A indústria de brinquedos sentiu o baque da crise financeira internacional, com quedas nas vendas de até 30%. Apenas a Acalanto, que tem fábrica localizada no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, teve de reajustar a previsão de faturamento para os últimos meses do ano. A previsão inicial era da geração de R$ 13 milhões, com as vendas de Natal, concentrada nos meses de outubro e novembro, porém a temporada de vendas deve chegar a cerca de R$ 10 milhões, desempenho 23% mais tímido, em relação à perspectiva inicial.
O diretor-executivo e financeiro da Acalanto, Luiz Roseghini, afirma que o impacto da crise coincidiu com o pico de vendas do Natal. “As grandes redes ficaram receosas e acabaram reduzindo os seus pedidos”, aponta.
Para manter as contas da empresa em ordem, a Acalanto teve de antecipar as férias coletivas dos funcionários. Na empresa, não se fala em demissões para corte de custos. Porém, tradicionalmente, cerca de 40% dos trabalhadores contratados tempora-eram efetivados. Contudo, neste Natal, 200 funcionários contratados para atender à demanda das festas de fim de ano serão dispensados.
A Rosita, outra fábrica de brinquedos radicada na Bahia, aliás vizinha à Acalanto, registra uma queda de 30% no volume de vendas efetivo, em relação ao total previsto pela empresa. “Não falamos em números absolutos, apenas em percentuais”, explica o diretor administrativo da Rosita, Antônio Brandino. Na empresa, também se repete a perspectiva de não-contratação dos temporários.
Brandino reforça, porém, que os 190 empregados efetivos serão mantidos.
Apesar da frustração nas vendas do Natal, a indústria de brinquedos tem boas perspectivas pela frente. A redução dos preços do barril de petróleo deve repercutir nos preços dos principais produtos petroquímicos usados como matéria-prima no setor – como o polietileno e o poliestireno –, além do mais, a disparada do câmbio pode fortalecer o produto nacional, na competição com os similares estrangeiros no comércio exterior. Ainda assim, o receio é que a crise faça com que os mercados diminuam, porconta da menor demanda.
Apesar do desempenho da Acalanto e Rosita – praticamente as únicas fábricas de brinquedo no mercado baiano – , a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) prevê que o setor encerre as vendas de Natal em alta de 6% ante o ano passado.
O período natalino corresponde a cerca de 30% do faturamento da indústria no ano. É a segunda data mais favorável às vendas, perdendo apenas para o Dia das Crianças, que concentra 40% do total faturado. A indústria de brinquedos no País deve faturar 2,5 bilhões em 2008.
LUIZ SOUZA
lsouza@grupoatarde.com.br
O diretor-executivo e financeiro da Acalanto, Luiz Roseghini, afirma que o impacto da crise coincidiu com o pico de vendas do Natal. “As grandes redes ficaram receosas e acabaram reduzindo os seus pedidos”, aponta.
Para manter as contas da empresa em ordem, a Acalanto teve de antecipar as férias coletivas dos funcionários. Na empresa, não se fala em demissões para corte de custos. Porém, tradicionalmente, cerca de 40% dos trabalhadores contratados tempora-eram efetivados. Contudo, neste Natal, 200 funcionários contratados para atender à demanda das festas de fim de ano serão dispensados.
A Rosita, outra fábrica de brinquedos radicada na Bahia, aliás vizinha à Acalanto, registra uma queda de 30% no volume de vendas efetivo, em relação ao total previsto pela empresa. “Não falamos em números absolutos, apenas em percentuais”, explica o diretor administrativo da Rosita, Antônio Brandino. Na empresa, também se repete a perspectiva de não-contratação dos temporários.
Brandino reforça, porém, que os 190 empregados efetivos serão mantidos.
Apesar da frustração nas vendas do Natal, a indústria de brinquedos tem boas perspectivas pela frente. A redução dos preços do barril de petróleo deve repercutir nos preços dos principais produtos petroquímicos usados como matéria-prima no setor – como o polietileno e o poliestireno –, além do mais, a disparada do câmbio pode fortalecer o produto nacional, na competição com os similares estrangeiros no comércio exterior. Ainda assim, o receio é que a crise faça com que os mercados diminuam, porconta da menor demanda.
Apesar do desempenho da Acalanto e Rosita – praticamente as únicas fábricas de brinquedo no mercado baiano – , a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) prevê que o setor encerre as vendas de Natal em alta de 6% ante o ano passado.
O período natalino corresponde a cerca de 30% do faturamento da indústria no ano. É a segunda data mais favorável às vendas, perdendo apenas para o Dia das Crianças, que concentra 40% do total faturado. A indústria de brinquedos no País deve faturar 2,5 bilhões em 2008.
LUIZ SOUZA
lsouza@grupoatarde.com.br







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