O avanço da violência por causa do tráfico de drogas. Para especialistas e a Polícia Federal, o problema se agravou em Salvador - e também no interior da Bahia - porque o estado é um destino turístico e a produção de entorpecentes aumentou em todo o mundo.Terça-feira (8), parte de uma quadrilha acusada de tráfico foi presa em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador.
A polícia apreendeu dois carros, R$ 47 mil em dinheiro, uma pistola de uso exclusivo das Forças Armadas, celulares, rádios de comunicação, três quilos de dinamite e três de cocaína.
Três homens foram presos, mas não puderam ser filmados. Com mais essa apreensão, o total até agora de drogas apreendidas na Bahia é de 1.584 quilos de maconha, 75Kg de cocaína e 16Kg de crack.
No mesmo período do ano passado, foram 1.218 quilos de maconha, 238Kg de cocaína e 13Kg de crack.
De acordo com a Polícia Federal, a cocaína e o crack vendidos na Bahia vem da Bolívia, Peru e Colômbia e chegam ao estado principalmente pelas BRs 242, 116 Sul e 101.
Já parte da maconha vem do Paraguai e entra pela BR-122. A outra parte, em maior quantidade, é produzida no norte da Bahia, na região de Juazeiro e Curaçá, conhecida como Polígono da Maconha.
É nessa região que a Polícia Federal realiza operações especiais, pelo menos duas por ano. A última foi no mês passado, quando 175 mil pés de maconha foram destruídos e oito pessoas presas. Ainda segundo a polícia, a Bahia por ser um destino turístico desperta cada vez mais a atenção dos traficantes.
‘Tem muito turista, muita gente morando aqui. Então, é um destino da droga, sem dúvida. Tem uns setores específicos de repressão a drogas na Bahia inteira, nas delegacias do interior também, investigando para tentar prender os grandes traficantes, apreender o maior número de drogas possível e confiscar os bens desses traficantes’, explica o delegado da Polícia Federal Daniel Veras.
O coordenador do observatório de segurança pública d a Bahia diz que o problema do tráfico no estado é um reflexo da produção de drogas atualmente em todo o mundo. Para ele, é preciso integrar ações para evitar que o problema avance ainda mais.
‘Assistência social, saúde pública, educação, conselho tutelar, delegacia de polícia, Polícia Militar funcionam em rede, que prestam informações uns aos outros e que estabeleça uma malha protetora da sociedade para evitar que mais jovens sejam aliciados pelo crime’, avalia Carlos da Costa Gomes.







Nenhum comentário:
Postar um comentário