sexta-feira, 3 de abril de 2009

Pais devem estar atentos a ingestão de chocolate em excesso na Páscoa


Brinquedos que podem ser engolidos e soltam peças, excesso de chocolate e outras comidas gordurosas típicas da Semana Santa. Esses e outros riscos precisam ser evitados pelos pais nessa época do ano, quando as crianças estão afoitas pelos ovos de Páscoa e o comércio oferece prateleiras cheias de opções para encantar os olhos e o estômago. De acordo com a coordenadora-regional de projetos da ONG Criança Segura, Paula Salazar, os riscos são maiores em crianças com menos de três anos.

“Nessa fase, os pequenos descobrem o mundo pela boca. É a chamada fase oral e os brindes que vêm dentro dos ovos podem ser perigosos”, diz. Paula aconselha os pais a observarem os brindes antes de entregá-los às crianças. Nos saquinhos que envolvem os brinquedos deve vir o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) indicando a faixa etária.


“Caso não tenha o selo é melhor nem entregar à criança, pois nunca se sabe se o brinde foi fabricado com algum material toxico”, completa Paula. E para evitar problemas de saúde como diarréia, mal-estar e dores abdominais, é preciso estar atento a quantidade de chocolate ingerido. Por mais saboroso que seja, esse alimento não pode substituir as refeições diárias e a quantidade oferecida deve ser regrada, como aconselha a endocrinologista e nutróloga Sandra Gordilho.


O primeiro passo é ter atenção redobrada com os alérgicos a lactose (leite) e a cafeína, substâncias que costumam ser adicionadas ao chocolate industrializado. Sandra lembra da importância de conhecer a saúde do próprio filho. É preciso levá-lo a médicos para evitar o excesso de peso. E a ingestão do chocolate deve ser sempre moderada e, de preferência, após o almoço.


“Desde cedo é preciso ensinar à criança de forma descontraída como é bom comer um pouco do chocolate e guardar o resto para o outro dia”, pontua, após lembrar que qualquer pessoa que coma um ovo da Páscoa de uma só vez vai sobrecarregar o organismo com gordura, leite e açúcar. "A obesidade infantil hoje é uma questão de saúde pública. Tenho paciente entre seis e dez anos que já possuem colesterol e triglicérides elevados", afirma. Como alternativa saudável, Sandra indica os chocolates amargos ou meio amargos e que sejam fabricados sem a temida gordura trans, pois são feitos com menos leite e açúcar, sendo melhor absorvidos pelo organismo.


A Tarde

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