sábado, 14 de fevereiro de 2009

Em Itapetinga a Azaleia dá férias coletivas a funcionários

A Vulcabras-azaleia, a maior empresa calçadista do País com mais de 35 mil colaboradores no Brasil e exterior, concederá férias coletivas a 2,3 mil colaboradores de suas áreas fabris localizadas na Bahia e Rio Grande do Sul, onde são fabricados calçados e componentes. As duas fábricas - de um total de cinco que a empresa possui, sendo quatro no Brasil e uma na Argentina - empregam cerca de 18 mil colaboradores.

Na área industrial de Itapetinga (BA), as férias coletivas serão de 19 de fevereiro a 8 de março de 2009; em Parobé (RS), de 20 de fevereiro a 11 de março de 2009. Os acúmulos das importações ao longo de 2008 e no início de 2009 e dos níveis de estoques influenciaram na decisão da maior empresa calçadista do País.



Estes períodos de férias seguem-se às férias coletivas já concedidas a todos os empregados em dezembro de 2008 e janeiro de 2009 e são mais um esforço da empresa para evitar demissões.

"Os ajustes são necessários, mas poderiam ter sido evitados. O consumidor brasileiro não reduziu drasticamente suas compras. Entretanto, as importações estão tomando conta do mercado interno a uma velocidade que não se imaginava", explica o presidente da Vulcabras-azaleia Milton Cardoso.

Janeiro é um dos meses mais fracos de vendas para a indústria de calçados e, apesar disto, o valor das importações foi superior a qualquer mês de 2008. Os números divulgados pela SECEX (Secretaria do Comércio Exterior) mostram que as importações de calçados e suas partes tiveram um novo aumento explosivo de 35% sobre o mesmo mês de 2008 e de 214% sobre o mesmo mês de 2007.

Em dezembro passado, a SECEX publicou portaria dando início ao processo de investigação sobre a prática de dumping pelos exportadores chineses, responsáveis por mais de 85% do total de pares importados pelo Brasil.

"Enquanto perdurarem práticas de comércio desleal, a indústria nacional estará comprometida. As empresas mundiais de calçados, que dominam grande parte do comércio internacional, vêem-se às voltas com estoques impossíveis de administrar em razão da forte queda de consumo nos Estados Unidos e na Europa. É evidente que os excedentes vão para países de grande mercado interno e que sejam abastecidos substancialmente pela indústria local, como é o caso do Brasil", explica Cardoso.


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