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JUSCELINO SOUZA
Do A TARDE
Foto: José Silva
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Depois de 25 anos em sala de aula e outros 15 percorrendo as prateleiras de uma biblioteca pública municipal, a professora aposentada Maria José Ferraz, 58, trocou a vida agitada da cidade pela tranqüilidade da zona rural de Conquista, a 509 km de Salvador.
Sem conseguir ficar longe dos livros, Dona Zezé, como é mais conhecida na roça, se desfez de 100 galinhas, reuniu 40 livros diversos e transformou o galinheiro numa sala de leitura. Sua história inusitada transformou a vida de crianças e adultos na localidade de Lagoa das Flores, a 8 km do centro.
O espaço improvisado foi ganhando contornos de uma biblioteca e hoje, um ano depois, já dispõe de 3 mil volumes, sem contar com revistas e jornais. Coberto com uma lona amarela, o pequeno cômodo é freqüentado todos os dias da semana, incluindo sábados e domingos, por adultos e crianças.
Aos menos aviados, uma placa informa que ali funciona uma bibiloteca comunitária. Não é preciso convite para chegar. Basta abrir o portão, seguir por um corredor sinalizado por pedrinhas e assinar o livro de visitas.
Dividida entre os afazeres domésticos no Sítio Canaã e a biblioteca, dona Zezé parece ter incorporada a situação ao cotidiano. “Pra mim é um prazer estar aqui todos os dias, de sol a sol”.
E quando chove também. “Tenho que correr pra tirar os livros que ficam debaixo da goteira”, ri. Tamanha persistência tem suas recompensas. Histórias como a de estudantes que freqüentaram a biblioteca e hoje estão trabalhando, após aprovação em concursos públicos, se espalham cidade afora e aumenta a importância da iniciativa.
Depois de 25 anos em sala de aula e outros 15 percorrendo as prateleiras de uma biblioteca pública municipal, a professora aposentada Maria José Ferraz, 58, trocou a vida agitada da cidade pela tranqüilidade da zona rural de Conquista, a 509 km de Salvador.
Sem conseguir ficar longe dos livros, Dona Zezé, como é mais conhecida na roça, se desfez de 100 galinhas, reuniu 40 livros diversos e transformou o galinheiro numa sala de leitura. Sua história inusitada transformou a vida de crianças e adultos na localidade de Lagoa das Flores, a 8 km do centro.
O espaço improvisado foi ganhando contornos de uma biblioteca e hoje, um ano depois, já dispõe de 3 mil volumes, sem contar com revistas e jornais. Coberto com uma lona amarela, o pequeno cômodo é freqüentado todos os dias da semana, incluindo sábados e domingos, por adultos e crianças.
Aos menos aviados, uma placa informa que ali funciona uma bibiloteca comunitária. Não é preciso convite para chegar. Basta abrir o portão, seguir por um corredor sinalizado por pedrinhas e assinar o livro de visitas.
Dividida entre os afazeres domésticos no Sítio Canaã e a biblioteca, dona Zezé parece ter incorporada a situação ao cotidiano. “Pra mim é um prazer estar aqui todos os dias, de sol a sol”.
E quando chove também. “Tenho que correr pra tirar os livros que ficam debaixo da goteira”, ri. Tamanha persistência tem suas recompensas. Histórias como a de estudantes que freqüentaram a biblioteca e hoje estão trabalhando, após aprovação em concursos públicos, se espalham cidade afora e aumenta a importância da iniciativa.








Um comentário:
Essa é uma das mais puras demonstração da cidadania brasileira - Fossem todos os políticos dotados de afeição e aprêço pelo povo,gestos como esse, veriamos em larga escala e longo alcance.RGS(pesquisador).
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