Por Eduardo Moraes
Os clubes de futebol do Brasil, com raras exceções, têm como lastro de suas gestões a legislação getulista e as práticas administrativas do último qüinqüênio do século passado, onde imperava o mandonismo, o autoritarismo e a cartolagem do manda quem acha que tudo pode e obedece quem não tem profissionalismo. A principal marca dos gestores era o voluntarismo, dando lugar ao incenso e culto a personalidade. O pior é que estes vícios ainda persistem em muitos clubes grandes, médios e pequenos do nosso país.
Dai o porquê de clubes centenários ou quase se verem acharfundados em crises crônicas e em muitos casos crises insuperáveis em função dessas práticas insólitas, velhas e viciadas de privilegiamento de um ou de outro diretor, conselheiro, político, apadrinhado ou parente próximo. Essa prática inviabiliza qualquer possibilidade de avanço, rumo a uma gestão moderna e protagonista de um novo modelo de administração capaz de romper com os velhos paradigmas dos cartolas, estes incrustados como manda-chuva nas direções dos clubes de maiores torcidas e tradições como Bahia, Vasco, Corintinhas...
Aos clubes de futebol em ascensão resta um cenário no qual o futebol se envereda cada vez mais pelos caminhos da globalização, tornando exportadores ou importadores de jogadores. A estas agremiações cabe um reposicionamento estratégico diante dessa tendência de mercado do negócio futebol, definindo a sua linha de investimento e atuação. Não se pode vislumbrar apenas o presente, tem-se que planejar ações futuras, estabelecendo metas financeiras e sociais capazes de superar o atraso e conquistar a sustentabilidade.
A profissionalização das direções das empresas de futebol passa pelo convencimento de diretores, conselheiros, atletas e torcedores de que o sucesso de uma gestão planejada estrategicamente para ocupar e desempenhar papel importante no cenário do futebol mundial passa pelo suporte e vínculo com um centro de ensino superior focado na gestão administrativa moderna, suas tendências e os mais variados ramos do saber relacionado com a prática desportiva.
As cabeças pensantes que dirigem os principais times e competições devem priorizar atitudes que aprofundem a profissionalização do futebol, banindo de uma vez por todas as administrações improvisadas que tem levado ao logo do tempo os clubes a morte.
Eduardo Moraes
Vice-Presidente do Esporte Clube Vitória da Conquista
Os clubes de futebol do Brasil, com raras exceções, têm como lastro de suas gestões a legislação getulista e as práticas administrativas do último qüinqüênio do século passado, onde imperava o mandonismo, o autoritarismo e a cartolagem do manda quem acha que tudo pode e obedece quem não tem profissionalismo. A principal marca dos gestores era o voluntarismo, dando lugar ao incenso e culto a personalidade. O pior é que estes vícios ainda persistem em muitos clubes grandes, médios e pequenos do nosso país.
Dai o porquê de clubes centenários ou quase se verem acharfundados em crises crônicas e em muitos casos crises insuperáveis em função dessas práticas insólitas, velhas e viciadas de privilegiamento de um ou de outro diretor, conselheiro, político, apadrinhado ou parente próximo. Essa prática inviabiliza qualquer possibilidade de avanço, rumo a uma gestão moderna e protagonista de um novo modelo de administração capaz de romper com os velhos paradigmas dos cartolas, estes incrustados como manda-chuva nas direções dos clubes de maiores torcidas e tradições como Bahia, Vasco, Corintinhas...
Aos clubes de futebol em ascensão resta um cenário no qual o futebol se envereda cada vez mais pelos caminhos da globalização, tornando exportadores ou importadores de jogadores. A estas agremiações cabe um reposicionamento estratégico diante dessa tendência de mercado do negócio futebol, definindo a sua linha de investimento e atuação. Não se pode vislumbrar apenas o presente, tem-se que planejar ações futuras, estabelecendo metas financeiras e sociais capazes de superar o atraso e conquistar a sustentabilidade.
A profissionalização das direções das empresas de futebol passa pelo convencimento de diretores, conselheiros, atletas e torcedores de que o sucesso de uma gestão planejada estrategicamente para ocupar e desempenhar papel importante no cenário do futebol mundial passa pelo suporte e vínculo com um centro de ensino superior focado na gestão administrativa moderna, suas tendências e os mais variados ramos do saber relacionado com a prática desportiva.
As cabeças pensantes que dirigem os principais times e competições devem priorizar atitudes que aprofundem a profissionalização do futebol, banindo de uma vez por todas as administrações improvisadas que tem levado ao logo do tempo os clubes a morte.
Eduardo Moraes
Vice-Presidente do Esporte Clube Vitória da Conquista



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