam derrubar, aí, o próximo passo será extinguir a obrigatoriedade do diploma de bacharel em direito. Já pensou? De uma coisa estou certo: a grana que eu gastei de quando iniciei o meu curso (faculdade particular) até aqui para ter a minha carteira da OAB, dá quase para comprar um Ômega “zero bala” lá na TOPVEL! Ah, eles que não me inventem uma cafajestada dessas... Bom, o meu diploma e a minha habilitação frente a OAB eles não tiram mais; e tem mais, se tentarem, eles verão com quantas “ações” eles terão que me devolver tudo, tudinho mesmo, Tintim por Tintim do quanto gastei material, emocional e moralmente!

Por falar em “ação”, quero neste ensejo, concitar os colegas Doutores Paulo Ludovico aí em Conquista e Jorge Eduardo de França Mosquéra aqui em Curitiba a procurarem os atuais acadêmicos em jornalismo, para que eles ingressem na justiça pedindo “danos materiais”, haja vista, o que despenderam em gastos com faculdades particulares de jornalismo e até mesmo o tempo perdido em um curso que não tem mais qualquer finalidade. Quanto aos empresários do ensino particular, paciência! Afinal, o leite que se derramou nessa manobra não vai lhes causar tanto prejuízo assim, todavia, se quiserem “brigar” também, apresento-lhes os colegas Paulo Ludovico e o Jorge Mosquéra. Ah, amigos, Dr. Paulo Ludovico e Dr. Jorge Mosquéra, não se esqueçam de me retribuir! Não, não é me chamando de doutor, mas sim, arranjando também patrocínio para mim!

Viu como agora também sou jornalista? Procurem e também achará neste texto um monte de “injunções” e colocações inadequadas; pode ser que você pense que não achou, tudo bem! Na próxima eu me esforçarei para parecer mais com um jornalista; e até lá!
Francisco Silva Filho – Curitiba-PR


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sexta-feira, 5 de junho de 2009

O frio em Curitiba

Nosso colunista, Francisco Silva Filho, registrou a beleza do frio curitibano que chegou aos 3º negativos na última quarta-feira (4).




Registrou um fato? Tem uma denúncia sobre algum problema do seu bairro? Envie seu texto e fotos para o Leitor-Repórter!
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blogdoanderson@gmail.com

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domingo, 24 de maio de 2009

Os pesos e as medidas não se equivalem!

Por Francisco Silva Filho
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Desde o momento em que foram liberadas as imagens das emissoras de televisão para dirimir as dúvidas que envolvam uma partida de futebol, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva – STJD tem se mostrado parcial nas suas decisões. O Ronaldo terá no STJD um julgamento que será realizado na próxima terça-feira, 26 de maio, às 17h. O atacante corintiano foi denunciado pelo puxão de cabelo no volante Fahel, através das imagens cedidas pela TV Globo na partida contra o Botafogo, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

Eu vejo nisso um precedente perigoso, ou, se não perigoso, passivo de ser considerado injusto; haja vista, as mesmas imagens que a TV exibe no STJD não servirem por exemplo, para anular um gol feito irregularmente pelos atacantes, muitas vezes, com o aval do Árbitro na partida. No caso do Fenômeno, as imagens estão sendo amplamente divulgadas, não só no Brasil e no STJD, como também por todo o mundo do Planeta Bola. Dessa forma, Ronaldo Fenômeno será enquadrado no artigo 250 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (por ato capitulado em desleal), Ronaldo poderá pegar até três jogos de suspensão no Campeonato Brasileiro. Todavia, conta a favor de Ronaldo, o seu histórico que é a sua primariedade e nunca foi expulso em partidas do Campeonato Brasileiro, aliás, há de se frisar que toda a história anterior do Ronaldo no futebol brasileiro se resumiu em apenas treze partidas; também conta a favor do Ronaldo é que o próprio Fahel, vítima do puxão de cabelo, ter considerado o fato como um lance normal dentro de uma partida de futebol.

Quanto a esse episódio envolvendo o Ronaldo e o Fahel, acabou por despertar em mim o interesse em rediscutir o uso das imagens da TV para punir jogadores envolvidos em lances desleais, e que passou despercebido pelo Árbitro na partida, ou mesmo, pela sua desídia diante do fato. Ora, se essas imagens servem para punir jogadores, retirar mando de campo de times adversários e também como meio de prova para suspender aos torcedores os seus ingressos nas dependências dos estádios quando esses forem enquadrados em qualquer artigo do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, não há que se esquivar em tratar de um assunto que enerva qualquer torcedor, quando esse, vê o seu time sair de campo garfado, roubado e tripudiado por uma arbitragem tendenciosa e desastrosa.

As imagens neste caso que só servirão para punir o árbitro suspendendo-o, não trará a satisfação do torcedor, até porque, outro árbitro entrará em cena, podendo ou não vir a prejudicar novamente o mesmo clube, uma vez que, o prejuízo causado por uma partida perdida por causa de erro de tipo na arbitragem, poderá custar ao time no final do campeonato o seu rebaixamento.

