JUSCELINO SOUZA, A TARDE
Mais de três mil árvores devem ter sido derrubadas este ano ao final dos festejos juninos, na região de Vitória da Conquista. A madeira contabilizada é usada para alimentar as fogueiras das noites comemorativas. O dado é apontado por uma pesquisa dos professores José Cláudio Flores e Cláudia Silveira Mendes, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) No trabalho “Fogueiras de São João e o impacto ambiental nas matas do Planalto de Conquista”, os autores apontam que para cada fogueira é necessário o replantio de três árvores. De acordo com os estudos, numa única noite de festa, são queimadas cerca de 700 fogueiras somente nos município do sudoeste da Bahia, com lenha de três mil árvores erradicadas.
Os números são ainda maiores se levada em conta a madeira extraída ilegalmente e comercializada sem o Documento de Origem Florestal (DOC), exigido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Mas o coordenador de fiscalização do órgão, Ariosvaldo Antunes, garante que não encontrou irregularidades nos pontos-de-venda de fogueiras.
A vendedora Alzira dos Santos Lima, que há mais de 20 anos comercializa fogueiras prontas, ignora os apelos ambientalistas e continua na atividade. “Nunca tive problemas com o Ibama, mesmo porque a lenha que eu vendo é permitida pela lei”. Para reverter o impacto provocado pela queima de fogueiras, 2.310 árvores deveriam ser plantadas por ano, defendem os autores da pesquisa.
“Para cumprir a tradição, toda festa de São João que se preze tem que ter fogueira, mas, por trás do calor e da beleza dos festejos juninos, existe um grande vilão chamado impacto ambiental”, sustenta José Cláudio Flores, lotado no Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da Uesb. “A utilização inadequada da madeira para a lenha é uma agressão à natureza e isso deve ser levado ao conhecimento da população para uma conscientização sobre o replantio de árvores”, declara.
Para reduzir o impacto sem acabar com a tradição, o professor sugere que “as famílias de uma mesma rua se juntem e façam apenas uma fogueira”.
O estudo mostra também outro problema ambiental: a devastação de 400 hectares de mata nativa por dia na região para o fabrico de carvão. O impacto não se restringe apenas ao evento sazonal, agravado pelo funcionamento a pleno vapor de fornos e carvoarias clandestinos.
Mais de três mil árvores devem ter sido derrubadas este ano ao final dos festejos juninos, na região de Vitória da Conquista. A madeira contabilizada é usada para alimentar as fogueiras das noites comemorativas. O dado é apontado por uma pesquisa dos professores José Cláudio Flores e Cláudia Silveira Mendes, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) No trabalho “Fogueiras de São João e o impacto ambiental nas matas do Planalto de Conquista”, os autores apontam que para cada fogueira é necessário o replantio de três árvores. De acordo com os estudos, numa única noite de festa, são queimadas cerca de 700 fogueiras somente nos município do sudoeste da Bahia, com lenha de três mil árvores erradicadas.
Os números são ainda maiores se levada em conta a madeira extraída ilegalmente e comercializada sem o Documento de Origem Florestal (DOC), exigido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Mas o coordenador de fiscalização do órgão, Ariosvaldo Antunes, garante que não encontrou irregularidades nos pontos-de-venda de fogueiras.
A vendedora Alzira dos Santos Lima, que há mais de 20 anos comercializa fogueiras prontas, ignora os apelos ambientalistas e continua na atividade. “Nunca tive problemas com o Ibama, mesmo porque a lenha que eu vendo é permitida pela lei”. Para reverter o impacto provocado pela queima de fogueiras, 2.310 árvores deveriam ser plantadas por ano, defendem os autores da pesquisa.
“Para cumprir a tradição, toda festa de São João que se preze tem que ter fogueira, mas, por trás do calor e da beleza dos festejos juninos, existe um grande vilão chamado impacto ambiental”, sustenta José Cláudio Flores, lotado no Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da Uesb. “A utilização inadequada da madeira para a lenha é uma agressão à natureza e isso deve ser levado ao conhecimento da população para uma conscientização sobre o replantio de árvores”, declara.
Para reduzir o impacto sem acabar com a tradição, o professor sugere que “as famílias de uma mesma rua se juntem e façam apenas uma fogueira”.
O estudo mostra também outro problema ambiental: a devastação de 400 hectares de mata nativa por dia na região para o fabrico de carvão. O impacto não se restringe apenas ao evento sazonal, agravado pelo funcionamento a pleno vapor de fornos e carvoarias clandestinos.







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