JUSCELINO SOUZA, A TARDE
celinosouza@grupoatarde.com.br
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“Não quero comentar este assunto.
É um problema meu e da mãe dela, mas posso garantir que minha filha não volta mais ao Brasil”. As declarações do mestrede-obras português Jorge Manuel Fernandes da Silva Marques, 33 anos, soam como um desafio à Interpol e à Justiça brasileira, que juntas tentam repatriar a baiana de Vitória da Conquista Letícia Araújo, 3 anos, filha de Marques e da cabeleireira brasileira Fabiana Araújo, 32.
Provocado por A TARDE, que o localizou por telefone em Costa da Taparica, região litorânea portuguesa, Marques afirmou que vai requerer a guarda da criança. “Só isso é que tenho a falar no momento. Se quiser, pode falar com meu advogado segundafeira”, encerrou. O português está sendo procurado desde a semana passada, quando foi denunciado por seqüestro de incapaz à Justiça de Vitória da Conquista (a 509 km de Salvador).
Autorizado pela juíza Danielle Khouri a passar três meses em companhia da filha em Portugal, Marques descumpriu a lei e já está há seis com a criança. A autorização foi concedida em 12 de dezembro de 2007, e a viagem aconteceu dois dias depois. De acordo com a mãe, que reside no Conjunto Vila Serra I, em Conquista, ela só permitiu a viagem porque acreditou na força do documento judicial. “Nos primeiros meses, ele atendia às minhas ligações e mostrava Letícia pela câmera da internet, mas depois desapareceu”, conta a cabeleireira, cujo drama pessoal não se restringe ao seqüestro da filha.
Há 12 dias, a avó materna da criança, Hermínia Araújo Silva, 60 anos, faleceu repentinamente.
“Ela era muito apegada a Letícia e toda noite acordava dizendo que tinha sonhado com a netinha chegando, até que entrou em depressão quando soube que o pai havia sumido”, acredita Fabiana.
Enquanto aguarda a filha ou notícias dela, a mulher dedica boa parte do tempo aos brinquedos, fotos e roupas da criança.
“Deus está me dando forças para eu lutar até ela voltar aos meus braços”, suspira a mulher, que conheceu o português por intermédio de uma amiga. O advogado de Fabiana, Gustavo de Magalhães, foi informado na tarde de ontem, de que a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (Sedh) encaminhou representação ao TJ de Portugal solicitando que Marques seja intimado a prestar esclarecimentos. A Sedh está tentando resolver o caso por conciliação entre as partes.
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“Não quero comentar este assunto.
É um problema meu e da mãe dela, mas posso garantir que minha filha não volta mais ao Brasil”. As declarações do mestrede-obras português Jorge Manuel Fernandes da Silva Marques, 33 anos, soam como um desafio à Interpol e à Justiça brasileira, que juntas tentam repatriar a baiana de Vitória da Conquista Letícia Araújo, 3 anos, filha de Marques e da cabeleireira brasileira Fabiana Araújo, 32.
Provocado por A TARDE, que o localizou por telefone em Costa da Taparica, região litorânea portuguesa, Marques afirmou que vai requerer a guarda da criança. “Só isso é que tenho a falar no momento. Se quiser, pode falar com meu advogado segundafeira”, encerrou. O português está sendo procurado desde a semana passada, quando foi denunciado por seqüestro de incapaz à Justiça de Vitória da Conquista (a 509 km de Salvador).
Autorizado pela juíza Danielle Khouri a passar três meses em companhia da filha em Portugal, Marques descumpriu a lei e já está há seis com a criança. A autorização foi concedida em 12 de dezembro de 2007, e a viagem aconteceu dois dias depois. De acordo com a mãe, que reside no Conjunto Vila Serra I, em Conquista, ela só permitiu a viagem porque acreditou na força do documento judicial. “Nos primeiros meses, ele atendia às minhas ligações e mostrava Letícia pela câmera da internet, mas depois desapareceu”, conta a cabeleireira, cujo drama pessoal não se restringe ao seqüestro da filha.
Há 12 dias, a avó materna da criança, Hermínia Araújo Silva, 60 anos, faleceu repentinamente.
“Ela era muito apegada a Letícia e toda noite acordava dizendo que tinha sonhado com a netinha chegando, até que entrou em depressão quando soube que o pai havia sumido”, acredita Fabiana.
Enquanto aguarda a filha ou notícias dela, a mulher dedica boa parte do tempo aos brinquedos, fotos e roupas da criança.
“Deus está me dando forças para eu lutar até ela voltar aos meus braços”, suspira a mulher, que conheceu o português por intermédio de uma amiga. O advogado de Fabiana, Gustavo de Magalhães, foi informado na tarde de ontem, de que a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (Sedh) encaminhou representação ao TJ de Portugal solicitando que Marques seja intimado a prestar esclarecimentos. A Sedh está tentando resolver o caso por conciliação entre as partes.







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