quinta-feira, 5 de junho de 2008

Moradores exploram manganês no meio da rua





A corrida da população para encontrar um minério numa região de Simões Filho preocupa os técnicos do Departamento Nacional de Produção Mineral.

O manganês não oferece risco à população, mas o perigo está na maneira como os moradores exploram o garimpo.


Uma mina no meio da rua. Ninguém está procurando ouro, mas para a maioria é como se fosse. O que está brotando do chão são pedras de manganês, mineral utilizado na produção de aço. A primeira pedra apareceu há 21 dias e bastou para que a Rua do Campo virasse um grande garimpo.

Mais de 300 pessoas, inclusive mulheres e crianças, se jogam no meio da lama logo que o dia amanhece. Todos à procura das pedras que se transformam em dinheiro.

Cada vez que alguém arranca uma pedra grande do chão comemora como se tivesse tirado a sorte grande. Os compradores, donos de ferro-velho, pagam entre R$ 0,70 e R$ 0,80 pelo quilo de manganês.

Técnicos do Departamento Nacional de Produção Mineral já fizeram uma inspeção na área e constataram que o manganês encontrado no meio da rua foi descartado como refugo por alguma companhia siderúrgica. Moradores mais antigos disseram que o material foi usado como aterro da Rua do Campo por volta de 1970.

Os geólogos garantem que o mineral não provoca problemas de saúde, mas estão preocupados com a forma como o manganês está sendo extraído. “O manganês em si não oferece risco nenhum para a população. A preocupação é com acidentes com a forma como está sendo extraído, sem nenhum critério, crianças, idosos, ferramentas inadequadas. Então, o risco é no manuseio das ferramentas para extrair o minério”, alerta Osmar Silva, representante do Departamento Nacional de Produção Mineral.

A mina deve se esgotar rapidamente. A camada de terra com as pedras de manganês está a um metro de profundidade e chega, no máximo, a três metros. Os moradores correm contra o tempo em busca de um dinheirinho extra.



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