domingo, 10 de agosto de 2008

Educação do município sofre com descaso da prefeitura

Lú Macario
do A Semana


A Educação Municipal de Vitória da Conquista há muito tempo vem passando por dificuldades. Enquanto a prefeitura se nega a atender as reivindicações dos professores, as escolas vão acumulando problemas.

A falta de investimentos na área deixa estampada a precariedade na estrutura física e humana destas.
Os diretores do SIMMP (Sindicato do Magistério Municipal Público) visitaram diversas escolas no primeiro semestre de 2008 e constataram que educadores e alunos permanecem em unidades que não tem a mínima condição de funcionamento.


Estas sofrem com esgoto a céu aberto, paredes em degradação, cadeiras, armários e equipamentos velhos, banheiros quebrados, sem condição de uso, carência de materiais didáticos, merenda insuficiente, projetos pedagógicos mal-implantados pela SMED (Secretaria Municipal de Educação), dentre várias outras questões.

Para o Secretário de Imprensa do sindicato, Lourival Ferreira, a educação tem sido tratada de maneira inadequada pelos gestores do município. “A educação não pode ser vista como uma espécie de gasto, que necessita de cortes ou contenção de despesas, porém, esta tem sido a prática em Vitória da Conquista, e isso tem levado a educação pública ao caos. É necessário tratar a educação com prioridade, como investimento em um futuro não muito distante”, afirma.

Um dos principais momentos que os governantes têm para resolver pelo menos alguns dos problemas da rede é durante a Campanha Salarial, período em que os docentes organizam uma pauta de reivindicações, contendo questões econômicas, administrativas e pedagógicas, para negociar com a prefeitura. Porém, neste ano, o endurecimento do governo foi ainda maior que nos anos anteriores, pois, só foram discutidas as cláusulas econômicas, ainda assim, diversos pontos foram negados. O reajuste do salário, também decepcionou o professor, pois, além de ter sido imposto, foi abaixo do esperado pela categoria.

Mary Santos, vice-diretora da Escola Claudio Manoel da Costa, lamenta a postura do executivo: “É uma pena que os gestores tenham encerrado a Campanha Salarial, algo que teve início com organização dos professores, com organização do sindicato. Tinha pontos relevantes que deveriam ser discutidos. É lamentável a atitude do prefeito, que é um educador, mas tem essa postura diante da educação. A gente percebe que há muita conversa, mas poucos resultados e pouco investimento”.

(Lú Macario)

Um comentário:

  1. Quem quer a continuidade da situação> -Continuem, votando nos mesmos representantes!.Vez que a melhora de forma democrática, requer mudanças,já.RGS(pesquisador).

    ResponderExcluir

Obrigado por comentar!