Juscelino Souza, A Tarde
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Pela primeira vez, desde que estreou no Baianão, em 1994, o Poções – fundado em 8 de Janeiro de 1985 – vai disputar a segunda divisão.
Antes mesmo de entrar na “UTI”, há seis rodadas do fim, os atletas começaram a abandonar o barco, insatisfeitos com os atrasos nos salários.
Em meio a lamentações e comentários, dúvidas sobre o futuro do time, orgulho do município de 45 mil habitantes, a 444 km de Salvador.
Sem dinheiro em caixa, a diretoria ainda não sabe como quitar os três meses de folha, no valor de R$ 105 mil. Além de deixar a Raposa sem R$ 32,5 mil do Programa “Sua Nota é um Show” por partida disputada, o rebaixamento, que vem sendo atribuído à falta de organização da diretoria, trouxe mais incertezas.
O clube não tem elenco, nem estádio para disputar a Segundona baiana em 2010. O presidente do clube, Raimundo Rodrigues, desapareceu. Não é encontrado em casa, nem no escritório. Ninguém dá notícias e até o celular está desligado.
Em seu encalço estão jogadores, técnico, roupeiros e credores para receber valores estimados em R$ 300 mil. O único a falar foi o treinador Almir Neto, o Netão, que comandou seis partidas.
Ele foi o terceiro treinador a passar pelo clube este ano. “Venci duas, empatei uma e perdi duas, mas fiz o que pude”, esquivase Netão.
“Não tínhamos condições de fazer muita coisa porque até o roupeiro sumiu e eu contava apenas com 16 atletas”, emenda o treinador, que tem R$ 3 mil a receber do Poções.
“No dia do jogo a diretoria mandou seis atletas embora”. O combinado foi o seguinte: se conseguisse livrar a Raposa da degola, receberia R$ 5 mil. “Vou aguardar Raimundão aparecer para a gente acertar”.
A crônica da degola anunciada foi rabiscada num dos piores papéis protagonizados pelo tricolor do Sudoeste, que em 22 jogos disputados venceu apenas 5, empatou 3 e perdeu 14, inclusive o último, por 2 a 0, para o Camaçari, o que carimbou se passaporte para o rebaixamento.
O que se via em campo era um time apático, sem poder de reação, como se quisesse entregar os pontos antes do apito final.
CONSTRANGIMENTO – Não era pra menos, segundo conta o próprio treinador. “Há poucos minutos do jogo, a dona do hotel onde a gente estava concentrado não queria liberar os uniformes porque não havia recebido o dinheiro do aluguel”.
Os jogadores arrumam as malas para retornar à cidade natal.
Chateados com a situação, fizeram pacto de silêncio e também estão à mercê de despejo. Sem poder mandar seus jogos em casa, por causa da interdição do Eraldo Curvelo, o Poções atual é diferente do longínquo 2000.
Os poucos torcedores que se deslocaram de Poções para Jequié, percorrendo 89 quilômetros pela BR 116 (Rio-Bahia), deixaram o Waldomiro Borges lamentando o episódio ( J.S).
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Pela primeira vez, desde que estreou no Baianão, em 1994, o Poções – fundado em 8 de Janeiro de 1985 – vai disputar a segunda divisão.
Antes mesmo de entrar na “UTI”, há seis rodadas do fim, os atletas começaram a abandonar o barco, insatisfeitos com os atrasos nos salários.
Em meio a lamentações e comentários, dúvidas sobre o futuro do time, orgulho do município de 45 mil habitantes, a 444 km de Salvador.
Sem dinheiro em caixa, a diretoria ainda não sabe como quitar os três meses de folha, no valor de R$ 105 mil. Além de deixar a Raposa sem R$ 32,5 mil do Programa “Sua Nota é um Show” por partida disputada, o rebaixamento, que vem sendo atribuído à falta de organização da diretoria, trouxe mais incertezas.
O clube não tem elenco, nem estádio para disputar a Segundona baiana em 2010. O presidente do clube, Raimundo Rodrigues, desapareceu. Não é encontrado em casa, nem no escritório. Ninguém dá notícias e até o celular está desligado.
Em seu encalço estão jogadores, técnico, roupeiros e credores para receber valores estimados em R$ 300 mil. O único a falar foi o treinador Almir Neto, o Netão, que comandou seis partidas.
Ele foi o terceiro treinador a passar pelo clube este ano. “Venci duas, empatei uma e perdi duas, mas fiz o que pude”, esquivase Netão.
“Não tínhamos condições de fazer muita coisa porque até o roupeiro sumiu e eu contava apenas com 16 atletas”, emenda o treinador, que tem R$ 3 mil a receber do Poções.
“No dia do jogo a diretoria mandou seis atletas embora”. O combinado foi o seguinte: se conseguisse livrar a Raposa da degola, receberia R$ 5 mil. “Vou aguardar Raimundão aparecer para a gente acertar”.
A crônica da degola anunciada foi rabiscada num dos piores papéis protagonizados pelo tricolor do Sudoeste, que em 22 jogos disputados venceu apenas 5, empatou 3 e perdeu 14, inclusive o último, por 2 a 0, para o Camaçari, o que carimbou se passaporte para o rebaixamento.
O que se via em campo era um time apático, sem poder de reação, como se quisesse entregar os pontos antes do apito final.
CONSTRANGIMENTO – Não era pra menos, segundo conta o próprio treinador. “Há poucos minutos do jogo, a dona do hotel onde a gente estava concentrado não queria liberar os uniformes porque não havia recebido o dinheiro do aluguel”.
Os jogadores arrumam as malas para retornar à cidade natal.
Chateados com a situação, fizeram pacto de silêncio e também estão à mercê de despejo. Sem poder mandar seus jogos em casa, por causa da interdição do Eraldo Curvelo, o Poções atual é diferente do longínquo 2000.
Os poucos torcedores que se deslocaram de Poções para Jequié, percorrendo 89 quilômetros pela BR 116 (Rio-Bahia), deixaram o Waldomiro Borges lamentando o episódio ( J.S).



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