Emanuella Sombra, A Tarde
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O próximo vestibular da Universidade Federal da Bahia (Ufba) terá o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como processo seletivo, pelo menos para candidatos a um dos quatro bacharelados interdisciplinares. É o que garantiu o reitor Naomar de Almeida Filho, em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Ufba (Consepe). Naomar adiantou que a adoção do Enem como avaliação de ingresso para os cursos tradicionais só deve vigorar a partir de 2011.
A mudança só valerá se aprovada pelo Consepe – formado por 48 membros, entre representantes de cursos, pró-reitores, servidores e lideranças estudantis –, que tem prazo de 15 dias para enviar seu posicionamento ao Ministério de Educação e Cultura (MEC). Ainda assim, o reitor se mostrou seguro quanto à adoção do novo método de avaliação. “Em 2006, aprovamos o Ufba Nova, que já antecipava a necessidade de um processo seletivo que não fosse o vestibular. A questão é: se é possível fazer este ano ou não”.
De acordo com Naomar de Almeida, os bacharelados serão os primeiros a testar o Enem por ser esta uma modalidade de curso que prescinde de segunda fase. Quanto às graduações tradicionais – a exemplo de direito, jornalismo, música ou odontologia –, será pensada uma segunda fase que avalie as aptidões e conteúdos específicos exigidos para cada profissão. “A Ufba é favorável e nós já temos a perspectiva de utilizar o Enem. Tudo depende de aprovação dos conselhos superiores”, adiantou Naomar.
Durante a reunião, o diretor de avaliação da educação básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Héliton Ribeiro, apresentou o projeto do MEC aos cerca de 30 representantes que compareceram à reitoria no final da tarde. O encontro serviu para tirar dúvidas e levantar as possibilidades de adesão, que pode ser parcial, total ou mista – com inclusão de cotas para estudantes de escola pública ou peso diferenciado de cada disciplina, por exemplo.
Ao mesmo tempo em que facilita a mobilidade dos estudantes, que poderão concorrer a uma vaga no Sul ou no Sudeste sem precisar se deslocar de Salvador, a unificação poderá minguar o ensino de conteúdos regionais dentro de disciplinas do ensino médio, como história e literatura, já que a prova é padronizada e o próprio diretor do Inep garantiu que será impossível englobar temáticas específicas de 27 unidades federativas num único exame.
Única prova – Ribeiro preferiu destacar os aspectos positivos do vestibular unificado: “O nosso objetivo é um processo de seleção melhor, na tentativa de que o aluno não precise viajar para cinco lugares diferentes quando ele pode realizar uma única prova. Isso já existe nos Estados Unidos desde 1900, na Europa e no Chile. Com certeza teremos exemplos em que nos basear”, acrescenta, desacreditando numa queda de qualidade do ensino escolar em vista da padronização.
Para estudantes de baixa renda aprovados em cursos de outros estados que não tiverem condições de se manter fora de suas cidades, o MEC garante dobrar, dentro de um ano, a verba destinada ao Programa de Assistência Estudantil, atualmente em R$ 200 mil anuais. Ribeiro não acredita que, a curto prazo, estudantes do Sudeste – em tese mais preparados do que os nordestinos – “roubem” as vagas de universidades como a Ufba, mas vê nesta possibilidade uma concorrência salutar.
Adeus decoreba – “Os melhores de São Paulo acabariam ficando em universidades de São Paulo, naturalmente, mas essa possibilidade de estudantes concorrerem em qualquer faculdade vai obrigar escolas e cursinhos a melhorarem a qualidade de ensino em todo o País”. Segundo o diretor do Inep, os cursos preparatórios serão obrigados a dar menos conteúdo, deixando um pouco de lado a metodologia “decoreba”.
A mudança só valerá se aprovada pelo Consepe – formado por 48 membros, entre representantes de cursos, pró-reitores, servidores e lideranças estudantis –, que tem prazo de 15 dias para enviar seu posicionamento ao Ministério de Educação e Cultura (MEC). Ainda assim, o reitor se mostrou seguro quanto à adoção do novo método de avaliação. “Em 2006, aprovamos o Ufba Nova, que já antecipava a necessidade de um processo seletivo que não fosse o vestibular. A questão é: se é possível fazer este ano ou não”.
De acordo com Naomar de Almeida, os bacharelados serão os primeiros a testar o Enem por ser esta uma modalidade de curso que prescinde de segunda fase. Quanto às graduações tradicionais – a exemplo de direito, jornalismo, música ou odontologia –, será pensada uma segunda fase que avalie as aptidões e conteúdos específicos exigidos para cada profissão. “A Ufba é favorável e nós já temos a perspectiva de utilizar o Enem. Tudo depende de aprovação dos conselhos superiores”, adiantou Naomar.
Durante a reunião, o diretor de avaliação da educação básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Héliton Ribeiro, apresentou o projeto do MEC aos cerca de 30 representantes que compareceram à reitoria no final da tarde. O encontro serviu para tirar dúvidas e levantar as possibilidades de adesão, que pode ser parcial, total ou mista – com inclusão de cotas para estudantes de escola pública ou peso diferenciado de cada disciplina, por exemplo.
Ao mesmo tempo em que facilita a mobilidade dos estudantes, que poderão concorrer a uma vaga no Sul ou no Sudeste sem precisar se deslocar de Salvador, a unificação poderá minguar o ensino de conteúdos regionais dentro de disciplinas do ensino médio, como história e literatura, já que a prova é padronizada e o próprio diretor do Inep garantiu que será impossível englobar temáticas específicas de 27 unidades federativas num único exame.
Única prova – Ribeiro preferiu destacar os aspectos positivos do vestibular unificado: “O nosso objetivo é um processo de seleção melhor, na tentativa de que o aluno não precise viajar para cinco lugares diferentes quando ele pode realizar uma única prova. Isso já existe nos Estados Unidos desde 1900, na Europa e no Chile. Com certeza teremos exemplos em que nos basear”, acrescenta, desacreditando numa queda de qualidade do ensino escolar em vista da padronização.
Para estudantes de baixa renda aprovados em cursos de outros estados que não tiverem condições de se manter fora de suas cidades, o MEC garante dobrar, dentro de um ano, a verba destinada ao Programa de Assistência Estudantil, atualmente em R$ 200 mil anuais. Ribeiro não acredita que, a curto prazo, estudantes do Sudeste – em tese mais preparados do que os nordestinos – “roubem” as vagas de universidades como a Ufba, mas vê nesta possibilidade uma concorrência salutar.
Adeus decoreba – “Os melhores de São Paulo acabariam ficando em universidades de São Paulo, naturalmente, mas essa possibilidade de estudantes concorrerem em qualquer faculdade vai obrigar escolas e cursinhos a melhorarem a qualidade de ensino em todo o País”. Segundo o diretor do Inep, os cursos preparatórios serão obrigados a dar menos conteúdo, deixando um pouco de lado a metodologia “decoreba”.



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