“O que vós ouvis e o que vós vedes; são na verdade, o que ouço e o que vejo. Todavia, o que vós pensais não será necessariamente o que eu penso, pois, o que eu penso passa necessariamente por uma crítica introspectiva, afastando de pronto o subjetivo de vós”. A frase que ora escrevo é de minha autoria, ela tem o condão de trazer à luz questões sobre os acontecimentos que nos envolvem; que, na maioria das vezes, nos deixam à revelia do nosso querer, fazendo-nos vulneráveis por nossos comentários, quase sempre beirando a leviandade.
Nas últimas semanas eu tenho recebido tanto pelo que leio nos blogs conquistenses, bem como pelo que ouço na rádio local, assim como, e-mails que me dão conta das notícias de que em Conquista estabeleceu-se uma cruzada contra os eucaliptos existentes em nossa cidade. Escorado em tantas notícias, eu tenho procurado por meio de contato eletrônico (e-mail e MSN), falar com o Secretário de Meio Ambiente de Conquista, o senhor Ricardo Marques. Ele tem sido bastante acessível, cordato, e, sobretudo muito educado; temos falado a respeito da erradicação de algumas árvores da espécie conhecida como eucaliptos. O secretário municipal tem me falado que as árvores em questão estão sendo erradicadas a pedido de particulares, e ao alvedrio da secretaria do meio ambiente em conjunto com a secretaria de serviços públicos, visando unicamente à segurança da população.
Do ponto de vista da segurança dos cidadãos, a prefeitura municipal de nossa cidade vem pecando neste quesito; frise, não estou imputando a culpa no atual governo, mas, os governos anteriores deram margem a que interpretações como estas ganhem corpo, e, desta forma, sendo facilitadora de ações meramente predatórias no que se constitui patrimônio verde de nossa cidade. O puro e simples pedido de “alguns” no sentido de que se cortem árvores, alegando que estas estão oferecendo riscos aos bens materiais aludidos, deve ser visto com parcimônia, pois, sabemos que os conquistenses são em sua essência depredadores de toda sorte ao que representa obstáculo à sua visão de exterior do ponto de vista a que árvores tirem à visão e a beleza do seu imóvel.
Os laudos que são oferecidos, e por isto mesmo, constituem-se em sentença de morte contra as árvores e eucaliptos, têm necessariamente que passar por um crivo de diversos profissionais que atestem na mesma direção. Não quero desmerecer o laudo do Engenheiro Agrônomo senhor Teobaldo Freitas. Mas, vejo com desconfiança que um único laudo valide uma operação tão complexa como esta, – erradicar vidas de árvores – nada contra a formação acadêmica e profissional do agrônomo, mas, acho – posso estar enganado, em estando, mostre-me o contrário – que o profissional indicado para fornecer tal laudo seria um engenheiro florestal.
Depois do bate papo informal que mantive hoje com o Secretário Ricardo Marques, folgo saber, que ele se compromete não mais mexer com a vida das árvores existentes em nossa cidade; preferindo dessa forma, no caso de cupins, exterminarem os indesejáveis. Em se tratando de outras situações que envolvam interesses de terceiros, sugiro aos de bom censo uma poda corretiva, para que, no futuro não venhamos a choramingar as adversidades que o clima possa nos proporcionar.
Francisco Silva Filho – Curitiba-PR








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