As declarações do ministro Geddel Vieira Lima no encontro de anteontem do PMDB azedaram as relações do seu partido com o Democratas, aliados no plano municipal desde o segundo turno das eleições do ano passado. Tudo porque o ministro resolveu combater os críticos que enxergam na sua personalidade aspectos de um novo coronel na Bahia e, para isso, relembrou os embates com o ex-senador Antonio Carlos Magalhães.
“Trago na alma e no corpo até hoje as chicotadas desse enfrentamento”, discursou, num auditório do Othon Palace Hotel. As palavras atingiram o deputado federal ACM Neto, segunda maior liderança do DEM baiano.
De Brasília, ele saiu em defesa do avô e classificou as declarações como “inapropriadas” e “incompatíveis com o passado”. As disputas entre Geddel e ACM tiveram seu auge em 2003, quando o ministro, na época deputado, denunciou à Polícia Federal que seu telefone havia sido grampeado por equipe do ex-governador Otto Alencar a mando de ACM.
“Lamento que o ministro Geddel não tenha a recordação plena do passado, certamente o senador Antonio Carlos foi o líder político mais querido da Bahia”, disse o deputado. “A política da Bahia mudou, foi inclusive isso que possibilitou nossa aproximação com o PMDB. Mas daí a aceitar adjetivações pessoais é outra coisa”, acrescentou.
ACM Neto reconhece que vinha tentando aumentar a parceria do DEM com o PMDB com intenção de formatar um grupo político para competir com o governador Wagner nas eleições de 2010. Mas evitou comentar as possíveis consequências das afirmações de Geddel para as composições políticas. “Prefiro ficar com as avaliações do povo baiano do que com as declarações do ministro”, disse.
Ascom/ACM Neto
“Trago na alma e no corpo até hoje as chicotadas desse enfrentamento”, discursou, num auditório do Othon Palace Hotel. As palavras atingiram o deputado federal ACM Neto, segunda maior liderança do DEM baiano.
De Brasília, ele saiu em defesa do avô e classificou as declarações como “inapropriadas” e “incompatíveis com o passado”. As disputas entre Geddel e ACM tiveram seu auge em 2003, quando o ministro, na época deputado, denunciou à Polícia Federal que seu telefone havia sido grampeado por equipe do ex-governador Otto Alencar a mando de ACM.
“Lamento que o ministro Geddel não tenha a recordação plena do passado, certamente o senador Antonio Carlos foi o líder político mais querido da Bahia”, disse o deputado. “A política da Bahia mudou, foi inclusive isso que possibilitou nossa aproximação com o PMDB. Mas daí a aceitar adjetivações pessoais é outra coisa”, acrescentou.
ACM Neto reconhece que vinha tentando aumentar a parceria do DEM com o PMDB com intenção de formatar um grupo político para competir com o governador Wagner nas eleições de 2010. Mas evitou comentar as possíveis consequências das afirmações de Geddel para as composições políticas. “Prefiro ficar com as avaliações do povo baiano do que com as declarações do ministro”, disse.
Ascom/ACM Neto







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