Juscelino Souza, A Tarde
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O clima continua tenso nesta sexta-feira, 19, no Presídio Regional Nilton Gonçalves, em Vitória da Conquista, (509 km de Salvador), onde os presos estão amotinados desde as 15 horas desta quinta. Nenhum dos 15 familiares de detentos que são mantidos reféns foi liberado. O movimento é comandado por 10 lideranças criminosas presas no Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), no mesmo município.
A ordem para os amotinados é que só liberem os reféns se a direção da unidade voltar atrás na decisão de desativar a ala feminina, atualmente com 28 detentas, e reconduzir os líderes criminosos que estão no Disep de volta para o Nilton Gonçalves.
O diretor interino do presídio, Carlos Roberto Pereira, assegura que a ala feminina será mantida, mas não cederá à outra reivindicação, alegando questões de segurança. “São pessoas de alta periculosidade, líderes de quadrilhas de traficantes e que colocam em risco a integridade dos demais aqui no presídio”, informou.
Nesta manhã, crianças e mulheres, algumas gestantes, estão no pátio, porém nenhum dos reféns foi ameaçado. Os presos circulam livremente, observados por 25 homens da Companhia de Ações Especiais do Sudoeste e Gerais (Caesg).
O Nilton Gonçalves tem capacidade para 143 internos, mas atualmente abriga 247. Um dos principais problemas da unidade é a falta de segurança durante o banho-de-sol e nos dias de visita.
A direção reconhece que sempre existiu facilidade no ingresso de armas brancas e artesanais, drogas, celulares e até bebidas alcoólicas na unidade, seja pelo aceso principal ou pelo muro, nos fundos.
São comuns os relatos de policiais que flagram pessoas arremessando pacotes de fora para dentro do pátio e nos módulos 1 e 2, onde ocorre o banho-de-sol dos presos. “Esse problema ocorre porque a tela foi mal posicionada e , em vez de impedir a entrada de objetos, acaba facilitando porque o pacote rola pela estrutura e cai no pátio. Em até 40 dias vamos sanar esse problema colocando uma nova tela”, garantiu o diretor.
“Existe 50% de probabilidade de esse impasse ser resolvido nas próximas horas”, disse o tenente Chagas, responsável pelas negociações. O policial frisou que, exceto a da manutenção da ala feminina, nenhuma outra reivindicação dos amotinados será atendida.
A direção da unidade não permitiu o acesso da imprensa ao pátio. Na parte externa, a insatisfação dos funcionários era visível e as queixas recaíam sobre o atual comando do “Nilton Gonçalves”, cujo diretor está há pouco mais de três meses na função.
Os funcionários, que não querem se identificar, denunciam que, além da carência de agentes de presídio, a unidade sofre com a escassez de policiais militares para garantir a segurança. Dizem, ainda, que o presídio carece de infra-estrutura, como locais adequados para que as equipes exerçam suas funções.
A ordem para os amotinados é que só liberem os reféns se a direção da unidade voltar atrás na decisão de desativar a ala feminina, atualmente com 28 detentas, e reconduzir os líderes criminosos que estão no Disep de volta para o Nilton Gonçalves.
O diretor interino do presídio, Carlos Roberto Pereira, assegura que a ala feminina será mantida, mas não cederá à outra reivindicação, alegando questões de segurança. “São pessoas de alta periculosidade, líderes de quadrilhas de traficantes e que colocam em risco a integridade dos demais aqui no presídio”, informou.
Nesta manhã, crianças e mulheres, algumas gestantes, estão no pátio, porém nenhum dos reféns foi ameaçado. Os presos circulam livremente, observados por 25 homens da Companhia de Ações Especiais do Sudoeste e Gerais (Caesg).
O Nilton Gonçalves tem capacidade para 143 internos, mas atualmente abriga 247. Um dos principais problemas da unidade é a falta de segurança durante o banho-de-sol e nos dias de visita.
A direção reconhece que sempre existiu facilidade no ingresso de armas brancas e artesanais, drogas, celulares e até bebidas alcoólicas na unidade, seja pelo aceso principal ou pelo muro, nos fundos.
São comuns os relatos de policiais que flagram pessoas arremessando pacotes de fora para dentro do pátio e nos módulos 1 e 2, onde ocorre o banho-de-sol dos presos. “Esse problema ocorre porque a tela foi mal posicionada e , em vez de impedir a entrada de objetos, acaba facilitando porque o pacote rola pela estrutura e cai no pátio. Em até 40 dias vamos sanar esse problema colocando uma nova tela”, garantiu o diretor.
“Existe 50% de probabilidade de esse impasse ser resolvido nas próximas horas”, disse o tenente Chagas, responsável pelas negociações. O policial frisou que, exceto a da manutenção da ala feminina, nenhuma outra reivindicação dos amotinados será atendida.
A direção da unidade não permitiu o acesso da imprensa ao pátio. Na parte externa, a insatisfação dos funcionários era visível e as queixas recaíam sobre o atual comando do “Nilton Gonçalves”, cujo diretor está há pouco mais de três meses na função.
Os funcionários, que não querem se identificar, denunciam que, além da carência de agentes de presídio, a unidade sofre com a escassez de policiais militares para garantir a segurança. Dizem, ainda, que o presídio carece de infra-estrutura, como locais adequados para que as equipes exerçam suas funções.







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