Por Jeremias Macário
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Do cume da Serra do Periperi, lá do alto Ele contempla de braços abertos a cidade que cresce com seus desafios humanos entre o ter e o ser. Com os primeiros raios do sol ao amanhecer, o progresso mostra suas cores no movimento acelerado das ruas e avenidas. A noite se despede do dia com o colorido de luzes e ao som dos bares e restaurante. Com seus 28 anos, o Cristo, do escultor Mário Cravo, que torna sagrada uma terra depredada pelo homem, permanece na solidão. Para quem passa por perto e olha ao seu redor de vegetação baixa e chão pedregoso, sente que Ele está sempre a dizer: “Esqueceram de Mim”. Nem um morador contrito, nem um forasteiro curioso em conhecer sua história e beleza para Lhe fazer uma companhia e trocar um dedo de prosa. Só o vento cortante nas noites de frio, o sereno, a chuva, ou as entranhas do pôr-do-sol no horizonte em dias iluminados de verão são seus companheiros de tempo.








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