DEODATO ALCÂNTARA, A TARDE
XX
Apesar de não ser o foco da investigação em curso, realizada por Ministério Público, Tribunal de Justiça, e secretarias da Fazenda (Sefaz) e da Segurança Pública (SSP), a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), por meio do secretário Jorge Solla, mobilizouse, ontem, para esclarecer suspeitas na relação do órgão e do gestor da pasta com as empresas Tecmédica Hospitalar e Polimedic Produtos Hospitalares.
Fornecedoras de medicamentos do Estado e de mais dez municípios nos últimos sete anos, Tecmédica e Polimedic sofreram busca e apreensão em novembro passado, depois que a primeira foi multada em cerca de R$ 1 milhão por sonegação de ICMS. Investigação em curso, sob coordenação do Grupo de Atuação Especial no Sistema Financeiro (Gaesf), apontam “fortes indícios de irregularidades que podem resultar em crimes como formação de quadrilha, fraude em licitações e sonegação fiscal”, segundo o promotor de justiça Ivan Machado.
Com apoio do chefe de Gabinete, Amauri Teixeira (auditor da Receita Federal e que também responde pela diretoria-geral da Sesab), Solla disse que não houve ilegalidade na liberação de R$ 1,2 milhão da Tecmédica, no começo de sua gestão, quando o Estado falava ter herdado mais de R$ 200 milhões em dívidas. O valor havia sido empenhado na transição de governos – segundo está na investigação –, pelo exchefe de Gabinete da Sesab (gestão passada), Hélcio Andrade, preso na operação Jaleco Branco (da máfia das licitações).
“Havia determinação do governo para pagar todos os empenhados.
O pagamento foi feito pela Sefaz, não sou eu quem paga”, declarou, salientando que na Sesab não há facilitação. “Fui secretário de Vitória da Conquista de 99 a 2002, depois fiquei no Ministério da Saúde até 2006 e vim para a Bahia. Nunca me envolvi em licitação, não sei quais são as empresas ou os empresários. Tenho equipe responsável para cuidar dos processos”, disse.
Quanto às compras feitas de empresas suspeitas, quando chefiava a pasta da Saúde em Conquista, Solla deu versão semelhante à do então prefeito municipal – que negou anteontem a A TARDE saber que os donos eram seus parentes –, o deputado federal Guilherme Menezes.
“Não sabia que os donos da Tecmédica eram parentes de Guilherme, fiquei sabendo em 2003, ao cruzar com um deles, em Brasília”, garantiu Solla.
Ele se referiu aos teólogos Everaldo Menezes – primo em primeiro grau do deputado – e seu sobrinho Márcio. Já a Polimedic (que nasceu Tecmed), que o MP ainda investiga quem são os proprietários, é administrada por LeonardoMenezes, sobrinho de Everaldo. A Polimedic vendeu à Sesab, de 2002 até este ano, R$ 10,2 milhões. A Tecmédica vendeu R$ 29,6 milhões. Respectivamente R$ 45 mil e R$ 6,6 milhões na gestão Solla, Antes da entrevista, o secretário reuniu-se com a equipe, por pelo menos uma hora, depois com o promotor Ivan Machado, que foi convidado por intermédio do procurador-geral de Justiça, Lidivaldo Britto. O secretário disse que vai disponibilizar documentos das compras.
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Apesar de não ser o foco da investigação em curso, realizada por Ministério Público, Tribunal de Justiça, e secretarias da Fazenda (Sefaz) e da Segurança Pública (SSP), a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), por meio do secretário Jorge Solla, mobilizouse, ontem, para esclarecer suspeitas na relação do órgão e do gestor da pasta com as empresas Tecmédica Hospitalar e Polimedic Produtos Hospitalares.
Fornecedoras de medicamentos do Estado e de mais dez municípios nos últimos sete anos, Tecmédica e Polimedic sofreram busca e apreensão em novembro passado, depois que a primeira foi multada em cerca de R$ 1 milhão por sonegação de ICMS. Investigação em curso, sob coordenação do Grupo de Atuação Especial no Sistema Financeiro (Gaesf), apontam “fortes indícios de irregularidades que podem resultar em crimes como formação de quadrilha, fraude em licitações e sonegação fiscal”, segundo o promotor de justiça Ivan Machado.
Com apoio do chefe de Gabinete, Amauri Teixeira (auditor da Receita Federal e que também responde pela diretoria-geral da Sesab), Solla disse que não houve ilegalidade na liberação de R$ 1,2 milhão da Tecmédica, no começo de sua gestão, quando o Estado falava ter herdado mais de R$ 200 milhões em dívidas. O valor havia sido empenhado na transição de governos – segundo está na investigação –, pelo exchefe de Gabinete da Sesab (gestão passada), Hélcio Andrade, preso na operação Jaleco Branco (da máfia das licitações).
“Havia determinação do governo para pagar todos os empenhados.
O pagamento foi feito pela Sefaz, não sou eu quem paga”, declarou, salientando que na Sesab não há facilitação. “Fui secretário de Vitória da Conquista de 99 a 2002, depois fiquei no Ministério da Saúde até 2006 e vim para a Bahia. Nunca me envolvi em licitação, não sei quais são as empresas ou os empresários. Tenho equipe responsável para cuidar dos processos”, disse.
Quanto às compras feitas de empresas suspeitas, quando chefiava a pasta da Saúde em Conquista, Solla deu versão semelhante à do então prefeito municipal – que negou anteontem a A TARDE saber que os donos eram seus parentes –, o deputado federal Guilherme Menezes.
“Não sabia que os donos da Tecmédica eram parentes de Guilherme, fiquei sabendo em 2003, ao cruzar com um deles, em Brasília”, garantiu Solla.
Ele se referiu aos teólogos Everaldo Menezes – primo em primeiro grau do deputado – e seu sobrinho Márcio. Já a Polimedic (que nasceu Tecmed), que o MP ainda investiga quem são os proprietários, é administrada por LeonardoMenezes, sobrinho de Everaldo. A Polimedic vendeu à Sesab, de 2002 até este ano, R$ 10,2 milhões. A Tecmédica vendeu R$ 29,6 milhões. Respectivamente R$ 45 mil e R$ 6,6 milhões na gestão Solla, Antes da entrevista, o secretário reuniu-se com a equipe, por pelo menos uma hora, depois com o promotor Ivan Machado, que foi convidado por intermédio do procurador-geral de Justiça, Lidivaldo Britto. O secretário disse que vai disponibilizar documentos das compras.


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