
Por Ezequiel Sena
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Não me entusiasma muito o apelo comercial do Dia das Mães, aliás, reconheço que é uma maneira bastante criativa para se comemorar uma data singular e importante para as nossas mães. Óbvio, sem aquela preocupação com presentes, mas com o carinho que se deve ter por esta pessoa tão especial nas nossas vidas. Para os poetas, mãe é como um oceano de emoções que deságua nas variantes do sentimento e se transborda na eloquência da poesia. É tema do amor intemporal. Mãe de verdade não é necessariamente a que teve a dádiva de dar à luz, mas, sobretudo, a que carrega a luz no coração e no espírito. Aquela que pela generosidade, ou por razões sublimes e abnegadas, cria e ama o filho de outra como se no próprio ventre tivesse gerado. Já dizia Carlos Drummond de Andrade, (1902-1987): “Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e a chuva desaba; veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento... Mãe, na sua graça, é eternidade...”
Ao pé da letra não há propriamente uma narrativa que não seja romântica para o segundo domingo de maio. A história nos conta que a mais antiga comemoração do Dia das Mães é mitológica. Porém, a data só foi normatizada em 1914, pelo então presidente dos Estados Unidos, Thomas Woodrow Wilson (1913-1921), unificando a celebração para que fosse comemorado sempre no segundo domingo de maio. Já no Brasil o primeiro Dia das Mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918, contudo, somente em 1932, o presidente Getúlio Vargas oficializou a data.
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Hoje muitas choram inconsolavelmente pelas dores e desconfortos causados pelas “perdas” quando veem seus filhos submergirem na agonia da violência que arruína a sociedade. É verdade que há filhos que sequer conhecem bem suas mães, e o que é pior, não sabem o que escolher neste dia para agradar a mulher que fez o possível e o impossível para criá-los e educá-los. Cresceu e quando se deu conta do tempo que passou, percebe que nem conversaram direito, porque ela precisou trabalhar fora para ajudar no sustento da família. Evidente que a maioria das mães não vai ser agradada com apenas um eletrodoméstico, certamente um gesto de bondade e amor seja mais significativo e bem melhor recebido do que um presente que a faça lembrar-se das tarefas domésticas.
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Mas falar de mãe nunca podemos nos esquecer das mães ainda meninas que contra ventos e marés têm a valentia de assumirem sozinhas uma gravidez – na maioria das vezes inoportunas e indesejadas – e para dar prioridade à maternidade, enfrentam preconceitos e problemas de toda a ordem, pois se tornam vítimas de companheiros ou namorados que, além de ignorá-las e abandoná-las, sequer admitem que naquela barriga existe um ser que também lhe pertence.
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Quantas precocemente envelhecidas, até esquecidas de si mesmas, tornam-se amarguradas, tristes e desconsoladas, por não ter o reconhecimento dos próprios filhos. Sentem-se solitárias, estagnadas, não amadas e ao mesmo tempo indesejadas. Apesar de todas as dores, dos cansaços e dos desencantos são grandes guerreiras e voluntariosas, amam sorriem e brincam felizes com seus filhos da forma que Deus lhes presenteou – sadios ou portadores de necessidades, pobres ou ricos, feios ou bonitos, isso pouco importa já que para elas o amor entre filhos não se distingue ou faz qualquer diferença.
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Com a reflexão do poeta: “mãe não tem limite, é tempo sem hora e luz que não se apaga.” Parabéns para todas por mais este dia.
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Não me entusiasma muito o apelo comercial do Dia das Mães, aliás, reconheço que é uma maneira bastante criativa para se comemorar uma data singular e importante para as nossas mães. Óbvio, sem aquela preocupação com presentes, mas com o carinho que se deve ter por esta pessoa tão especial nas nossas vidas. Para os poetas, mãe é como um oceano de emoções que deságua nas variantes do sentimento e se transborda na eloquência da poesia. É tema do amor intemporal. Mãe de verdade não é necessariamente a que teve a dádiva de dar à luz, mas, sobretudo, a que carrega a luz no coração e no espírito. Aquela que pela generosidade, ou por razões sublimes e abnegadas, cria e ama o filho de outra como se no próprio ventre tivesse gerado. Já dizia Carlos Drummond de Andrade, (1902-1987): “Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e a chuva desaba; veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento... Mãe, na sua graça, é eternidade...”
Ao pé da letra não há propriamente uma narrativa que não seja romântica para o segundo domingo de maio. A história nos conta que a mais antiga comemoração do Dia das Mães é mitológica. Porém, a data só foi normatizada em 1914, pelo então presidente dos Estados Unidos, Thomas Woodrow Wilson (1913-1921), unificando a celebração para que fosse comemorado sempre no segundo domingo de maio. Já no Brasil o primeiro Dia das Mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918, contudo, somente em 1932, o presidente Getúlio Vargas oficializou a data.
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Hoje muitas choram inconsolavelmente pelas dores e desconfortos causados pelas “perdas” quando veem seus filhos submergirem na agonia da violência que arruína a sociedade. É verdade que há filhos que sequer conhecem bem suas mães, e o que é pior, não sabem o que escolher neste dia para agradar a mulher que fez o possível e o impossível para criá-los e educá-los. Cresceu e quando se deu conta do tempo que passou, percebe que nem conversaram direito, porque ela precisou trabalhar fora para ajudar no sustento da família. Evidente que a maioria das mães não vai ser agradada com apenas um eletrodoméstico, certamente um gesto de bondade e amor seja mais significativo e bem melhor recebido do que um presente que a faça lembrar-se das tarefas domésticas.
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Mas falar de mãe nunca podemos nos esquecer das mães ainda meninas que contra ventos e marés têm a valentia de assumirem sozinhas uma gravidez – na maioria das vezes inoportunas e indesejadas – e para dar prioridade à maternidade, enfrentam preconceitos e problemas de toda a ordem, pois se tornam vítimas de companheiros ou namorados que, além de ignorá-las e abandoná-las, sequer admitem que naquela barriga existe um ser que também lhe pertence.
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Quantas precocemente envelhecidas, até esquecidas de si mesmas, tornam-se amarguradas, tristes e desconsoladas, por não ter o reconhecimento dos próprios filhos. Sentem-se solitárias, estagnadas, não amadas e ao mesmo tempo indesejadas. Apesar de todas as dores, dos cansaços e dos desencantos são grandes guerreiras e voluntariosas, amam sorriem e brincam felizes com seus filhos da forma que Deus lhes presenteou – sadios ou portadores de necessidades, pobres ou ricos, feios ou bonitos, isso pouco importa já que para elas o amor entre filhos não se distingue ou faz qualquer diferença.
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Com a reflexão do poeta: “mãe não tem limite, é tempo sem hora e luz que não se apaga.” Parabéns para todas por mais este dia.
Agradeço em nome da minha mãe, que já se foi, por mim e irmãos que aqui ainda estão. Gostei,Ezequiel, deste manifesto afetuoso sobre o Dia das Mães. Ai, quanta saudades dela!
ResponderExcluirJusta homenagem a todas por este dia tão especial.
J.P. Camillo Neri