No caso de se repensar o uso das imagens em favor de anulação de uma partida por causa de lances capitais, do tipo anulação de gol ilegal, poderá se arguir o prejuízo na realização de uma nova partida em data e horário extraordinário tal como tem acontecido nos casos em que, por razões climáticas as partidas são remarcadas para um horário na parte da tarde com portões abertos.

Para o torcedor, fica a satisfação de saber que o juiz mal intencionado ou gagá, como é o caso do Carlos Eugênio Simon, não virá mais lhe trazer qualquer prejuízo que venha dificultar a vida do seu clube no certame; por outro lado, a partida remarcada para data futura, mesmo tendo os portões abertos, não lhe será certo o seu ingresso ao campo de futebol, pois, muitos desses torcedores estarão em suas atividades cotidianas, sendo-lhes impossível o comparecimento para assistir a uma nova partida, restando-lhes, pois, como consolo a satisfação de que a justiça estará sendo feita.

Francisco Silva Filho – Curitiba-PR




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Aquele Abraço!


Por Francisco Silva
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Hoje eu comecei o meu dia participando do Programa do Nildo Freitas na Brasil FM, ocasião em que eu aproveitei para no dia mundial do abraço que se comemora hoje, abraçar todos os meus amigos e, em especial, os que comigo compartilham das mesmas idéias. O Anderson, Edmundo Vieira, Ezequiel Sena, Paulo Nunes, Paulo Pires hoje, são as pessoas que fecham esse círculo dessa sinergia.

O Gilberto Gil, no início da década de 70 dava ao povo brasileiro o seu imenso e carinhoso abraço. O abraço é a forma mais simples de nos expressarmos e demonstramos a nossa afetividade para com os nossos mais próximos. Nos países nórdicos, o abraço gratuito não é bem aceito, nesses países, o abraço só é bem recebido se vier de quem se conhece. Na Índia, cito esse país não pelo que eu passo a conhecer pelo folhetim que a Globo exibe em seu horário das 21h00m, mas, pelo que eu tenho lido. Os indianos não aceitam abraços, eles, pelos seus preceitos religiosos, evitam qualquer contato físico; o abraço que hoje dia 22 de maio se comemora mundialmente, não é tão mundial assim.

No Brasil, acredito, - eu não fiz qualquer pesquisa para enriquecer esse meu artigo – que aqui seja o paraíso dos que adoram abraçar. Os nossos políticos profissionais têm no abraço o seu mais forte aliado na conquista dos seus incautos eleitores. Esses senhores têm técnica especial na arte do abraçar; abraçou, conquistou! A conquista, principalmente acontece entre as classes mais humildes da nossa sofrida e carente população.

O abraço tem na sua concepção um magnetismo todo especial; sobre esse ato de fraternidade há até técnicas especiais oriundas dos ocidentais, as quais, não querendo roubar propriedade intelectual de ninguém, até por que, onde eu encontrei, não faz qualquer menção ao autor, aparece simplesmente ‘mensagens e poemas’ dessa forma eu reproduzo ipsis literis extraído do seguinte endereço:

http://mensagensepoemas.uol.com.br/abraco/22-de-maio-dia-do-abraço.tml “Dizem os orientais que, quando abraçarmos uma pessoa querida a quem amamos, devemos fazer da seguinte forma: inspirando e expirando três vezes, e aí sua felicidade se multiplicará pelo menos dez vezes. O efeito terapêutico do abraço é inegável. Diante disso não podemos esperar para abraçarmos a quem queremos bem. Se você estiver sentindo um vazio interior, tente abraçar o seu amigo (a), deslizando delicadamente a mão sobre as costas dele (a), para que o possa sentir junto a você. Nos Momentos de dor e de alegria é que vemos o bem que um grande e demorado abraço nos causa.
Pelo abraço, transmitimos emoções, recebemos carinho, trocamos afeto, compartilhamos alegria, amenizamos dores, demonstramos amizade, doamos amor, expressamos nossa humanidade. É tempo de enlaçarmos nossos braços num terno, profundo e afetuoso abraço.

Neste dia, aproveito um pouco da técnica oriental para abraçar a todos os nossos leitores, amigos, simpatizantes ou não da nossa causa, e, principalmente aos nossos políticos, para que eles sintam a nossa sinergia, a beleza e a pureza do abraço sem qualquer interesse escuso no nosso gesto! Pra todos: AQUELE ABRAÇO!
Francisco Silva Filho – Curitiba-PR



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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Não dá para entender!


Por Francisco Silva Filho
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Como diria o nosso colunista mor, o Paulo Pires: “lá, isso não dá prá entender mesmo!” A pendenga extrajurídica em que se envolveu o nosso país capitaneado pelo “nosso” Ministro da Justiça Tarso Genro, falando e agindo como se o Brasil ele fosse, que, nega explicitamente a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti sob intensa “guerra” de contraditas, tanto de um lado quanto do outro.

