Juscelino Souza, A Tarde
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Ele já foi dono de metalúrgica em Jacobina, de 17 casas, de mais de dez lotes de terra entre Vitória da Conquista e Jequié e com crédito aberto em todo o comércio da região, mas viu seu mundo ruir ao ter que desfazer de tudo para honrar débitos avalizados em nome de terceiros. Hoje pobre, morando numa pequena casa alugada por R$ 200 – valor pago com parte do auxílio-doença de R$ 415 do INSS –, Irís Isaltino da Silva, 65, conta que, para manter o nome limpo, foi obrigado a vender até mesmo um túmulo de quatro gavetas, construído em 1960.
A lição de vida faz com que o ex-empresário não leve em conta o desprezo de amigos e de pessoas a quem tanto ajudou. Como o que lhe sobra é pouco para comprar comida e quitar obrigações, ele foi obrigado a acionar o Ministério Público Estadual para ter direito a medicamento gratuito.
“O Estado não queria me fornecer os remédios”, contou.
Da Silva diz que tem muitos problemas de saúde. Como reside na periferia, precisa tomar seis ônibus por dia para chegar ao local de tratamento e apanhar remédios. Aí é que começa o drama desse homem, que criou nove filhos trabalhando como carteiro e representante comercial até conseguir vencer na vida.
“Raramente o motorista para no ponto quando vê um idoso.
Quando param, comentam que velho é só pra dar trabalho”.
A discriminação que afeta o ex-empresário é respondida à altura.
“Nós depositamos nosso dinheiro nas mãos dos nossos governantes, de forma que os benefícios que recebemos estão pagos, seja com transporte, saúde e habitação”, finaliza.
A lição de vida faz com que o ex-empresário não leve em conta o desprezo de amigos e de pessoas a quem tanto ajudou. Como o que lhe sobra é pouco para comprar comida e quitar obrigações, ele foi obrigado a acionar o Ministério Público Estadual para ter direito a medicamento gratuito.
“O Estado não queria me fornecer os remédios”, contou.
Da Silva diz que tem muitos problemas de saúde. Como reside na periferia, precisa tomar seis ônibus por dia para chegar ao local de tratamento e apanhar remédios. Aí é que começa o drama desse homem, que criou nove filhos trabalhando como carteiro e representante comercial até conseguir vencer na vida.
“Raramente o motorista para no ponto quando vê um idoso.
Quando param, comentam que velho é só pra dar trabalho”.
A discriminação que afeta o ex-empresário é respondida à altura.
“Nós depositamos nosso dinheiro nas mãos dos nossos governantes, de forma que os benefícios que recebemos estão pagos, seja com transporte, saúde e habitação”, finaliza.







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