sábado, 20 de dezembro de 2008

Campanha de desarmamento termina dia 31

Termina no fim do ano a Campanha Nacional de Desarmamento. Quem entrega a arma à polícia recebe uma indenização. É uma forma de diminuir a violência. Na Bahia, segundo a Secretaria de Segurança Pública, mais de 90% dos homicídios são praticados com armas de fogo.

'A violência é gerada pelas armas. Todo mundo tem arma, qualquer coisa mata. Briga, trânsito, qualquer coisa é arma’, diz o mecânico Daniel dos Santos.

Para a população não há dúvidas, Salvador é uma cidade violenta e o acesso fácil às armas de fogo contribui para o aumento dos homicídios. ‘O homem quando se apodera das armas, se sente estimulado à violência, confia na força da arma', avalia o representante comercial Pedro Cardoso.

Segundo pesquisa do Fórum Comunitário de Combate à Violência, em Salvador, 95% dos homicídios são cometidos com alguma arma de fogo. Crime como o registrado na semana passada pelas câmeras de um posto de combustíveis, no bairro de Pau da Lima.

O homem, ainda não identificado, discutiu com o segurança do posto porque ele pediu para baixar o som do carro. O homem saiu e voltou pouco tempo depois armado com duas pistolas. Ele fez vários disparos. Um frentista foi atingido e morreu.

Em 2003, teve início a Campanha Nacional de Desarmamento. Ela chega ao fim no próximo dia 31 de dezembro. Até lá, quem entregar uma arma, com ou sem registro, em uma delegacia da Polícia Federal vai receber uma indenização que varia de R$ 100 a R$ 300, a depender do tipo da arma.

Para o sociólogo Gino Tapparelli, campanhas de desarmamento são importantes, mas não suficientes para garantir a segurança da sociedade. ‘O Estado é que tinha que dar segurança. Quando o cidadão tem que recorrer a si próprio para se defender, é claro que há uma falha da parte do estado’, avalia o especialista.

BATV

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