“Bush, meu filho...”.
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xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxPaulo Pires (*)
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O presidente Lula está com tudo e não está prosa (aliás, tá muito prosa). Na cidade do Recife, ontem, em uma reunião com empresários brasileiros e mexicanos o nosso (a turma do contra detesta este nosso) presidente fêz mil e uma gracinhas prá dizer que o Brasil de hoje tá bem melhor do que o Brasil que ele pegou (não resta a menor dúvida).
Antes, em reunião e entrevista coletiva com o presidente Chaves da Venezuela, ele disse que o companheiro (dele) Chaves se sagrou no episódio da Colúmbia com o Equador, não mais como um guerrilheiro, mas sim como um pacificador. O companheiro (dele) Chaves ficou cheio de contentamento ouvindo os elogios do Sapo Barbudo. De minha parte, acho que o Chaves é um sujeito cheio de boas intenções, mas, por outro lado, exibe fortes características de socialista reacionário. Se deixarem, o homem só larga o comando do seu País na hora do caixão. Tenho pavor de gente apegada a poder.
Como exemplo de pavor que tenho aos que não largam o poder, menciono um político que para mim é um dos mais admiráveis de todos os tempos: Nelson Mandela. Penso este senhor como a grande figura política fora do eixo europeu e norte-americano. A guerra que enfrentou e venceu (foram quase 30 anos de cadeia) foi gigantesca. Mandela assumiu a África do Sul em um momento de grande inquietação (nacional e internacional). Depois de assumir a presidência e dar mais qualidade de vida ao seu povo, o homem não ficou preocupado em se manter no cargo. Arrumou a casa, chamou seus companheiros e disse que a vaga estava aberta para os políticos mais modernos. Gozando do respeito que impôs civilizadamente aos seus compatriotas e com inabalável prestígio junto a comunidade internacional, mesmo sendo assediado entusiástica e constantemente para ficar, não teve a menor dúvida: Era o momento de se retirar da cena política A última imagem que tenho dele na televisão, é a de um senhor com oitenta e tantos anos, dançando com expressão de alegria juvenil. Grande Mandela!
Quanto ao Lula, há poucos dias as grandes publicações estrangeiras especializadas em Política, inclusive editorias e agências de notícias reconheceram que o Sapo Barbudo está entre as vinte personalidades mais importantes do cenário político internacional contemporâneo. O Sapo Barbudo está com a corda toda. Por outro lado, é preciso dizer que no Congresso Nacional, tem uma meia dúzia de políticos que sente urticárias quando ouve a palavra Lula. O Senador Mão Santa é um deles. O interessante é que este senador, folclórico nos trejeitos e histriônico na fala, tem um modo de criticar Lula, que o próprio Presidente acha engraçado. Mão Santa é, como se dizia antigamente, o maior barato.
O nosso Presidente, indiferente a opinião dos seus detratores, pintou e bordou na reunião com os empresários mexicanos e brasileiros lá no Recife. Disse com ironia todas as bobagens que lhe convinham naquele momento e, claro, quase todos os presente caíram em estrondosas gargalhadas (principalmente os puxa sacos). Quem conhece a política nacional, sabe a quem ele estava destinando as alfinetadas. Em um dos momentos mais engraçados, o Presidente, para convencer os mexicanos a investirem tranquilamente no nosso Brasil, disse que por telefone conversou com o Presidente dos Estados Unidos e falou o seguinte: “Bush, meu filho, o Brasil ficou 26 anos sem crescer. Agora que estamos crescendo, vê se dá um jeito na tua Economia e deixa a nossa seguir seu rumo. Por favor, não atrapalha”. Ao dizer isto, o povo caiu em uma inesperada gaitada e se estabeleceu a maior algazarra. (um amigo insiste que a palavra certa é fuleiragem).
Por volta das 17 horas do mesmo dia, o líder do PSDB Arthur Virgílio, subiu a Tribuna do Senado e diante da Televisão da Casa, desferiu várias diatribes contra o Presidente. As críticas do Senador Virgílio foram construídas para dizer que o Povo Brasileiro merecia um Presidente mais preparado para o cargo. Alertava a todos que não devêssemos dar apoio a um sujeito que ao falar com o Presidente dos Estados, tratava o mandatário norte-americano como se estivesse falando com um lavador de carro. Longe do problema, pensei igual a um famoso engraxate de Jequié: Isso é briga de cachorro grande. Sabe o que fiz? Desliguei a televisão e fui cuidar de minha vida que a deles já está arrumada. Um abraço cordial e até a próxima.
Paulo Pires
Professor UESB-FAINOR.
O presidente Lula está com tudo e não está prosa (aliás, tá muito prosa). Na cidade do Recife, ontem, em uma reunião com empresários brasileiros e mexicanos o nosso (a turma do contra detesta este nosso) presidente fêz mil e uma gracinhas prá dizer que o Brasil de hoje tá bem melhor do que o Brasil que ele pegou (não resta a menor dúvida).