Extraindo da Agência o Estado – autoria do jornalista Felipe Recondo, ouso reproduzir, semi-íntegra, parte daquela matéria, para consolidar o meu raciocínio lógico daqui por diante. “Em sintonia com os advogados de defesa do ex-ativista Cesare Battisti, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje (11/04) que o italiano, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos, seria absolvido por falta de provas se submetido a novo julgamento no Brasil ou na Itália. A principal prova contra Battisti, de acordo com seus advogados, é o depoimento de outro ativista político italiano, preso pela polícia na década de 80 e que fez um acordo de delação premiada para diminuir a própria pena. "Qualquer juiz mediano não o condenaria por não encontrar provas minimamente sóbrias para isso", disse Genro, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara”.
Fica-nos difícil entender como um país como o Brasil que tem aversão por atos lesivos perpetrados à integridade física dos cidadãos, se põe a favor de uma pessoa que teve julgamento e foi condenado pelos seus atos em seu país de origem. A postura incômoda do Ministro Tarso Genro está rendendo e ainda renderá muitos inconvenientes diplomáticos envolvendo o nosso país com os italianos. Tarso Genro tem demonstrado inequivocamente, tal qual um Juiz que pode, pela parte adversa, tranquilamente ser dado como suspeito, haja vista, por seus juízos de valores, proferir tais “decisões interlocutórias”.
Apesar dos seus advogados internacionais e brasileiros envolvidos no processo da extradição, o Cesare Battisti ganhou um aliado, que, para nossa imagem internacional, poderá ser danosa e irreparável. Dizer que entre Brasil e Itália não há reciprocidade, isso não podemos afirmar, mas, no caso do banqueiro internacinal Salvatore Cacciola, que não só foi preso pelas autoridades italianas, bem como, foi extraditado à nossa Carta Rogatoria; a Itália foi de uma fidelidade a toda prova com o nosso país; todavia, este caso em comento, poderá abrir um precedente perigoso entre as duas nações que até então, não há qualquer registro de arranhão que venha macular essa parceria diplomática e comercial.
O instituto jurídico “in dubio pro reu” que, nas entrelinhas, reclama o Ministro Tarso Genro, é de aplicabilidade em qualquer país, cuja raiz do direito se estriba no direito romano bem como no germânico. Entretanto, não pode o nosso Tarso Genro, criar por exponte próprio, uma corte excepcional (não vou usar de exceção), e declarar-se juiz dessa. O depoimento de um ex-ativista colega do Battisti, preso na década de oitenta, dando como autoria ao refugiado no Brasil, quatro assassinatos é que fêz com que as autoridades italianas requisitasse o seu direito de extradição ao Brasil.
Em verdade, a justiça italiana realmente baseia-se em uma delação premiada ao seu preso lá na Itália, o que reforça as suspeitas do “nosso controverso e inconveniente Don Quixote” da justiça internacional. De uma coisa eu estou certo, se o Battisti não foi o executante dos quatro assassinatos, partícipe ou có-partípe, “lá isso ele foi!” não é Paulo Pires?
O Ministro da Justiça Tarso Genro não tem autoridade para dar “Exequatur” que é de competência exclusiva do Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), todavia, mesmo o Supremo decidindo pela extradição, poderá o governo brasileiro, por mera convicção política não extraditar o refugiado Cesare Battisti que, atualmente encontra-se preso no penitenciária da Papuda em Brasília. Interessante, por que é que ele está preso então aqui no Brasil, se ele não cometeu crime algum aquí e não há qualquer indício de autoria?
Não querendo ser chato, mas, eu vou colocar um pouco de pimenta malaguêta neste episódio; os italianos representados por um deputado governista por nome de Ettore Pirovano, no início deste ano disse o seguinte: "Não me parece que o Brasil seja conhecido por seus juristas, mas sim por suas dançarinas – deve ser alusivo ao carnaval. Portanto, antes de pretender nos dar lições de Direito, o Ministro da Justiça brasileiro faria bem se pensasse nisso não uma, mas mil vezes", como se vê, o governo italiano diz que o Brasil pode vir ser retaliado por essa decisão, além de questionar flagrantemente a nossa competência para tomar decisões jurídicas.
Em última ratione, o ministro da Justiça brasileiro disse na segunda-feira, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, que o governo brasileiro não deve, de fato, extraditar Battisti mesmo que o Supremo Tribunal Federal (STF) anule o refúgio concedido a Battisti e autorize a extradição. "O Brasil não vai entregar alguém para ser bode expiatório na Itália". Pelo entendimento do governo brasileiro, o presidente da República pode se negar a entregar Battisti mesmo que a Justiça autorize a extradição. Tarso Genro valeu-se ainda da reação de autoridades italianas à decisão do governo de refugiar Battisti para reforçar o receio de que o ex-ativista será perseguido politicamente se retornar à Itália para cumprir a pena. "A forma como o estado italiano reagiu, de forma violenta e virulenta, não gera um fundado temor de dano?", questionou o Tarso.
Fundado temor de dano; este é o fundamento jurídico albergado no Tratado Internacional Sobre Direitos Humanos de San José da Costa Rica, do qual o Brasil também é signatário, que se vale o ministro da Justiça Tarso Genro para escudar uma situação que poderá deixar o Brasil mal na fita com a comunidade e mercado comum europeu, assim como, ficou mal o Brasil por durante décadas com a Inglaterra ao manter em nosso país o ladrão de bancos o inglês Ronald Biggs, que só foi para Inglaterra, quando, já senil, para lá passar seus últimos dias de vida em uma prisão e ter o direito de ser sepultado lá. Agora, que o Tarso Genro arrumou uma encrenca danada para o nosso Lula, lá isso ele arrumou, não é seu Paulo? Espero que o nosso enrustido craque de futebol a lá Ronaldinho – ontem eles bateram bola juntos lá Palácio do Planalto – saiba comer o peixe e não se engasgar com as espinhas!

