Resposta a um leitor indignado
Sr. Francisco de Assis
Li com atenção sua indignada crítica para o fato de eu chamar o Sr. Herzem Gusmão de jornalista.
A primeira coisa que me alertou foi o seu nome: Francisco de Assis. Bonito nome. Principalmente quando remontamos a uma figura excepcional dentro da tradição religiosa católica. Francisco de Assis é uma das mais exemplares figuras de nossa religiosidade. Não sei se o senhor acredita em Deus. O fato é que Francisco de Assis era um homem de uma generosidade e simplicidade comovente.
O senhor diz que eu sou um puxa saco e que por isso não mereço credibilidade. Não seja tão cruel comigo. As pessoas que lêem meus escritos são pessoas tranqüilas, acríticas. Ou melhor, quando me criticam é só para discordar, não para me esculhambar.
Não se preocupe quanto às minhas pretensões na UESB. Nunca fui nada lá, nem serei. As minhas ambições naquela boa Universidade, assim como em todos os lugares ponde onde ando, são muito modestas. Tenho um amigo que não me perdoa pelo fato de eu não ser ambicioso.
A propósito da UESB, informo que estou na reta de chegada. Minha participação naquela instituição se encerrará com mais uns dois ou três anos e nada mais. Não sei se tenho sido um professor com algum mérito, mas os alunos insistem em me dar todos os anos uma lembrancinha pelo trabalho. Meus alunos são incorrigíveis.
Quanto a sua recomendação para eu deixar de ser pedante, não deixo de tirar sua razão. Sou viciado em literatura. Mas quando faço citações é para dizer ao leitor que aquilo foi dito por alguém e não por mim (viu como sou modesto?). Aprendi com minha família que não devemos nos apropriar de nada que pertençam a outras pessoas. Só isso.
Mas parece que além de não gostar de mim, o Senhor também não gosta do Herzem Gusmão. Este, como todo ser humano, também tá cheio de defeitos. Garanto, todavia, pelo que conheço ser muito mais possuidor de virtudes.
A palavra jornalista, para seu desgosto, tem hoje diversas acepções. Vou lhe chatear um pouco, copiando e colando um significado da expressão Jornalismo conforme está no Dicionário de Aurélio Buarque de Holanda (o mais completo do Brasil), versão século XXI: Atividade profissional da área de Comunicação Social que visa à elaboração de notícias para publicação em jornal, revista, rádio, televisão, etc., acompanhadas ou não de comentários. Não sei se consegui aplacar um pouco sua ira. Se não atingi meu objetivo, peço desculpas. Uma hora dessas a gente se fala mais. Um abraço cordial e ame o próximo como a si mesmo. Bom final de semana para você, extensivo a todos os seus familiares e leitores.
Paulo Pires
Sr. Francisco de Assis
Li com atenção sua indignada crítica para o fato de eu chamar o Sr. Herzem Gusmão de jornalista.
A primeira coisa que me alertou foi o seu nome: Francisco de Assis. Bonito nome. Principalmente quando remontamos a uma figura excepcional dentro da tradição religiosa católica. Francisco de Assis é uma das mais exemplares figuras de nossa religiosidade. Não sei se o senhor acredita em Deus. O fato é que Francisco de Assis era um homem de uma generosidade e simplicidade comovente.
O senhor diz que eu sou um puxa saco e que por isso não mereço credibilidade. Não seja tão cruel comigo. As pessoas que lêem meus escritos são pessoas tranqüilas, acríticas. Ou melhor, quando me criticam é só para discordar, não para me esculhambar.
Não se preocupe quanto às minhas pretensões na UESB. Nunca fui nada lá, nem serei. As minhas ambições naquela boa Universidade, assim como em todos os lugares ponde onde ando, são muito modestas. Tenho um amigo que não me perdoa pelo fato de eu não ser ambicioso.
A propósito da UESB, informo que estou na reta de chegada. Minha participação naquela instituição se encerrará com mais uns dois ou três anos e nada mais. Não sei se tenho sido um professor com algum mérito, mas os alunos insistem em me dar todos os anos uma lembrancinha pelo trabalho. Meus alunos são incorrigíveis.
Quanto a sua recomendação para eu deixar de ser pedante, não deixo de tirar sua razão. Sou viciado em literatura. Mas quando faço citações é para dizer ao leitor que aquilo foi dito por alguém e não por mim (viu como sou modesto?). Aprendi com minha família que não devemos nos apropriar de nada que pertençam a outras pessoas. Só isso.
Mas parece que além de não gostar de mim, o Senhor também não gosta do Herzem Gusmão. Este, como todo ser humano, também tá cheio de defeitos. Garanto, todavia, pelo que conheço ser muito mais possuidor de virtudes.
A palavra jornalista, para seu desgosto, tem hoje diversas acepções. Vou lhe chatear um pouco, copiando e colando um significado da expressão Jornalismo conforme está no Dicionário de Aurélio Buarque de Holanda (o mais completo do Brasil), versão século XXI: Atividade profissional da área de Comunicação Social que visa à elaboração de notícias para publicação em jornal, revista, rádio, televisão, etc., acompanhadas ou não de comentários. Não sei se consegui aplacar um pouco sua ira. Se não atingi meu objetivo, peço desculpas. Uma hora dessas a gente se fala mais. Um abraço cordial e ame o próximo como a si mesmo. Bom final de semana para você, extensivo a todos os seus familiares e leitores.
Paulo Pires








2 comentários:
Agora, voce tornou esse Francisco de Assís - famoso! RGS.
Amigo Paulo Pires, nós que nos debruçamos ao ofício pelo prazer da escrita somos vidraças e telhados de vidros expostos! Temos a satisfação de aceitar os elogios, bem como, as críticas; aliás, elas são o nosso principal combustível e incentivadoras da nossa busca pela melhoria. Não veja isso que lhe causou essa aparente tristeza como recriminação, ao contrário, veja como um feadback necessário. Claro deve ficar, no meu conceito, que você amigo, em nada deve melhorar, pois, se tentar melhorar mais, pode acabar arruinando o melhor que você já o é!
Abraços,
Francisco Silva
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