Por Ígor Luz
Posse de Barack Obama. Uma mulher chora compulsivamente. Uma velha reza agradecendo. Um mulato, com um cartaz na mão, berra palavras de amor ao novo presidente dos Estados Unidos. Estou enjoado de Barack Obama. Desligo a TV. Não quero mais saber dele.
Eu sempre tive uma pontinha de inveja dos americanos. Não por serem mais cultos, mais ricos, menos bananeiros, menos caipiras. Eu os invejo pelo simples fato de que eles não são obrigados a votar e sempre demonstraram demasiado desinteresse com essa função. Agora isso mudou. A população americana apareceu em peso para eleger Barack Obama, inclusive aqueles que filmaram com celulares seus votos para colocar prontamente no YouTube. Claro que uma idéia tão despropositada assim partiria dos jovens imbecilizados, que foram o alicerce para a campanha do presidente negro. De fato, os jornais americanos elogiaram bastante o empenho dos eleitores de 18 a 29 anos nesta eleição. Eles nunca deram ousadia para política. Com toda razão. Essa galera não sabe nem escovar os dentes direito, quanto mais escolher um Presidente.
O que está acontecendo com o Estados Unidos? Ele ficou mais frouxo, mais molenga. Pior, muito pior do que isso: ele se abrasileirou. A eleição de Obama lembra a de Lula: os mesmos gritos, as mesmas orações, as mesmas lágrimas, as mesmas promessas. A mesma imprensa. Como um monte de Franklin Martins, os jornalistas americanos encheram as manchetes com apoio descarado ao presidente eleito. Ninguém atacou Barack Obama. Ninguém falou de sua simpatia com as drogas durante a faculdade. Ninguém falou de seus negócios com um empresário corrupto. Os mais afetados, que tentaram fazer alguma pergunta mais nebulosa para Obama, foram acusados de racismo. Lula, o sertanejo analfabeto que saiu do pau-de-arara para o Palácio da Alvorada. Obama, o negro queniano que foi morar na Casa Branca.
Ligo novamente a TV. Não, não quero saber qual foi o estilista que fez o vestido que Michelle Obama usou na posse. Não, não quero saber qual música eles dançaram nos bailes oferecidos para festejar a vitória. Não, não quero saber se, na Quênia, os recém-nascidos estão sendo batizados com o nome Barack. Eu falei, eu falei: tudo muito brejeiro, muito mesquinho, muito brasileiro.
Para ficar realmente tudo muito verde-amarelo, falta agora Barack Obama decepcionar seus eleitores. E aí, enfim, os americanos voltarão a agir com dignidade, demonstrando total descaso com os presidentes e com o resto do mundo. Pela primeira vez, estou agindo como os ufanistas brasileiros: torço pelo fracasso dos EUA.
Eu sempre tive uma pontinha de inveja dos americanos. Não por serem mais cultos, mais ricos, menos bananeiros, menos caipiras. Eu os invejo pelo simples fato de que eles não são obrigados a votar e sempre demonstraram demasiado desinteresse com essa função. Agora isso mudou. A população americana apareceu em peso para eleger Barack Obama, inclusive aqueles que filmaram com celulares seus votos para colocar prontamente no YouTube. Claro que uma idéia tão despropositada assim partiria dos jovens imbecilizados, que foram o alicerce para a campanha do presidente negro. De fato, os jornais americanos elogiaram bastante o empenho dos eleitores de 18 a 29 anos nesta eleição. Eles nunca deram ousadia para política. Com toda razão. Essa galera não sabe nem escovar os dentes direito, quanto mais escolher um Presidente.