Francisco Silva Filho – Curitiba-PR


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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Psiu... Silêncio!


Por Francisco Silva Filho

Hoje, 07 de maio de 2009 como em qualquer outro ano que já passou, assim como, os que advirão, foi, é, e sempre será festejado o dia do silêncio. O silêncio sempre foi interpretado no direito como consentimento tácito, entretanto, no nosso mundo contemporâneo, o silêncio, a grosso modo, não é visto como uma face oculta da sabedoria. Há um provérbio que diz: “A palavra vale prata; o silêncio vale ouro”.

No mundo da política, faz bem aquele que se porta como um bom mineirinho; a bravata, além de quebrar o silêncio grosseiramente, nos induz ao engano. Na nossa vida prática, o silêncio sempre será visto como algo inatingível. A sabedoria dos orientais nos ensina que o silêncio é um exercício; os monges Shaolins e Tibetanos são os mestres. Eles, com as suas sabedorias, fizeram ver ao mundo que, nascemos com dois orifícios chamados ouvidos, outros dois orifícios chamados olhos e, um e único orifício chamado boca. Não é porque a boca seja maior que os outros quatro orifícios juntos que devemos colocá-la a desserviço da nossa harmonia com o universo.
Na nossa vida cotidiana, trabalho casa, casa trabalho; fica-nos impossível cultuarmos o silêncio. Como pode neste dia tão sugestivo o feirante se calar, como poderá ele vender os seus produtos? Nas CEASAS por este Brasil a fora não se pode conceber um só segundo de silêncio; o mesmo, não se pode imaginar no comércio lojista, pracista, de ambulantes e de camelôs fazendo o exercício do silêncio neste dia mundial a ele dedicado.
O dia do silêncio pode ser a qualquer dia; a Igreja Católica consagrou o dia do silêncio na Sexta-Feira Santa. Nós podemos e devemos consagrá-lo a todo dia e a todo instante; principalmente, se somos nós os responsáveis pelo barulho e poluição sonora que experimentamos todos os dias e todos os instantes no nosso meio ambiente. Você já experimentou a sensação de não ter nenhum barulho por perto? Segundo o filósofo William James, o exercício do silêncio é tão importante quanto à prática da palavra; entretanto, que seja essa palavra de sábio aproveitamento.
O dia de hoje é também consagrado ao profissional da oftalmologia. O oftalmo com o exercício da sua profissão deixa a claro o que podemos e o que não podemos com a nossa boca colocarmos aos bate-bocas e ti-ti-tis dos menos acostumados com o exercício do ver e ouvir para aprender e, falar para apaziguar e ensinar!

Francisco Silva Filho – Curitiba-PR

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Honestidade e Ética andam de mãos dadas!


Por Francisco Silva Filho
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O assunto das passagens aéreas mal usadas pelos congressistas deu e ainda vai dar muito “pano para mangas”. A semana que passou foi de uma tremenda vassala para os brios dos deputados e senadores que tanto se esmeram para descobrir em como passar a perna no povo brasileiro. Apesar da bateria de fogo cerrado da imprensa (O PIG fazendo afagos em nós povo) contra esses “malfazejos”, eles não se dão por satisfeitos;

