Com mais de 1,4 mil casos de dengue notificados apenas nos primeiros 23 dias deste ano, a cidade de Jequié, na Bahia, registra crescente procura por repelentes em farmácias e supermercados. A procura constante é vista pela população como uma das formas de se evitar o contágio da doença.
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"Não existe fundamentação científica de que o repelente elimine o Aedes, mas ele funciona como uma barreira a mais para evitar que o mosquito pique a pessoa", explica o diretor da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, o enfermeiro Brasilino Almeida Júnior.
"Não existe fundamentação científica de que o repelente elimine o Aedes, mas ele funciona como uma barreira a mais para evitar que o mosquito pique a pessoa", explica o diretor da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, o enfermeiro Brasilino Almeida Júnior.
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Para Milene Cerqueira de Souza, do sistema de informações sobre a dengue da Vigilância, o método mais eficaz de se banir a dengue é o combate ao foco do mosquito transmissor. O surto atual começou em 20 de novembro passado na cidade baiana.
Para Milene Cerqueira de Souza, do sistema de informações sobre a dengue da Vigilância, o método mais eficaz de se banir a dengue é o combate ao foco do mosquito transmissor. O surto atual começou em 20 de novembro passado na cidade baiana.
Até o momento, testes laboratoriais atestaram que 366 pessoas têm dengue no município, sendo 71 portadores da febre hemorrágica, ou seja, desenvolveram a forma mais grave da doença. Nos últimos 60 dias, cinco pessoas com dengue morreram na cidade, mas, segundo a Vigilância Epidemiológica, o quadro de dengue não foi preponderante para a morte. As vítimas tinham outras complicações de saúde principais que foram agravadas pela doença.
Entre 70% e 80% dos casos de dengue foram registrados no bairro Joaquim Romão, que segundo Almeida Júnior, possui muitos tanques de água descobertos. Nas unidades do Programa de Saúde da Família (PSF), moradores doentes são tratados.
Pelo menos 150 pessoas compõem equipes de médicos, enfermeiros e agentes de saúde que atuam nos bairros para orientar moradores sobre os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
O clima da cidade também favorece a proliferação dos mosquitos, por ser quente e úmido. Jequié, situada 365 quilômetros a sudoeste de Salvador, já chegou a registrar temperaturas próximas a 45°C nos dias mais quentes de verão.
* O internauta Everaldo Andrade, de Jequié (BA), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra.



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