Por Ezequiel Sena
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Incrível como a nossa querida Vitória da Conquista parece passar por uma séria variação de identidade, a veloz transformação que a envolve materializa-se como se fosse uma ajustada metamorfose urbanística. Uma realidade que surge, um formato novo se configura, uma nova era “do virtual e da eletrônica, da beleza e da riqueza”, mas também da atroz inimiga do tempo moderno ‘a incontrolável violência’. O gigantismo atingiu a metrópole da pecuária e do café; o mundo do comércio invadiu becos e ruelas, antes ocupados por casarios antigos, hoje dão lugar às lojas, bares, lanchonetes, restaurantes e magazines. Os bairros periféricos viraram cidades e ficaram independentes. De tudo se vende e se acha, e quem mora na Urbis VI, ou nas Vilas Serranas sabe bem do que estou falando; vários supermercados, farmácias, açougues e padarias, tão bem abastecidos que sequer dependem do centro comercial para sobreviverem, sem falar das barracas e quitandas que comercializam frutas e verduras. Isso tudo nos dá a sensação de estar vivendo em um ambiente concentrador de população e que enche de orgulho a quem nele reside.
Pois é. Aquela agitada província dos ‘Peduros e Meletes’, lideradas pelos coronéis e pelas famílias tradicionais “Gusmão, Ferraz, Flores, Gugé, Leite, Correia e ....,” – como preferiram dizer os historiadores Rui Medeiros e Aníbal Viana –, não existe mais, agora faz parte apenas dos nossos antepassados e da narrativa histórica. O rápido crescimento do município recomendou novos caminhos, novos hábitos e novas atitudes. Também pudera Conquista desfruta de uma situação geográfica privilegiada, quem vai para o sul ou para o norte tem que passar por aqui e nesse trajeto alguns terminam ficando e engrossando as fileiras de sua população. Assim nesse contexto o que se vê são construções e mais construções, bem como respeitáveis reformas. O bairro Candeias, por exemplo, troca de plumagem frequentemente. Saí o matagal entra edifícios e condomínios de luxo, cada mansão mais bela que outra e a indumentária dos prédios nem se fala. Nasce uma nova urbe induzida pela utopia inevitável do desenvolvimento. Para os futuristas, logo, logo será uma capital; já dispõem de shoppings, centros de cultura, Núcleos Universitários, Parque Industrial, Comércio forte e em contínua expansão; um competitivo Setor Financeiro, uma Rede Hoteleira pujante e outras beldades do mundo moderno.
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Óbvio que a evolução é a natural consequência do desenvolvimento, uma continuação do tempo que é enriquecido com as modificações provocadas pelo homem. Dizem os especialistas que a vida nas cidades é uma eterna sequência de mudanças, o mesmo que as páginas de um livro que vão sendo escritas diariamente, contudo, requer de todo habitante o zelo por cada lauda que vai se construindo, cujo resultado é uma edição biográfica de admirável conteúdo.
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A história nos revela que no passado as mega-cidades marcavam eras e valia muito ser grande e populosa. Como aconteceu na Roma Antiga, na medieval Bagdá, e na Londres nos meados dos séculos XIX e XX. Demograficamente, Londres foi a dona do pedaço entre 1850 e 1950, depois ultrapassada por Nova York. O efeito dominó a fez cair na década de 80, quando Tóquio a suplantou com as proezas industriais. Mas uma lista das grandes áreas metropolitanas do mundo atualmente incluiria além de Tóquio e Nova York, também, São Paulo, Cidade do México e Xangai. Estas referências servem de modelo para que as gerações futuras, notadamente os urbanistas, reflitam e não caiam na mesmice do ‘inchaço’, causado por escolhas eivadas que trouxeram consequências desastrosas para os moradores dessas grandes metrópoles.
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Agora estamos praticamente no final da primeira década do século 21, e Vitória da Conquista vive um momento muito diferente. Uma trajetória de perspectiva, limites e esperança. Aliás, presencia-se a emergência de uma nova estratificação social e um processo de formação de mais uma afinidade que insurge e rodopia em si mesma, como toda cidade de grande porte. E seus filhos, quotidianamente vão se adaptando a esta realidade que aprenderam a chamar de progresso.
Ezequiel Sena
Pois é. Aquela agitada província dos ‘Peduros e Meletes’, lideradas pelos coronéis e pelas famílias tradicionais “Gusmão, Ferraz, Flores, Gugé, Leite, Correia e ....,” – como preferiram dizer os historiadores Rui Medeiros e Aníbal Viana –, não existe mais, agora faz parte apenas dos nossos antepassados e da narrativa histórica. O rápido crescimento do município recomendou novos caminhos, novos hábitos e novas atitudes. Também pudera Conquista desfruta de uma situação geográfica privilegiada, quem vai para o sul ou para o norte tem que passar por aqui e nesse trajeto alguns terminam ficando e engrossando as fileiras de sua população. Assim nesse contexto o que se vê são construções e mais construções, bem como respeitáveis reformas. O bairro Candeias, por exemplo, troca de plumagem frequentemente. Saí o matagal entra edifícios e condomínios de luxo, cada mansão mais bela que outra e a indumentária dos prédios nem se fala. Nasce uma nova urbe induzida pela utopia inevitável do desenvolvimento. Para os futuristas, logo, logo será uma capital; já dispõem de shoppings, centros de cultura, Núcleos Universitários, Parque Industrial, Comércio forte e em contínua expansão; um competitivo Setor Financeiro, uma Rede Hoteleira pujante e outras beldades do mundo moderno.
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Óbvio que a evolução é a natural consequência do desenvolvimento, uma continuação do tempo que é enriquecido com as modificações provocadas pelo homem. Dizem os especialistas que a vida nas cidades é uma eterna sequência de mudanças, o mesmo que as páginas de um livro que vão sendo escritas diariamente, contudo, requer de todo habitante o zelo por cada lauda que vai se construindo, cujo resultado é uma edição biográfica de admirável conteúdo.
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A história nos revela que no passado as mega-cidades marcavam eras e valia muito ser grande e populosa. Como aconteceu na Roma Antiga, na medieval Bagdá, e na Londres nos meados dos séculos XIX e XX. Demograficamente, Londres foi a dona do pedaço entre 1850 e 1950, depois ultrapassada por Nova York. O efeito dominó a fez cair na década de 80, quando Tóquio a suplantou com as proezas industriais. Mas uma lista das grandes áreas metropolitanas do mundo atualmente incluiria além de Tóquio e Nova York, também, São Paulo, Cidade do México e Xangai. Estas referências servem de modelo para que as gerações futuras, notadamente os urbanistas, reflitam e não caiam na mesmice do ‘inchaço’, causado por escolhas eivadas que trouxeram consequências desastrosas para os moradores dessas grandes metrópoles.
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Agora estamos praticamente no final da primeira década do século 21, e Vitória da Conquista vive um momento muito diferente. Uma trajetória de perspectiva, limites e esperança. Aliás, presencia-se a emergência de uma nova estratificação social e um processo de formação de mais uma afinidade que insurge e rodopia em si mesma, como toda cidade de grande porte. E seus filhos, quotidianamente vão se adaptando a esta realidade que aprenderam a chamar de progresso.
Ezequiel Sena
Mais um excelente artigo. Você a cada dia melhor. Este texto está irretocável e você tem sido muito criterioso no que escreve. Conquista é uma cidade especial mesmo. Ou com PT ou qualquer outro partido a cidade é motivo de orgulho para todo o país.Voce tem muita razão em dizer que vivemos e temos orgulho de onde vivemos. Parabéns! bjs Nice.
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