é bem capaz de ajuizarem ação cobrando o que injustamente lhes estão sendo tirados, e assim, pleitearem o direito adquirido às passagens que lhes serviam até mesmo de pecúlio - caso da viúva do senador Jefferson Peres, que acumulou um sem número delas para posteriormente transformá-la em capital (eis um caso de enriquecimento sem causa), se isso não vier acontecer, até mesmo porque eles estão dando uma resposta positiva à indignação do povo brasileiro, disciplinando o uso das passagens aéreas; outras formas de lesar o erário público surgirão.
Neste final de semana, procurando amainar um pouco os ânimos dos “sanguinolentos” componentes da imprensa (neste caso, os congressistas assim devem estar vendo os jornalistas – eu particularmente me aproveito desse desvio deles para aplaudi-los), algum setor do governo procurou dar uma notícia bombástica para substituir o incômodo interesse dos jornalistas pelo caso das passagens aéreas; dando como “boi de piranha” uma notícia que deveria ficar guardada na intimidade daquela que está sendo vítima de uma enfermidade que pode ou não, ser a médio ou longo prazo fatal, a descoberta de um câncer linfático da “Dama de Ferro?”, ou melhor: da Dilma Roussef. Se essa foi uma estratégia, eles foram muito afobados, pois, o que hoje e desde o domingo a noite reina nos noticiários são os casos da Gripe Suína; dando assim, menor importância aos escândalos advindos daquela combalida Casa Congressista.
Esses jogos de cena sempre fizeram parte do cenário político brasileiro; tanto uma coisa como a outra (Passagens e doença da Dilma, Gripe Suína) devem estar na verdade acobertando algo extraordinariamente grande. Ao povo brasileiro um bom e cabeludo tema para debater nunca vai faltar, e todos eles, com certeza deverão trazer à luz o quanto é desonesto aquele ou àqueles a quem delegamos a nossa representação. A questão da honestidade é um estigma que já nasce e nos acompanha desde o berço; a ética, é uma conselheira que estimula no cidadão ou cidadã o moderador dos seus impulsos, dessa forma, refreando as suas intenções para aquilo que, com certeza viria causar algum mal a outrem ou à economia de.
Nos meus escritos eu primo pela fonte, sempre que eu cito algo ou alguém, eu procuro inevitavelmente fazer referência à fonte conseguida; sobre a questão da ética e da honestidade, embora eu me sinta inclinado a citar um caso, aliás, dois casos, a fonte que eu guardava no meu link de favoritos, já foi, acho, que por decurso de prazo apagado, restando-me, pois, a vaga lembrança do ocorrido. O que aconteceu e me chamou atenção à época (a cerca de quatro anos atrás), foi um jogador inglês, se não me falha à memória, que em um lance casual, dentro da pequena área, num lance de ataque, a bola chutada bateu em sua mão e foi em direção ao gol adversário; o juiz da partida validou o Gol. O jogador quando viu os seus colegas vibrando e o juiz correndo para o meio do campo, chamou o árbitro e pediu que ele invalidasse o gol, disse-lhe que o gol marcado havia sido ilegal, pois, ele involuntariamente havia com a mão, desviado a trajetória da bola para as redes adversárias. Numa mesma conduta, outro jogador também de um time europeu, em um lance confuso dentro da área, ele caiu, embora estivesse correndo junto com o adversário, o que facilitou à interpretação do juiz, vindo este a marcar um pênalti a favor do jogador que havia caído; até mesmo o time adversário não reclamou da marcação do juiz, os colegas do sofredor do “pênalti” vibravam com a marcação; este se levantou, chamou o juiz e disse que ele havia tropeçado em suas próprias pernas, e que o pênalti em verdade não aconteceu, e que o melhor é que o árbitro desmarcasse a penalidade; assim foi feito pelo juiz.
No clássico do domingo passado (26/04) no campeonato cearense, um jogador do Ceará tropeçou sozinho e o Carlos Eugênio Simon marcou o pênalti, e o cara de pau do jogador ainda vibrou! Ambos, o Árbitro e aquele jogador ainda vão virar deputados ou senadores, aguardemos e veremos! Tudo o que eu citei, foi para trazer a claro que, a honestidade e a ética tem estreita e íntima relação. Não pode dizer alguém ser ele honesto se, lhe falta o elo principal entre ele e a ação, qual seja, a ética!
No que diz respeito aos desmandos lá no Congresso Nacional, alguém, lá mesmo, aventou a possibilidade de fechamento daquela casa; eu vibrei e até assinaria embaixo – nem pararia para pensar. Eu veria este ato de fechamento como uma desforra nossa contra esses “abusados” e “despudorados” dilapidadores dos nossos recursos públicos. Tá bom, e vocês aí pensariam e ficariam com uma pergunta no ar: e nós ficaríamos em um regime de exceção? Eu responderia pode ser que sim e, pode ser que não! Tudo dependeria da qualidade do regime que devêssemos implantar! Para encurtar essa conversa, ou essa “katilografia”, vou fazer uma referência de algo que já dura mais de cinco séculos. Cansado de tantos desmandos na Igreja Católica, o Padre Martinho Lutero se rebelou contra todos os atos que ele achava daninhos ao Catolicismo, não foi atendido, deixou a Igreja Católica e criou o Movimento Protestantista que são conhecidos como os “Cinco Solas”. Resultado: tanto o Catolicismo como o Movimento Protestante imperam entre os seus fiéis e o Reino de Deus continua o mesmo e inalterado!
– Curitiba-PR

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terça-feira, 28 de abril de 2009

O Transporte Coletivo tem a cara dos seus usuários


Por Francisco Silva Filho


O título desta crônica pode ser uma constatação cruel para milhões de brasileiros que se valem do transporte público para a sua locomoção para o trabalho ou outras atividades que exijam o uso do transporte coletivo. Curitiba pode ser considerada uma exceção quanto ao descaso que sofre o brasileiro em outros centros, - neste Brasil que tem mais de dois terços da população viajando diariamente dentro das suas próprias cidades e região metropolitana – onde, aqui os seus usuários são bem atendidos e não se dão por satisfeitos, pois, a melhoria do sistema de transporte coletivo é sempre uma meta a ser alcançada e reavaliada a cada seis meses.