Antes, em reunião e entrevista coletiva com o presidente Chaves da Venezuela, ele disse que o companheiro (dele) Chaves se sagrou no episódio da Colúmbia com o Equador, não mais como um guerrilheiro, mas sim como um pacificador. O companheiro (dele) Chaves ficou cheio de contentamento ouvindo os elogios do Sapo Barbudo. De minha parte, acho que o Chaves é um sujeito cheio de boas intenções, mas, por outro lado, exibe fortes características de socialista reacionário. Se deixarem, o homem só larga o comando do seu País na hora do caixão. Tenho pavor de gente apegada a poder.
Como exemplo de pavor que tenho aos que não largam o poder, menciono um político que para mim é um dos mais admiráveis de todos os tempos: Nelson Mandela. Penso este senhor como a grande figura política fora do eixo europeu e norte-americano. A guerra que enfrentou e venceu (foram quase 30 anos de cadeia) foi gigantesca. Mandela assumiu a África do Sul em um momento de grande inquietação (nacional e internacional). Depois de assumir a presidência e dar mais qualidade de vida ao seu povo, o homem não ficou preocupado em se manter no cargo. Arrumou a casa, chamou seus companheiros e disse que a vaga estava aberta para os políticos mais modernos. Gozando do respeito que impôs civilizadamente aos seus compatriotas e com inabalável prestígio junto a comunidade internacional, mesmo sendo assediado entusiástica e constantemente para ficar, não teve a menor dúvida: Era o momento de se retirar da cena política A última imagem que tenho dele na televisão, é a de um senhor com oitenta e tantos anos, dançando com expressão de alegria juvenil. Grande Mandela!
Quanto ao Lula, há poucos dias as grandes publicações estrangeiras especializadas em Política, inclusive editorias e agências de notícias reconheceram que o Sapo Barbudo está entre as vinte personalidades mais importantes do cenário político internacional contemporâneo. O Sapo Barbudo está com a corda toda. Por outro lado, é preciso dizer que no Congresso Nacional, tem uma meia dúzia de políticos que sente urticárias quando ouve a palavra Lula. O Senador Mão Santa é um deles. O interessante é que este senador, folclórico nos trejeitos e histriônico na fala, tem um modo de criticar Lula, que o próprio Presidente acha engraçado. Mão Santa é, como se dizia antigamente, o maior barato.
O nosso Presidente, indiferente a opinião dos seus detratores, pintou e bordou na reunião com os empresários mexicanos e brasileiros lá no Recife. Disse com ironia todas as bobagens que lhe convinham naquele momento e, claro, quase todos os presente caíram em estrondosas gargalhadas (principalmente os puxa sacos). Quem conhece a política nacional, sabe a quem ele estava destinando as alfinetadas. Em um dos momentos mais engraçados, o Presidente, para convencer os mexicanos a investirem tranquilamente no nosso Brasil, disse que por telefone conversou com o Presidente dos Estados Unidos e falou o seguinte: “Bush, meu filho, o Brasil ficou 26 anos sem crescer. Agora que estamos crescendo, vê se dá um jeito na tua Economia e deixa a nossa seguir seu rumo. Por favor, não atrapalha”. Ao dizer isto, o povo caiu em uma inesperada gaitada e se estabeleceu a maior algazarra. (um amigo insiste que a palavra certa é fuleiragem).
Por volta das 17 horas do mesmo dia, o líder do PSDB Arthur Virgílio, subiu a Tribuna do Senado e diante da Televisão da Casa, desferiu várias diatribes contra o Presidente. As críticas do Senador Virgílio foram construídas para dizer que o Povo Brasileiro merecia um Presidente mais preparado para o cargo. Alertava a todos que não devêssemos dar apoio a um sujeito que ao falar com o Presidente dos Estados, tratava o mandatário norte-americano como se estivesse falando com um lavador de carro. Longe do problema, pensei igual a um famoso engraxate de Jequié: Isso é briga de cachorro grande. Sabe o que fiz? Desliguei a televisão e fui cuidar de minha vida que a deles já está arrumada. Um abraço cordial e até a próxima.
Paulo Pires
Professor UESB-FAINOR.







2 comentários:
Diante dos resultados positivos da pesquisa o tal "tio Sam", passa a ser filho.Além de que em muitos países, Lula é incomparávelmente aplaudido!.Com respeito a Mandela, um dos poucos baluartes na história mundial.
Parabéns, Paulo, brilhante! Só acrescentaria que LULA é o povo, seu jeito de falar e agir, representam genuinamente a vontade do povo. Engraçado é que o primcípe sociólogo destruiu o Brasil e o torneiro mecânico, desenvolveu, gerou empregos e até os empresários falam bem... quem diria...
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