Juscelino Souza, A TARDE
José Silva / Agência A Tarde
A barragem de Ceraíma, única fonte de abastecimento de água para os municípios de Guanambi, Pindaí e Candiba, no sudoeste do Estado, chegou ao nível mais baixo desde que foi inaugurada, há 42 anos. Dos 58 milhões de metros cúbicos de água, restam pouco menos de oito milhões, registrando um nível correspondente a 60 centímetros.
A água é suficiente para apenas 30 dias e caso o quadro não se reverta – com a chegada de chuvas, ajuda emergencial ou carros-pipas – uma população estimada em 140 mil pessoas, incluindo moradores das zonas rurais de Mutans, Morrinhos e Pilões, ficará desabastecida.
As lavouras de subsistência e projetos de fruticultura irrigada são os primeiros prejudicados. “Nosso medo é perder a produção mais uma vez, como aconteceu em setembro e outubro do ano passado”, comenta o lavrador Guilherme Ribeiro Santana, um dos mais de mil trabalhadores rurais que dependem diretamente da barragem. “Se não chover, o desemprego aumenta e a miséria vem depois”, prevê.
A barragem é administrada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales São Francisco e Parnaíba (Codevasf), estatal ligada ao Ministério da Integração Nacional. Ainda não foi registrada perda de animais, mas lavouras de subsistência, num raio de 30 quilômetros, já foram comprometidas. O problema também atinge moradores da parte alta de Guanambi, a 15 km da barragem. Bairros inteiros estão há mais de dez dias sem água potável. A família de Vildomar Sampaio Rocha é uma das atingidas. “A Embasa resolveu suspender o fornecimento duas horas por dia”, conta, temendo ter que comprar água para consumo.
Emergência – Diante da situação, o prefeito de Guanambi, Nilo Coelho, decretou situação de emergência. Coelho se reuniu com os dirigentes da Embasa, da Codevasf e representantes do Ministério Público (MP). No encontro, o prefeito e o MP cobraram a indicação de medidas para evitar um colapso no sistema de abastecimento.
Paulo Ledo, da Embasa, afirmou que a empresa deve anunciar uma proposta emergencial nos próximos dias. Outro tema debatido foi a utilização da barragem do Poço do Magro, no entanto os diretores da Embasa alegam que a água do local é de má qualidade. Porém, Péricles Carvalho, da Codevasf, defende que a empresa aplique os R$ 6 milhões repassados pela estatal na construção da nova barragem e tratamento da água.
Comportas – Paulo José Costa, operário terceirizado da Embasa, que há 44 anos reside a poucos metros da barragem, alerta para o possível agravamento do problema. “A gente libera água quatro horas por dia para os irrigantes, mas daqui a alguns dias as comportas podem ser fechadas”, admite.
Para o consumo humano o quadro também não é animador. A água começa a ser distribuída às 3 da manhã e suspensa às 16 horas. Para agravar o quadro, a água se mistura à lama da barragem e o tratamento é mais difícil. Costa reconhece que a água oferecida à população é de péssima qualidade. “A barragem só recebeu um metro e meio de água, de novembro a março e agora só tem 50 centímetros sobrando. Se continuar assim, dia 15 de junho acontece o pior”, prevê Costa.
José Silva / Agência A Tarde
A barragem de Ceraíma, única fonte de abastecimento de água para os municípios de Guanambi, Pindaí e Candiba, no sudoeste do Estado, chegou ao nível mais baixo desde que foi inaugurada, há 42 anos. Dos 58 milhões de metros cúbicos de água, restam pouco menos de oito milhões, registrando um nível correspondente a 60 centímetros.
A água é suficiente para apenas 30 dias e caso o quadro não se reverta – com a chegada de chuvas, ajuda emergencial ou carros-pipas – uma população estimada em 140 mil pessoas, incluindo moradores das zonas rurais de Mutans, Morrinhos e Pilões, ficará desabastecida.
As lavouras de subsistência e projetos de fruticultura irrigada são os primeiros prejudicados. “Nosso medo é perder a produção mais uma vez, como aconteceu em setembro e outubro do ano passado”, comenta o lavrador Guilherme Ribeiro Santana, um dos mais de mil trabalhadores rurais que dependem diretamente da barragem. “Se não chover, o desemprego aumenta e a miséria vem depois”, prevê.
A barragem é administrada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales São Francisco e Parnaíba (Codevasf), estatal ligada ao Ministério da Integração Nacional. Ainda não foi registrada perda de animais, mas lavouras de subsistência, num raio de 30 quilômetros, já foram comprometidas. O problema também atinge moradores da parte alta de Guanambi, a 15 km da barragem. Bairros inteiros estão há mais de dez dias sem água potável. A família de Vildomar Sampaio Rocha é uma das atingidas. “A Embasa resolveu suspender o fornecimento duas horas por dia”, conta, temendo ter que comprar água para consumo.
Emergência – Diante da situação, o prefeito de Guanambi, Nilo Coelho, decretou situação de emergência. Coelho se reuniu com os dirigentes da Embasa, da Codevasf e representantes do Ministério Público (MP). No encontro, o prefeito e o MP cobraram a indicação de medidas para evitar um colapso no sistema de abastecimento.
Paulo Ledo, da Embasa, afirmou que a empresa deve anunciar uma proposta emergencial nos próximos dias. Outro tema debatido foi a utilização da barragem do Poço do Magro, no entanto os diretores da Embasa alegam que a água do local é de má qualidade. Porém, Péricles Carvalho, da Codevasf, defende que a empresa aplique os R$ 6 milhões repassados pela estatal na construção da nova barragem e tratamento da água.
Comportas – Paulo José Costa, operário terceirizado da Embasa, que há 44 anos reside a poucos metros da barragem, alerta para o possível agravamento do problema. “A gente libera água quatro horas por dia para os irrigantes, mas daqui a alguns dias as comportas podem ser fechadas”, admite.
Para o consumo humano o quadro também não é animador. A água começa a ser distribuída às 3 da manhã e suspensa às 16 horas. Para agravar o quadro, a água se mistura à lama da barragem e o tratamento é mais difícil. Costa reconhece que a água oferecida à população é de péssima qualidade. “A barragem só recebeu um metro e meio de água, de novembro a março e agora só tem 50 centímetros sobrando. Se continuar assim, dia 15 de junho acontece o pior”, prevê Costa.








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