O ex-prefeito e ex-governador Jaime Lerner em um seminário do qual eu participei, disse que o sistema de transporte de um município tem, necessariamente, a cara dos seus usuários; por isso, é que o transporte de massa da cidade curitibana havia sempre que ser reavaliado a cada seis meses, dessa forma, sempre se adaptando às exigências do exigente cidadão curitibano.
O sistema de transporte coletivo de Curitiba é um dos mais eficientes do Brasil, isso eu posso afirmar, pois, eu não conheço só Curitiba, conheço muitas capitais e principais cidades do interior; o que é comprovado por uma série de prêmios internacionais. O mais recente, concedido pela prestigiosa instituição inglesa Building and Social Housing Foundation, é apenas um exemplo. Outro é a classificação do sistema como "exemplar", feita pelo Worldwatch Institute, um dos maiores institutos de pesquisa ambiental dos Estados Unidos.
Implantado nos anos 70 com a preocupação de privilegiar o transporte de massa, o sistema é reconhecido por aliar baixo custo operacional e serviço de qualidade. Cerca de 1,9 milhão de passageiros são transportados diariamente, com um grau de satisfação de 89% dos usuários, segundo pesquisa da URBS (Urbanização de Curitiba S/A), empresa que gerencia o sistema.
O grande diferencial do transporte curitibano é dispor de tarifa integrada, (hoje custa R$ 2,20, o prefeito anunciou que baixará no dia 1º de maio para R$ 2,00) permitindo deslocamentos para toda a cidade pagando apenas uma passagem. Cada pessoa pode compor seu próprio percurso, já que o sistema é integrado por meio de Terminais e Estações-Tubos. Quem percorre trajetos longos, o que é mais comum entre a população de menor poder aquisitivo, é subsidiado por aqueles que realizam percursos menores. Calcula-se que diariamente 80% dos usuários sejam beneficiados pela integração. Atualmente, a RIT (Rede Integrada de Transporte) opera com 1.877 ônibus, realizando cerca de 21 mil viagens por dia, num total de 316 mil km a cada 24 horas.
Hoje o sistema está integrado com 12 municípios da Região Metropolitana: Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais, São José dos Pinhais, Araucária, Fazenda Rio Grande, Campo Magro, Campo Largo, Contenda, Rio Branco do Sul, Itaperuçu e Piraquara. A integração se dá por linhas convencionais, de ônibus metropolitanos, Expressos e Ligeirinhos, transportando diariamente cerca de 500 mil pessoas que residem ou trabalham nas cidades circunvizinhas. A partir de 1974, Curitiba passou a dispor do Sistema de Ônibus Expresso - o chamado à época de metrô de superfície com pneumáticos. Trata-se de uma solução inédita para ligação entre o centro e os bairros por vias exclusivas. Assim foi criado o sistema trinário de vias, que tem ao centro uma canaleta exclusiva para o Expresso, ladeada por duas vias de tráfego lento, em sentidos opostos. Paralelamente existem ainda duas ruas de tráfego rápido. A canaleta possibilita o aumento da velocidade média dos ônibus sem comprometer a segurança dos passageiros. Atualmente são 72 km de vias exclusivas, que cruzam a cidade nos sentidos Norte, Sul, Leste, Oeste e Sudeste (Boqueirão). Os grandes eixos são complementados por 270 km de linhas alimentadoras e 185 km de linhas interbairros. Somado às linhas convencionais, o sistema de transporte urbano de Curitiba cobre toda a área do município.
Pois muito bem, os dados acima foram conseguidos no site da URBS e não acrescentam nada que eu já não soubesse, todavia, como é praxe minha tudo que eu escrevo tem base em fontes fidedignas e nunca em achômetros. Mas, uma coisa eu pude depreender da fala do Jaime Lerner em nosso seminário no ano 2001 no Centro de Convenções; ele dizia da cara do usuário do transporte urbano curitibano. Realmente, aqui na capital paranaense, o transporte coletivo é utilizado por quase todos curitibanos; é comum encontrarmos fazendo uso do transporte coletivo pessoas ricas, políticos e até mesmo empresários que deixam em casa o seu carro para se dirigirem ao trabalho de ônibus. No sábado dia 18 deste mês, eu resolvi ir ao centro, e optei por ir de ônibus, quando desembarquei no Terminal do Carmo para fazer conexão para o centro, entrei em um ônibus do tipo “Ligeirinho” e, sentado em um banco como qualquer outro usuário de transporte coletivo, estava o deputado federal Maurício Fruet e, diga-se de passagem, não estava lá fazendo pose e fotografias demagógicas não! É verdade, que ele devia estar acompanhado por algum agente de segurança, entretanto, se estava não era ostensiva a presença. O deputado estadual petista, meu colega de banco o Tadeu Veneri não deixa de usar o transporte coletivo para as suas mais simples atividades.
E em Vitória da Conquista? Será que a população classe “A” faz uso do transporte coletivo? Se alguém me responder que sim, eu vou dizer que “vocês não estão querendo que eu volte”! (referência ao personagem do Jô Soares ao exilado brasileiro na França – Waldir Pires). A dura realidade dessa constatação nos faz crer, que o povo usuário do transporte coletivo conquistense tem força para eleger, todavia, não tem força para cobrar e tampouco exigir nada do poder público.
Um Juiz do Mato Grosso do Sul teve uma ideia prá lá de controversa, e propôs mudança na legislação eleitoral, onde, o voto popular teria uma graduação conforme a formação do eleitor. No caso do eleitor analfabeto, este estaria proibido de votar, os demais, conforme a sua formação, valeria 1 ponto só quem tem alfabetização; 2 pontos quem tem ensino fundamental; 3 pontos quem tem ensino médio, e assim por diante. Na prática, isso já acontece, para eleger os votos são iguais; mas para cobrar, vale mais os votos dos ricos e dos mais aquinhoados.
O transporte coletivo em uma cidade é fruto de uma construção filosófica, faz parte de uma cultura; em Curitiba o transporte coletivo não foi criado na década de sessenta como se sugere no início da minha crônica, mas, sim, no início do século XX, onde, protótipos de bondes articulados já faziam o transporte dos curitybanos. E na nossa Vitória da Conquista, qual foi o projeto de implantação de transporte coletivo, alguém sabe? Eu mesmo acho que posso responder. No início era uma empresa que começou a circular no ano – se não estou enganado – de 1966, a Suburbana com aquelas Cata-Nicas Jardineiras com o cano de descarga levantada para cima na traseira (cata-níqueis), e depois ela veio a sofrer a concorrência das Kombis TRANSRÁPIDO do Dr. Gesiel Norberto. Em resumo, o transporte coletivo conquistense cresceu como cresceu a cidade; sem qualquer planejamento. O que se tem hoje servindo os conquistenses é, na verdade, uma consequência de uma balbúrdia institucionalizada a qual o poder público, historicamente fecha os olhos, pois, os principais usuários são aqueles a quem eles não querem mais ver antes do próximo período eleitoral.

