quinta-feira, 26 de junho de 2008

Presos na Bahia assassinos de empresário libanês

Juscelino Souza, A TARDE
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A prisão de Mackson Alan Silva Andrade, 24 anos, em Firmino Alves, município baiano a 506 km de Salvador, pôs fim às buscas ao empresário libanês Mohamed Ahmad Kadura, seqüestrado em 24 de maio deste ano em Taboão da Serra, interior de São Paulo.

Kadura, grande empresário do setor de supermercados, foi morto no mesmo dia pelos seqüestradores e o corpo foi enterrado numa obra de sua propriedade, onde Andrade e outros dois acusados pelo crime trabalhavam como operários.

Após informações prestadas por Mackson, o corpo foi localizado num imóvel em construção em Taboão da Serra, enterrado e coberto por areia e por uma camada de concreto para dificultar a visualização.

O carro da vítima, um Palio Weekend, foi abandonado na grande São Paulo. Mackson será transferido para Taboão da Serra ainda esta semana. O acusado nega participação na trama e aponta como autores os baianos de Itapetinga Danilo dos Santos Gomes, Charles Santos Rocha e Charles Rocha Júnior.

Danilo e Charles Júnior, sobrinho e filho de Charles, respectivamente, foram localizados e presos em São Paulo. Charles Rocha, apontado como mentor intelectual do crime, continua foragido.

Os trabalhos de investigação trouxeram a Itapetinga o delegado seccional de Taboão da Serra, Raul Godoy Neto e o investigador Ronaldo Marcos Nogueira. Seguindo pistas, eles localizaram Mackson com ajuda da polícia baiana.

“A falta de contatos telefônicos e as informações obtidas por nossa equipe nos fizeram pensar no envolvimento de funcionários de uma construção da vitima”, disse Neto.

“Constatamos, ainda, que dois dos funcionários teriam deixado São Paulo e se dirigido para a cidade de Itapetinga na Bahia, fato que motivou a diligencia até esta cidade para verificação de eventual envolvimento dos funcionários”, continuou.

“A polícia começou a investigar os acusados assim que eles desapareceram da cidade, imediatamente após o seqüestro mediante extorsão”, interveio o delegado Antônio Roberto Gomes Silva Júnior, da Polícia Civil de Itapetinga. “Desde o início do seqüestro, eles planejaram matar o empresário e, mesmo assim, exigir dinheiro da família”.

Os bandidos fizeram apenas dois contatos com a família de Kadura, mas em nenhum deles mencionaram valores para resgate. Com o sumiço dos operários, sem motivo aparente, as investigações se concentraram sobre eles até chegar a Mackson.

“As buscas a Charles continuam em fazendas e residências de familiares aqui em Itapetinga”, informou Júnior. Segundo informações do pai de Charles, ele esteve em Itapetinga, mas saiu de casa no dia 20 deste mês.

O delegado informou que após a prisão de Mackson o acusado confessou que o desaparecimento do empresário foi, na verdade, uma tentativa de seqüestro que não deu certo. “Ele disse que Charles matou a vítima a pauladas e facadas e que tudo que ocorreu no mesmo dia, mas nega que tenha auxiliado no crime”.

Para a polícia, no entanto, Mackson também participou, já que a localização do corpo da vitima se deu por meio das informações prestadas por ele.

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