sábado, 10 de janeiro de 2009

Pacotes de viagens exigem muita cautela

Para evitar os transtornos e as decepções, o consumidor deve se certificar da idoneidade das agências de turismo e sobre o tipo de serviço que está contratando antes de executar a compra

PAULA PITTA
ppitta@grupoatarde.com.br

O sufoco enfrentado por turistas brasilienses que passaram o Réveillon na Bahia e foram lesados pela Impacto Turismo Ltda. ligou o sinal de alerta para quem pretende comprar pacotes turísticos para o Carnaval. O primeiro passo, de acordo com a coordenadora do Procon-BA, Carmem Dantas, é conferir o histórico da agência de viagem. “Antes de fechar o contrato, o consumidor deve checar se existe alguma reclamação contra a agência no Procon”, diz ela.


O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) na Bahia, Pedro Costa, também recomenda conferir se a empresa é associada à Abav.

“Porque, antes de credenciar uma empresa, fazemos uma triagem e também capacitamos os empresários e funcionários. Se uma agência cometer uma infração grave, podemos excluí-la do quadro de associados”, explica.

Mas nem sempre o “bom nome” da agência é garantia de serviços de qualidade. A jornalista Gabriela Lacerda e seu marido aprenderam essa lição. Eles contrataram uma viagem para a Argentina por uma empresa de renome nacional e se arrependeram.

“Escolhemos aquela porque é considerada a melhor.

Achamos que teríamos tranquilidade, que a viagem seria perfeita, já que era nossa segunda lua-de-mel, mas fiquei traumatizada”, conta Gabriela.

A agência ofereceu a hospedagem em um hotel qualificado por eles como “excelente”, mas quando o casal chegou ao local percebeu que não apresentava higiene adequada. “O hotel era podre, com cabelo no banheiro, controle remoto quebrado, fios soltos no quarto. Ficamos com nojo de tomar banho e pagamos para mudar de hotel. A agência não se importou conosco. Disseram que, infelizmente, não poderiam fazer nada, só quando voltássemos”, relata. O casal desembolsou R$ 490 para mudar de hotel, o que desfalcou o dinheiro reservado para os passeios.

Para evitar transtornos como esse, Carmem recomenda que o consumidor leia o contrato antes de assinar e tome alguns cuidados, como checar as informações com a companhia aérea ou outras empresas terceirizadas e guardar todos os documentos possíveis. “Toda transação deve ser documentada. O cliente deve exigir que tudo o que for oferecido esteja por escrito, para que ele possa comprovar a oferta que foi feita em caso de problema”.

Leia sobre os cuidados na hora de comprar abadás na página B8

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