sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cartão de Visita


Por Francisco Silva Filho
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Na última segunda-feira, 22/06/2009, às 15h15m da tarde daquele dia, eu desembarcava aqui em Vitória da Conquista, via Aeroporto Pedro Otacílio de Figueiredo; instante em que foi dado aviso de que a temperatura era de 25 graus Celsius, e que estávamos liberados para desafivelar os cintos de segurança tão logo a aeronave parasse no pátio do Aeroporto. Cintos desafivelados, o meu também, começava então, a nossa lenta e ordeira saída do avião – neste avião, um ATR-72 a saída é única, é pela porta traseira.

Com a bagagem de mão a tira-colo, como primeira pessoa de solo, cumprimentei ao Paulo, funcionário do Aeroporto; segui para o saguão a espera do resto da minha bagagem, momento em que, tive o súbito desprazer de ver o quanto a nossa estação de passageiros virou um caos absoluto. Havia tanta gente dentro daquele espaço, que, ficava difícil a nossa movimentação pura e simples, parecia, como dizia o Caco Antibes, uma visão da ante-sala do inferno. Receber as bagagens transformou-se em uma aventura nada desejada por qualquer pessoa que tenha se aventurado aos mimos de uma viagem aérea.

A confusão de chegada de passageiros em seu desembarque e daqueles que vão embarcar, traz um desconforto para ambos, assim como, também para os funcionários das empresas que ali operam; é algo humanamente perto do impossível. Mas, assim como todas as coisas em Conquista, o Aeroporto Pedro Otacílio de Figueiredo retrata o verdadeiro Cartão de Visitas que o visitante terá pela frente em visita à nossa cidade. O saguão do Aeroporto, em verdade, está tal qual o trânsito na Avenida Lauro de Freitas, bem como, nas Alamedas Ramiro Santos e Lima Guerra e outra; e o complicado calçadão da Praça Nove de Novembro, para não falar de tantos outros.

Ressalvadas as bagunças citadas, ficamos agora, com o serviço de Táxi do Aeroporto, aliás, os amigos que se propõem a fazer esse transporte de passageiros, ainda não estão inseridos, como nos grandes centros urbanos, onde, os táxis que servem os passageiros que desembarcam, tem tarifa diferenciada por ser um serviço especial. A respeito do assunto novo Aeroporto para Conquista, eu conversei com o nobre taxista Márcio Silva que foi quem me trouxe do Aeroporto até casa da minha sogra, que, aliás, ele promete que será meu colega como operador do direito, pois, ele está cursando Direito; como dizia, o Márcio a contrário sensu, não suporta a minha idéia de reforma do aeroporto e perpetuação desse no atual local. A propósito, usando da honestidade que lhe e peculiar, ele não usou do chavão comum que muitos usam dizendo que a mudança do Aeroporto Pedro Otacílio se deve em função de estar dentro do perímetro urbano, outrossim, no que diz respeito a razão puramente econômica para os taxistas. Confesso que ele me sensibilizou.

Nos dizeres do amigo taxista e futuro colega advogado Márcio Silva, eles são penalizados enquanto profissionais que servem com os seus táxis os passageiros no aeroporto, haja vista, o pequeno número de corridas que fazem, exatamente pela proximidade do aeroporto para qualquer ponto da cidade. Um dos principais concorrentes deles, afirmou o Márcio, são os parentes, amigos e esposas dos passageiros que, estão sempre dispostos a irem ao aeroporto para recepcioná-los. Dando dessa forma, uma grande esvaziada na quantidade daqueles que ficam para pegar um táxi.

Às razões do Márcio não apresentarei contra-razões, aliás, com o advento de um novo e distante aeroporto em nossa cidade, – que eu gostaria de batizá-lo neste instante pelo nome de Aeroporto Nove de Novembro; espero que todos gostem da minha sugestão – eu não acho que os nossos amigos taxistas terão vida melhor, haja vista, a predisposição de quem vai recepcionar alguém, a distância não fará muita importância, todavia, para aqueles que ficarão à mercê dos serviços dos taxistas, indubitavelmente, haverá que pagar mais caro em razão da distância, como também, da taxação especial para os táxis que servem ao aeroporto.

Enquanto novo aeroporto não surge, ficamos com o atual. Alguns dias atrás, ainda em Curitiba, eu ouvia o comentário do Hérzem Gusmão sobre o atual Aeroporto e a bagunça que era a estação de passageiros, e o desconforto que era o de se usar um sanitário naquele espaço. Quando aqui desembarquei, pude perceber que o Hérzem foi comedido em suas críticas, que, aliás, muito oportunas. O desejo de todos nós conquistenses, principalmente o de nós ausentes, é que, tenhamos independentemente da capacidade operacional da pista, um Aeroporto que, pela sua estação de passageiros seja minimamente confortável àqueles que aqui chega para rever a sua terra ou mesmo, para aqueles que visitam a nossa cidade. A primeira impressão é a que fica, e, um aeroporto tão “chifrim” vai acabar por dar uma péssima impressão para aqueles que chegam aqui pela primeira vez; demovê-los dessa impressão ruim, não será tarefa das mais fáceis, principalmente, se, quando forem embora, aqui não mais voltarem.

Francisco Silva Filho


Um comentário:

AFRANIO GARCEZ disse...

Caro Francisco. Caso você tenha lido o meu artigo, e ouvinte assíduo que é do programa resenha geral do meio dia, com o nosso querido HERZÉM GUSMÃO, o mesmo não somente foi comedido, mas queria lembrar a você, como da última conversa que tivemos, nós temos ainda é um "campo de aviação", como costumávamos dizer na nossa adolescência. Excelente artigo. Dr. Afranio Garcez.