Por Francisco Silva
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Aqui em Curitiba, quando me perguntam sobre a minha naturalidade eu respondo com orgulho, mesmo antes de dizer que sou baiano eu digo primeiramente que sou conquistense, para depois então confirmar que sou baiano. Isto para mim é uma questão de honra; odeio a atitude de pessoas que saem da nossa cidade e vão morar em lugares disparadamente melhores que a nossa querida Conquista, e lá, como camaleões, se misturam aos naturais de lá, meio que querendo esquecer que são conquistenses, e na maioria das vezes até faz pouco caso da cidade e do que eles chamam de atraso e pouca civilidade. Um caso que eu repudio, e que ganhou os palcos de shows por todo o Brasil, foi o dos Mamonas Assassinas; aqueles moços nasceram em pleno semi-árido baiano e foram morar ainda pequeninos em São Paulo, seus pais, baianos de facão na cinta, rejeitaram a Bahia ao ponto de levarem os seus filhos lá na sua terra natal só quando estes alcançaram a maior idade.
Quando da Bahia retornaram, chegaram a São Paulo, carregados de idéias e troças para serem tiradas a respeito do comportamento dos seus tios, primos, padrinhos, amigos dos seus pais enfim; para eles, isso foi um achado! As músicas deles jamais mexeram comigo, mexeram menos ainda a palhaçada com que eles dramatizavam no palco. Os que assim se comportam, no meu conceito não merecem o nosso respeito. A nossa cidade natal, o nosso torrão, a nossa vegetação, o nosso meio ambiente, enfim, tem o nosso perfume e, por conseguinte, nós temos o perfume do nosso cantão, nós somos partes integrantes ainda que distante, somos de onde nascemos!
Não raro me perguntam: o que fez você sair de tão longe para vir morar aqui em Curitiba? Eu respondo: “Quando nasci eu ganhei uma esposa; quando cresci pude escolher uma amante”. “Hoje vivo com minha amante, distante da minha esposa; pela minha amante sou imensamente apaixonado, e pela minha esposa tenho amor profundo” calma! Eu não sou bígamo, nem defendo tal prática. Traduzindo a minha colocação acima, eu quis dizer que ganhei Conquista quando nasci e escolhi Curitiba para viver parte da minha vida. Todavia, de qualquer maneira quero expressar que muita coisa que me prendem em Curitiba eu gostaria que tivessem aí em Conquista; há também coisas boas de Conquista que eu gostaria que tivesse aqui em Curitiba, e nesse mix, eu estaria comutando duas formas distintas de viver tanto aqui quanto aí em nossa amada terra conquistense.
Ao amigo e leitor Elio Meira, eu gostaria de penhoradamente agradecer pela referência que o distinto amigo faz à minha pessoa; Elio! Quando eu saí de Conquista, eu quis vir buscar conhecimentos que aí me pareciam remotos; quis fazer um curso natural de carga de conhecimentos para que em futuro não distante eu pudesse colocar a favor dos que não se dispuseram a abrir mão dessa vida maravilhosa que Conquista nos proporciona. E, dessa forma, por enquanto, eu vou dando a minha colaboração com os meus escritos para que, eu fique tão presente aí, suprindo a falta dos que aí vivem e sequer se dão conta de quão ausentes estão. Obrigado amigo!
Francisco Silva Filho – Curitiba-PR
Quando da Bahia retornaram, chegaram a São Paulo, carregados de idéias e troças para serem tiradas a respeito do comportamento dos seus tios, primos, padrinhos, amigos dos seus pais enfim; para eles, isso foi um achado! As músicas deles jamais mexeram comigo, mexeram menos ainda a palhaçada com que eles dramatizavam no palco. Os que assim se comportam, no meu conceito não merecem o nosso respeito. A nossa cidade natal, o nosso torrão, a nossa vegetação, o nosso meio ambiente, enfim, tem o nosso perfume e, por conseguinte, nós temos o perfume do nosso cantão, nós somos partes integrantes ainda que distante, somos de onde nascemos!
Não raro me perguntam: o que fez você sair de tão longe para vir morar aqui em Curitiba? Eu respondo: “Quando nasci eu ganhei uma esposa; quando cresci pude escolher uma amante”. “Hoje vivo com minha amante, distante da minha esposa; pela minha amante sou imensamente apaixonado, e pela minha esposa tenho amor profundo” calma! Eu não sou bígamo, nem defendo tal prática. Traduzindo a minha colocação acima, eu quis dizer que ganhei Conquista quando nasci e escolhi Curitiba para viver parte da minha vida. Todavia, de qualquer maneira quero expressar que muita coisa que me prendem em Curitiba eu gostaria que tivessem aí em Conquista; há também coisas boas de Conquista que eu gostaria que tivesse aqui em Curitiba, e nesse mix, eu estaria comutando duas formas distintas de viver tanto aqui quanto aí em nossa amada terra conquistense.
Ao amigo e leitor Elio Meira, eu gostaria de penhoradamente agradecer pela referência que o distinto amigo faz à minha pessoa; Elio! Quando eu saí de Conquista, eu quis vir buscar conhecimentos que aí me pareciam remotos; quis fazer um curso natural de carga de conhecimentos para que em futuro não distante eu pudesse colocar a favor dos que não se dispuseram a abrir mão dessa vida maravilhosa que Conquista nos proporciona. E, dessa forma, por enquanto, eu vou dando a minha colaboração com os meus escritos para que, eu fique tão presente aí, suprindo a falta dos que aí vivem e sequer se dão conta de quão ausentes estão. Obrigado amigo!
Francisco Silva Filho – Curitiba-PR


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