terça-feira, 8 de julho de 2008

Acusado de estuprar a filha tentou se matar

JUSCELINO SOUZA, do A TARDE
celinosouza@grupotarde.com.br

Ao saber que estava sendo procurado pela polícia, acusado de estuprar a filha de 13 anos, o lavrador Ivaldo Martins Cruz, 38, tentou se suicidar ingerindo raticida.



Depois de receber tratamento no Hospital Regional de Guanambi, a 798 km de Salvador, Cruz foi encaminhado, ontem, ao Complexo Policial.

Este é o terceiro caso de violência sexual contra crianças e adolescentes em menos de um mês no município. As outras ocorrências envolvem os professores José Carlos Soares Nogueira e Paulo Arthur Prado.

Os dois são acusados de atentado violento ao pudor contra duas crianças de 7 anos, estudantes da escola, onde Nogueira é coordenador pedagógico e Prado, diretor-proprietário. Os dois estão presos.

PRISÃO – Ivaldo Martins Cruz está preso em uma cela isolada no complexo policial local. Ele nega ter cometido o estupro, mas a sua mulher continua a acusálo. Segundo ela, o crime era praticado há sete anos, mas somente agora veio à tona quando flagrou o marido tentando violentar a filha.

A prisão preventiva do acusado foi decretada no último domingo pelo juiz plantonista, João Lemos Rodrigues. Em depoimento ao coordenador Regional de Polícia Civil, delegado Élvio Brandão, o lavrador voltou a negar as acusações.

A mulher contou à polícia que foi ameaçada de morte quando flagrou o marido em atitude suspeita.

Ela conseguiu fugir de casa e procurou a delegacia para denunciar o crime, ainda na tarde do último sábado. Após registrar a queixa, o delegado encaminhou a vítima para que fossem realizados os exames que comprovaram a agressão sexual.

TENTATIVA DE SUICÍDIO – A polícia foi em busca do acusado, mas não o encontrou em casa.

“Assim que soube das acusações contra ele, o lavrador se escondeu no mato. Depois ele voltou para casa e tentou se matar”, conta o delegado Élvio Brandão.

Além de acompanhamento psicológico, a adolescente será submetida a tratamento ginecológico porque os exames apontaram que ela contraiu uma doença sexualmente transmissível.

“De posse dos exames médicos que comprovaram a materialidade do crime de estupro, encaminhamos o pedido de prisão preventiva do lavrador que foi decretada pela Justiça”, disse o policial. O caso está sendo acompanhando pelo Conselho Tutelar de Guanambi.

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