O que está acontecendo com o Estados Unidos? Ele ficou mais frouxo, mais molenga. Pior, muito pior do que isso: ele se abrasileirou. A eleição de Obama lembra a de Lula: os mesmos gritos, as mesmas orações, as mesmas lágrimas, as mesmas promessas. A mesma imprensa. Como um monte de Franklin Martins, os jornalistas americanos encheram as manchetes com apoio descarado ao presidente eleito. Ninguém atacou Barack Obama. Ninguém falou de sua simpatia com as drogas durante a faculdade. Ninguém falou de seus negócios com um empresário corrupto. Os mais afetados, que tentaram fazer alguma pergunta mais nebulosa para Obama, foram acusados de racismo. Lula, o sertanejo analfabeto que saiu do pau-de-arara para o Palácio da Alvorada. Obama, o negro queniano que foi morar na Casa Branca.
Ligo novamente a TV. Não, não quero saber qual foi o estilista que fez o vestido que Michelle Obama usou na posse. Não, não quero saber qual música eles dançaram nos bailes oferecidos para festejar a vitória. Não, não quero saber se, na Quênia, os recém-nascidos estão sendo batizados com o nome Barack. Eu falei, eu falei: tudo muito brejeiro, muito mesquinho, muito brasileiro.
Para ficar realmente tudo muito verde-amarelo, falta agora Barack Obama decepcionar seus eleitores. E aí, enfim, os americanos voltarão a agir com dignidade, demonstrando total descaso com os presidentes e com o resto do mundo. Pela primeira vez, estou agindo como os ufanistas brasileiros: torço pelo fracasso dos EUA.



3 comentários:
Ígor,
Eu também me comovi com a assunção de Obama. E nem por isso me sinto um idiota. Eu também vibro com um negro no poder. E não me sinto um mané. Eu não invejo os americanos. E nem por isso me sinto um aborígene. Eu também me comovi com a assunção de Lula. E nem por isso me sinto uma besta quadrada.
Hoje, se pudesse, votava em Lula novamente. Hoje, se pudesse, ia aos EUA render votos de sucesso para Obama.
Não sou do PT e não sou americano, Ígor.
"Lula, o sertanejo analfabeto que saiu do pau-de-arara para o Palácio da Alvorada. Obama, o negro queniano que foi morar na Casa Branca."
Veja só: eu não posso admitir, em hipótese alguma, que um sujeito que escreva tão bem quanto você seja capaz de redigir a frase acima e colocá-la na web. É prova, Ígor, de Igornorância e de muita falta de LUZ.
Sim, eu respeito seu direito de opinar acerca de Lula e de Obama. Respeite, portanto, minha opinião a seu respeito: "Você ainda não amadureceu o suficiente para ser chamado de cidadão. Você ainda não saiu das cavernas".
Luiz Cláudio
Salvador
Ígor,
Eu também me comovi com a assunção de Obama. E nem por isso me sinto um idiota. Eu também vibro com um negro no poder. E não me sinto um mané. Eu não invejo os americanos. E nem por isso me sinto um aborígene. Eu também me comovi com a assunção de Lula. E nem por isso me sinto uma besta quadrada.
Hoje, se pudesse, votava em Lula novamente. Hoje, se pudesse, ia aos EUA render votos de sucesso para Obama.
Não sou do PT e não sou americano, Ígor.
"Lula, o sertanejo analfabeto que saiu do pau-de-arara para o Palácio da Alvorada. Obama, o negro queniano que foi morar na Casa Branca."
Veja só: eu não posso admitir, em hipótese alguma, que um sujeito que escreva tão bem quanto você seja capaz de redigir a frase acima e colocá-la na web. É prova, Ígor, de Igornorância e de muita falta de LUZ.
Sim, eu respeito seu direito de opinar acerca de Lula e de Obama. Respeite, portanto, minha opinião a seu respeito: "Você ainda não amadureceu o suficiente para ser chamado de cidadão. Você ainda não saiu das cavernas".
Luiz Cláudio
Salvador
Mas eu tava com uma saudade destes textos do Igor... bons tempos aqueles em que a comuna de V. da Conquista bombava com a verborragia inconsequente desse rapazinho..!!!!!!
Logo logo, Igor, estarei aqui, pra te dar uma ajudinha no debate...kkkk
Abços,
JOÃO DANIEL
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