Francisco Silva Filho – Curitiba-PR


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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Empregada Doméstica


Por Francisco Silva Filho

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Parabéns a todas empregadas e empregados domésticos! No dia 27 de abril é comemorado o dia da empregada doméstica. Data dedicada à padroeira das domésticas, Santa Zita, moça humilde e generosa; ela costumava dividir sua comida e suas roupas com os pobres. Embora ao falar-se em empregada doméstica logo vem à mente aquela que nos auxilia nas tarefas do lar, como cozinhar, lavar, passar e limpar.

Empregada ou empregado doméstico é todo aquele, segundo a Lei nº 5.859, de 11 de dezembro de 1972, regulamentada pelo Decreto nº 71.885/73, que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou família, que pode ser tanto na residência principal ou de lazer, como casa de praia, de campo, sítio etc. Assim, enquadram-se também como empregados domésticos os motoristas particulares, vigias, chacareiros, caseiros, damas de companhia, babás, governantas, mordomos, jardineiros e faxineiros; todavia, embora sejam estas as ocupações mais conhecidas, também estão no rol das atividades desempenhadas pelos empregados domésticos as que, tenham como objetivo atender as necessidades pessoais dos empregadores tais como enfermeiros, pilotos de aeronaves e, até mesmo administradores das finanças da residência.
O empregado doméstico, assim como, qualquer outra categoria de trabalhadores, pode ser contratado em caráter experimental, durante o qual suas aptidões poderão ser melhores avaliadas; o período é pré-determinado, pois as partes sabem qual seu limite de vigência.
O contrato de experiência pode ser firmado por períodos breves, como 30, 45 ou 60 dias, de acordo com o interesse das partes, mas não pode ser superior a 90 (noventa) dias, podendo ser prorrogado uma única vez. O período de experiência deve ser contratado em documento assinado pelo empregador e pelo empregado - não é válido acerto verbal, devendo ser entregue ao empregado uma via do contrato.
A refeição que o empregado faz na casa do patrão ou a moradia ali usada, na maioria dos casos objetivam a comodidade para o empregador. Por isso, salvo acordo expresso entre as partes na CTPS, não devem ser descontados. No caso em que o empregado ou empregada doméstica morar na residência do empregador (a) doméstico (a), mesmo tratando-se de uma comodidade para o empregador, não cabe direito ao empregado ou empregada doméstica à percepção de horas extras ou adicional noturno bem como, não lhe assiste direito aos dias feriados, pois, o descanso semanal do empregado ou empregada doméstica é de um dia por semana, podendo ser no domingo, se assim preferir o empregador.
Pois muito bem, depois desse elenco de direitos e deveres supra elencados cabe-nos diligenciar para que, haja melhor formação dos atuais e futuros empregados e empregadas domésticas, para que sejam aprimorados os seus serviços; para o empregador que não tem tempo de orientar a empregada nas rotinas e tarefas domésticas, já existe um curso gratuito oferecido pelo SENAC. Como lavar, passar, cozinhar, utilizar eletrodoméstico, arrumar a mesa, servir, escolher e aproveitar e reprocessar os alimentos são algumas das lições. O curso é oferecido somente em algumas unidades do SENAC. Saiba mais no site www.senac.br. No nosso caso em Vitória da Conquista, caso não haja o SENAC, é de se saber, que em nossa cidade agora existe o MDC (Movimento das Donas de Casa de Vitória da Conquista), que tem entre as suas atribuições, também estão as de orientar e dar algum tipo de formação profissional à essas e esses valorosos colaboradores de que tanto nos valem no nosso dia a dia.
Francisco Silva Filho – Curitiba-PR



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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Aqueles três gols que eu te fiz... (cantado. Aquele beijo...)


