Com o objetivo de acelerar a ressocialização de adolescentes em conflito com a lei, além de reduzir os índices de reincidência de delitos cometidos por eles, foi inaugurado nesta segunda, 27, o Projeto Recomeçar, que serve para cumprimento de medidas socioeducativas de semiliberdade, ou seja, os adolescentes terão as atividades como escola, atividades artísticas e cursos profissionalizantes desenvolvidas fora da unidade onde estão sendo executadas as medidas. A solenidade de inauguração contou com a presença do secretário de Desenvolvimento Social do Estado, Valmir Assunção e do diretor da Fundac, Walmir Mota, entre outras autoridades.
A implantação do serviço é fruto de convênio entre a Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), e a ONG Crescer Cidadão e vai atender inicialmente 20 adolescentes que estão em progressão de medida, ou seja, que já cumpriram parte da medida e possuem bom comportamento.
“Inicialmente atenderemos apenas os adolescentes que estão em progressão de medidas, mas o objetivo é atender também aqueles que acabam de ser apreendido. O importante que possamos fornecer a este adolescente a oportunidade de voltar ao convívio familiar de forma gradativa e diferente, já que será reeducado para se adequar a esta convivência”, informou a coordenadora do projeto Giana Carla Cunha.
Ela disse ainda que para ser atendidos pelo projeto os adolescente necessitam estarem sentenciados, ter bom comportamento e atender de forma positiva as medidas sócio-educativas a qual foi estabelecidas. “O juiz da vara da Infância e Juventude recebe de seis em seis meses relatórios dos orientadores sobre o andamento das medidas a cada adolescente, então ele decidirá que deverá receber esta liberdade assistida”, explicou.
A unidade de Feira de Santana é a 11 instaladas no estado e conta com uma equipe composta de profissionais como pedagogo, psicólogo, assistente social, advogado, educadores, que passaram por capacitação para atender aos 20 adolescentes que permanecerão no local de 6 meses a 3 anos. “Esta instituição vem seguindo todas as normas estabelecidas no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e faz parte da política de ressocialização do governo do estado. Para isto estamos investindo nesta unidade cerca de 675 mil”, frisou o secretário Valmir Assunção.
O diretor da Fundac, Walmir Mota disse que a execução da medida socioeducativa de semiliberdade é vista como uma importante alternativa para a socialização dos adolescentes que praticaram algum ato infracional. Durante o cumprimento da medida, o adolescente deve ser inserido na escola formal, participar de cursos profissionalizantes e construir seu projeto de vida.
“Todo o trabalho realizado na casa de semiliberdade visa o intenso contato do adolescente com o meio comunitário, integrando-o ao ambiente social progressivamente. Na verdade eles estão privados da liberdade, a diferença é que eles irão ter atividades fora da unidade onde estão abrigados, tentando assim agilizar o seu processo de ressocialização”, afirmou.
Para a conselheira tutelar Norma Lúcia da Costa este projeto é de fundamental importância, uma vez que vai poder ressocializar adolescentes que cometem, principalmente infrações leves e que por estarem no mesmo ambiente que aqueles que são reincidentes ou até cometeram atos de maior gravidade, acabam por comprometer sua regeneração. Outro ponto importante para ela é o fato do atendimento ser extensivo à família dos adolescentes. “Muitos adolescentes cumprem suas medidas sócio-educativas e retornam para o convívio de uma família que não tem o mínimo de estrutura para ajudar na ressocialização e acabam por reincidir no delito, por isto é necessário o trabalho conjunto com o adolescente e a família”, destacou.
Além de Feira de Santana existem unidades de semiliberdade em Salvador (2 unidades), Vitória da Conquista, Barreiras, Juazeiro, Camaçari, Paulo Afonso, Pojuca, Alagoinhas e Santo Antônio de Jesus.
A Tarde
A implantação do serviço é fruto de convênio entre a Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), e a ONG Crescer Cidadão e vai atender inicialmente 20 adolescentes que estão em progressão de medida, ou seja, que já cumpriram parte da medida e possuem bom comportamento.
“Inicialmente atenderemos apenas os adolescentes que estão em progressão de medidas, mas o objetivo é atender também aqueles que acabam de ser apreendido. O importante que possamos fornecer a este adolescente a oportunidade de voltar ao convívio familiar de forma gradativa e diferente, já que será reeducado para se adequar a esta convivência”, informou a coordenadora do projeto Giana Carla Cunha.
Ela disse ainda que para ser atendidos pelo projeto os adolescente necessitam estarem sentenciados, ter bom comportamento e atender de forma positiva as medidas sócio-educativas a qual foi estabelecidas. “O juiz da vara da Infância e Juventude recebe de seis em seis meses relatórios dos orientadores sobre o andamento das medidas a cada adolescente, então ele decidirá que deverá receber esta liberdade assistida”, explicou.
A unidade de Feira de Santana é a 11 instaladas no estado e conta com uma equipe composta de profissionais como pedagogo, psicólogo, assistente social, advogado, educadores, que passaram por capacitação para atender aos 20 adolescentes que permanecerão no local de 6 meses a 3 anos. “Esta instituição vem seguindo todas as normas estabelecidas no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e faz parte da política de ressocialização do governo do estado. Para isto estamos investindo nesta unidade cerca de 675 mil”, frisou o secretário Valmir Assunção.
O diretor da Fundac, Walmir Mota disse que a execução da medida socioeducativa de semiliberdade é vista como uma importante alternativa para a socialização dos adolescentes que praticaram algum ato infracional. Durante o cumprimento da medida, o adolescente deve ser inserido na escola formal, participar de cursos profissionalizantes e construir seu projeto de vida.
“Todo o trabalho realizado na casa de semiliberdade visa o intenso contato do adolescente com o meio comunitário, integrando-o ao ambiente social progressivamente. Na verdade eles estão privados da liberdade, a diferença é que eles irão ter atividades fora da unidade onde estão abrigados, tentando assim agilizar o seu processo de ressocialização”, afirmou.
Para a conselheira tutelar Norma Lúcia da Costa este projeto é de fundamental importância, uma vez que vai poder ressocializar adolescentes que cometem, principalmente infrações leves e que por estarem no mesmo ambiente que aqueles que são reincidentes ou até cometeram atos de maior gravidade, acabam por comprometer sua regeneração. Outro ponto importante para ela é o fato do atendimento ser extensivo à família dos adolescentes. “Muitos adolescentes cumprem suas medidas sócio-educativas e retornam para o convívio de uma família que não tem o mínimo de estrutura para ajudar na ressocialização e acabam por reincidir no delito, por isto é necessário o trabalho conjunto com o adolescente e a família”, destacou.
Além de Feira de Santana existem unidades de semiliberdade em Salvador (2 unidades), Vitória da Conquista, Barreiras, Juazeiro, Camaçari, Paulo Afonso, Pojuca, Alagoinhas e Santo Antônio de Jesus.
A Tarde
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