Juscelino Souza, A Tarde
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Escoar a produção, integrar a região e diminuir a distância até os grandes centros. Com estes argumentos, a população de Iguaí, sudoeste do Estado, a 497 km de Salvador, cobra a execução asfáltica de uma estrada vicinal com 42 km de extensão, da sede até a BR-101. O pedido foi encaminhado ao gabinete do governador Jaques Wagner em dezembro do ano passado. Antes, em janeiro do mesmo ano, a Prefeitura de Iguaí solicitou ao secretário de Infraestrutura, Batista Neves, uma análise técnica e econômica da área.
A TARDE teve acesso às cópias dos documentos, protocolados sob nº 325/2008-GP e 002/2008, respectivamente, mas ainda não houve sinalização do governo. Com isso, o próximo passo é convocar uma audiência pública para discutir a importância socioeconômica da estrada.
A comunidade ressalta que uma das principais vantagens é a redução de custos em todos os setores, uma vez que as opções para quem se desloca até Salvador, via Iguaí, são a BR-116 (Rio-Bahia), percorrendo uma distância de 497 km ou a própria 101, só que por outra rota, com 350 km de estrada. Com o trecho alternativo, passando pelos distritos de Altamira e Valentim, na região de Boa Nova, o percurso até a capital seria reduzido em 150 km, integrando ainda os municípios de Iguaí, Firmino Alves, Ibicuí, Nova Canaã, Poções, Itororó, Itapetinga, Itagibá, Dário Meira, Boa Nova, Gandu e Ipiaú, abrangendo uma população estimada em mais de 250 mil habitantes.
“Reivindicamos essa estrada da integração há muito tempo, em nome não apenas de Iguaí, mas de toda uma região produtora. Vamos convocar uma audiência pública com autoridades, produtores, empresários e representantes governamentais para ampliar essa discussão”, destacou o prefeito de Iguaí, Ronaldo Moitinho Santos (PTB).
Audiência – O trecho daria acesso à BR-030, também ligando Valentim a Dário Meira e interligando o município à BR-101, em Gandu. A audiência pública deve ser agendada até março, incluindo convites para os municípios beneficiados. “A estrada é uma reivindicação que atravessa décadas, mas agora ganhou força por causa da união dos municípios que formam a região produtiva de Jequié e Itapetinga”, ressaltou o empresário Uilton Oliveira Silva, residente na região de Itororó.
Os prefeitos se manifestaram por meio de nota de apoio, enviada ao gabinete do prefeito de Iguaí, município que deu a largada a favor do asfaltamento da estrada. “Esta é uma luta conjunta, uma luta de todos nós, que queremos estar mais integrados geograficamente e economicamente”, destacou a assessoria da Prefeitura de Itapetinga. “Quanto mais rápido esse processo for efetivado, melhor, porque estamos amargando prejuízos com a falta dessa estrada”, salienta o produtor rural Edson Viana.
Os agricultores também reclamam de dificuldades no escoamento e na comercialização da produção, temendo o avanço do desemprego. Eles alegam que, quando chove, a lama impede que os veículos vençam a distância com facilidade e, depois que a chuva passa, os buracos aparecem. “Estamos confiantes que seremos atendidos nesse pleito, porque, além da geração de emprego e renda, teremos o despertar do turismo rural, ecológico e de aventura na região”, observa o empresário Nelo Ferrari.
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Escoar a produção, integrar a região e diminuir a distância até os grandes centros. Com estes argumentos, a população de Iguaí, sudoeste do Estado, a 497 km de Salvador, cobra a execução asfáltica de uma estrada vicinal com 42 km de extensão, da sede até a BR-101. O pedido foi encaminhado ao gabinete do governador Jaques Wagner em dezembro do ano passado. Antes, em janeiro do mesmo ano, a Prefeitura de Iguaí solicitou ao secretário de Infraestrutura, Batista Neves, uma análise técnica e econômica da área.
A TARDE teve acesso às cópias dos documentos, protocolados sob nº 325/2008-GP e 002/2008, respectivamente, mas ainda não houve sinalização do governo. Com isso, o próximo passo é convocar uma audiência pública para discutir a importância socioeconômica da estrada.
A comunidade ressalta que uma das principais vantagens é a redução de custos em todos os setores, uma vez que as opções para quem se desloca até Salvador, via Iguaí, são a BR-116 (Rio-Bahia), percorrendo uma distância de 497 km ou a própria 101, só que por outra rota, com 350 km de estrada. Com o trecho alternativo, passando pelos distritos de Altamira e Valentim, na região de Boa Nova, o percurso até a capital seria reduzido em 150 km, integrando ainda os municípios de Iguaí, Firmino Alves, Ibicuí, Nova Canaã, Poções, Itororó, Itapetinga, Itagibá, Dário Meira, Boa Nova, Gandu e Ipiaú, abrangendo uma população estimada em mais de 250 mil habitantes.
“Reivindicamos essa estrada da integração há muito tempo, em nome não apenas de Iguaí, mas de toda uma região produtora. Vamos convocar uma audiência pública com autoridades, produtores, empresários e representantes governamentais para ampliar essa discussão”, destacou o prefeito de Iguaí, Ronaldo Moitinho Santos (PTB).
Audiência – O trecho daria acesso à BR-030, também ligando Valentim a Dário Meira e interligando o município à BR-101, em Gandu. A audiência pública deve ser agendada até março, incluindo convites para os municípios beneficiados. “A estrada é uma reivindicação que atravessa décadas, mas agora ganhou força por causa da união dos municípios que formam a região produtiva de Jequié e Itapetinga”, ressaltou o empresário Uilton Oliveira Silva, residente na região de Itororó.
Os prefeitos se manifestaram por meio de nota de apoio, enviada ao gabinete do prefeito de Iguaí, município que deu a largada a favor do asfaltamento da estrada. “Esta é uma luta conjunta, uma luta de todos nós, que queremos estar mais integrados geograficamente e economicamente”, destacou a assessoria da Prefeitura de Itapetinga. “Quanto mais rápido esse processo for efetivado, melhor, porque estamos amargando prejuízos com a falta dessa estrada”, salienta o produtor rural Edson Viana.
Os agricultores também reclamam de dificuldades no escoamento e na comercialização da produção, temendo o avanço do desemprego. Eles alegam que, quando chove, a lama impede que os veículos vençam a distância com facilidade e, depois que a chuva passa, os buracos aparecem. “Estamos confiantes que seremos atendidos nesse pleito, porque, além da geração de emprego e renda, teremos o despertar do turismo rural, ecológico e de aventura na região”, observa o empresário Nelo Ferrari.



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