Por Francisco Silva Filho

Nunca, nunca mais esquecerei; aquela noite e música no fantástico, noite infeliz e tão vulgar. Lembro dos gols que eu fiz, até me dá vontade de chorar, lembrar que eu depois fiquei perdido; na artilharia nunca mais pude pensar! Ou, ou aqueles gols, jamais esquecerei... Pois muito bem, realmente, aquela tarde e noite foi determinantes na vida do Diogo e do nosso Conquista. Após aquele inesquecível jogo, o artilheiro nunca mais foi o mesmo, nunca mais se achou. O Diogo só veio a marcar só mais um gol; os outros gols marcados pelo Conquista foram gols de zagueiros.

Um time que almejava chegar às finais do campeonato não podia prescindir de um atacante de ofício, um matador afinal. O nosso ataque em verdade, sempre esteve claudicante, pouco efetivo. Muito se culpou a precariedade do sistema de meio de campo e o setor de criação. Pode até ter sido verdade, mas, eu não posso conceber que um time que resolve apostar num jogador amador que não se entendeu consigo mesmo como o Cacá, possa estar querendo algo mais do que continuar na série especial do campeonato baiano.
Jogadores já experimentados e aprovados pelo torcedor conquistense estavam mofando em nossa cidade; esperavam por uma oportunidade em algum clube para que ainda pudesse disputar o campeonato baiano de 2009. Da mesma sorte, o técnico Elias também esperava por um momento e uma oportunidade neste mesmo campeonato. O Elias acabou por ir para o Madre de Deus; e ele não teve dúvidas: para lá ele chamou o Éder Caetité após a metade do campeonato, assim como outros valores preteridos pelo nosso valoroso ECPP Conquista. O Éder Caetité não decepcionou e, acreditem, só não foi o artilheiro do campeonato porque jogou menos da metade do certame.
Como era mesmo o apelido do Diogo? DIOGOL? Ah, deve ser esse apelido pelos gols perdidos (Diogols perdidos)! E agora Conquista? A espera de um milagre do Nadinho junto à CBF? Em verdade, ele pode muito! Mas, uma idéia protecionista como essa, pode-lhe render certa antipatia perante as outras federações de futebol pelo país afora. Eu como qualquer outro torcedor conquistense muito almejaria ver a nossa equipe participando de qualquer série do campeonato brasileiro; todavia, essa participação deve necessariamente ser meritória, tem que ser pelos próprios esforços da equipe, pelo que ela produziu dentro e fora dos gramados. Que essa sinergia tão necessária tenha emanado da diretoria para com os seus jogadores e comissão técnica, criando dessa forma, uma equipe senão imbatível, mas, que seja uma equipe focada nos bons resultados.
A tristeza que tomará conta da torcida conquistense, já tão bem acostumada nas tardes e noites de domingos e quartas-feiras, não terá comparativo atual. Em verdade, nós não estávamos mais acostumados com isso, estávamos longe do cenário desportivo estadual por longos tempos. O ECPP Vitória da Conquista devolveu-nos aos prazeres da mania nacional; nós tínhamos enquanto torcida evoluído, reproduzíamos nas arquibancadas a alegria e a festa das maiores torcidas de times reconhecidamente grandes nas maiores capitais do país. A torcida se fez presente! O time não pode se queixar de falta de apoio da torcida, da imprensa, dos patrocinadores que sempre estiveram dando o seu apoio e que, com certeza continuará a dar esse apoio tão necessário. Então, aos dirigentes do nosso time conquistense, cabe junto à Federação Baiana de Futebol reivindicar que adote o modelo paranaense de disputa, onde, no campeonato paranaense decide-se o campeão estadual e quem vai para a Copa do Brasil. E, em uma copa no segundo semestre, a Copa Paraná decide-se os times que participarão no ano seguinte da Série D do campeonato brasileiro.
Um conselho meu, se é que lhe valem alguma coisa senhores diretores, dêem mais ouvidos aos torcedores e cronistas ácidos como eu e menos aos bajuladores, que, durante todo o campeonato disseram que este time era melhor que o do ano passado – o Rei sempre esteve nu! Eu não posso conceber que este time atual tenha sido melhor que o do ano passado, afinal, o time do ano passado colocou lá seleção baiana dos melhores do certame, se não estou enganado, quatro jogadores, sem falar no técnico que foi escolhido como o melhor – neste particular eu me permito discordar da eleição, uma vez que, na final do campeonato, um técnico realmente bom não teria amarelado diante de um pálido Bahia.

Francisco Silva Filho – Curitiba-PR

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