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Alean Rodrigues e Juscelino Souza, A Tarde
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Quatro pessoas já morreram na Bahia neste início de ano, atingidos por raios. Todos os casos ocorreram no último fim de semana, dias 3 e 4. Em um deles, ocorrido no último domingo, 3, na zona rural do município de Candeal (a 178 km de Salvador) os irmãos Jociel e Eliel de Jesus Santos, 18 e 17 anos respectivamente, foram atingidos pela descarga elétrica quando passeavam por um pasto no povoado de São Nicolau durante um temporal. Os dois foram levados para o hospital da cidade, onde Jociel não resistiu e morreu. O corpo dele, após ser necropsiado no DPT de Feira de Santana, foi enterrado no cemitério da cidade na manhã desta terça-feira, 6.
Também domingo, Em Poções, a 444 km da capital, Elielson da Silva Chaves, 19, morreu após receber a descarga quando participava de uma festa em casa com um grupo de amigos. O raio atingiu a residência, mas somente o rapaz foi fulminado. O corpo da vítima foi sepultado na zona rural de Poções, na manhã desta terça-feira.
Em Prado, mais duas pessoas faleceram. No sábado, 3, Elivan Luiz Silva Rocha, 17, nadava com amigos quando o raio caiu na água e o matou. Os bombeiros informaram que o corpo do rapaz foi encontrado na segunda-feira, 5, boiando no mar. No domingo, 4, o mineiro Carmo Moreira Miranda, 49, foi atingido em cheio e morreu quando também estava no mar. Outras quatro pessoas se feriram, mas sem risco.
FENÔMENO – O professor Alberto Brum Novaes, doutor em Física da Atmosfera pela Universidade de Londres e professor do Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia, observa que o raio é um dos fenômenos mais destrutivos da natureza, mas é a falta de informação e imprudência das pessoas que causaram o grande número de mortes registradas neste início de ano. “A Bahia não é um Estado que tenha tanta incidência de raios. A frente fria que cobre algumas regiões aumenta a possibilidade de formação de relâmpagos, mas não justifica o alto número de atingidos. As pessoas não tem informação e, muitas vezes, buscam os lugares mais perigosos para se proteger”, comenta o professor.
A madeira viva é ótima condutora de eletricidade e, em um campo aberto, árvores se tornam o ponto mais alto na paisagem. Por isso, são os piores abrigos durante uma tempestade. Segundo o professor Brum, durante uma chuva ou tempestade de raios, a melhor opção é buscar abrigo em uma caverna, casa ou mesmo um carro. Se não houver nenhuma dessas opções, é preciso se ajoelhar, abraçar as pernas, juntar as mãos ao corpo, evitando que qualquer extremidade, mesmo a ponta dos dedos, se destaque do resto, e manter distância de árvores, animais, postes, do mar, ou de rios. Qualquer objeto que se destaque da paisagem ou que seja muito condutor atrai raios e deve ser evitado.
Se já estiver abrigado, em casa, por exemplo, retirar da tomada aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos evita eventuais danos materiais. Objetos de metal e celulares também devem ser evitados e, como as descargas elétricas se concentram nas superfícies dos objetos, fechar portas e janelas, pode evitar que o interior da sua casa seja atingido no caso de um raio.
Por ano, o Brasil é atingido por cerca de 70 milhões de relâmpagos, fenômeno que envolve a formação da faísca (raio), o som (trovão), a luz e toda descarga elétrica entre as nuvens carregadas e o solo. E a alta incidência deve continuar até o mês de abril, pois é no verão que as principais condições para formação de raio (alta temperatura e umidade) se acentuam.
* colaborou Tássia Correia.
Também domingo, Em Poções, a 444 km da capital, Elielson da Silva Chaves, 19, morreu após receber a descarga quando participava de uma festa em casa com um grupo de amigos. O raio atingiu a residência, mas somente o rapaz foi fulminado. O corpo da vítima foi sepultado na zona rural de Poções, na manhã desta terça-feira.
Em Prado, mais duas pessoas faleceram. No sábado, 3, Elivan Luiz Silva Rocha, 17, nadava com amigos quando o raio caiu na água e o matou. Os bombeiros informaram que o corpo do rapaz foi encontrado na segunda-feira, 5, boiando no mar. No domingo, 4, o mineiro Carmo Moreira Miranda, 49, foi atingido em cheio e morreu quando também estava no mar. Outras quatro pessoas se feriram, mas sem risco.
FENÔMENO – O professor Alberto Brum Novaes, doutor em Física da Atmosfera pela Universidade de Londres e professor do Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia, observa que o raio é um dos fenômenos mais destrutivos da natureza, mas é a falta de informação e imprudência das pessoas que causaram o grande número de mortes registradas neste início de ano. “A Bahia não é um Estado que tenha tanta incidência de raios. A frente fria que cobre algumas regiões aumenta a possibilidade de formação de relâmpagos, mas não justifica o alto número de atingidos. As pessoas não tem informação e, muitas vezes, buscam os lugares mais perigosos para se proteger”, comenta o professor.
A madeira viva é ótima condutora de eletricidade e, em um campo aberto, árvores se tornam o ponto mais alto na paisagem. Por isso, são os piores abrigos durante uma tempestade. Segundo o professor Brum, durante uma chuva ou tempestade de raios, a melhor opção é buscar abrigo em uma caverna, casa ou mesmo um carro. Se não houver nenhuma dessas opções, é preciso se ajoelhar, abraçar as pernas, juntar as mãos ao corpo, evitando que qualquer extremidade, mesmo a ponta dos dedos, se destaque do resto, e manter distância de árvores, animais, postes, do mar, ou de rios. Qualquer objeto que se destaque da paisagem ou que seja muito condutor atrai raios e deve ser evitado.
Se já estiver abrigado, em casa, por exemplo, retirar da tomada aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos evita eventuais danos materiais. Objetos de metal e celulares também devem ser evitados e, como as descargas elétricas se concentram nas superfícies dos objetos, fechar portas e janelas, pode evitar que o interior da sua casa seja atingido no caso de um raio.
Por ano, o Brasil é atingido por cerca de 70 milhões de relâmpagos, fenômeno que envolve a formação da faísca (raio), o som (trovão), a luz e toda descarga elétrica entre as nuvens carregadas e o solo. E a alta incidência deve continuar até o mês de abril, pois é no verão que as principais condições para formação de raio (alta temperatura e umidade) se acentuam.
* colaborou Tássia Correia.








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