segunda-feira, 17 de março de 2008

Atraindo Parceiros

Por Eduardo Moraes
Vice-Presidente
Esporte Clube Vitória da Conquista


Assim como as pessoas, as empresas ou organizações da sociedade civil nascem, crescem, às vezes se reproduzem e, quando mal gerenciadas, morrem.

A organização e a moralização do futebol brasileiro são recentes. A legislação que regulamenta a sua prática encontra-se em um constante processo de aperfeiçoamento, desde o ano de 1998.

Com a Lei Pelé (9.615/98) os dirigentes passaram a ser responsabilizados por gestão temerária, daí a importância de um maior nível de transparência na administração dos clubes, elevando-se as potencialidades de atrair sócios proprietários, contribuintes e parceiros dispostos a aportar recursos, certos do retorno do seu investimento, seja na divulgação da sua marca, produto ou no patrimônio investido.
Outro fator que contribui para o aperfeiçoamento administrativo dos clubes é a modernização dos estatutos. Com a previsão de eleições diretas para a presidência, tem-se a certeza de uma gestão participativa e descentralizada, rompendo com a velha tradição, na qual o poder de decisão era centralizado e os clubes possuíam um único dono, os famosos “cartolas”. A partir da modernização dos estatutos, os sócios dos clubes, reunidos em assembléias, elegem, pelo voto direto, além do presidente, um conselho fiscal mais atuante, capaz de solicitar a realização de auditoria externa e deliberar sobre a remuneração dos diretores profissionalizados, que se colocam à disposição para a execução do planejamento do time.
Iniciativas como estas são fundamentais, rumo a uma administração cada vez mais profissional. Os resultados podem ser notados com as conquistas dentro e fora de campo, o que reflete numa maior atração de parceiros e investidores. Práticas assim, tornam-se vitrines para que sociedade, torcedores e mercado vejam que um clube de futebol gerido profissionalmente possui uma blindagem muito mais forte contra qualquer possibilidade de fraude.
Empresas, empresários ou pessoas de credibilidade, dificilmente, vinculam seus nomes a uma organização onde a transparência e a ética estejam ausentes da prática administrativa. Por isso, é preciso que os gestores deixem claro aos parceiros e investidores que seus clubes de futebol estão sendo gerenciados como grandes empresas, nas quais há um equilíbrio financeiro entre receitas e despesas, um rígido controle sobre os destinos das verbas empregadas e equivalência de gestão com o orçamento, planos de trabalho e contratos aprovados em assembléia.
Para ser grande, é preciso romper com o atraso administrativo dos clubes de futebol da Bahia e do Brasil, apostando na transparência, no profissionalismo e na modernização do futebol.
É preciso encarar a necessidade dessas mudanças como desafios.

Eduardo Moraes
Vice-Presidente
Esporte Clube Vitória da Conquista


Um comentário:

Anônimo disse...

É hora de despertar - O V. DA CONQUISTA, só precisa de mais 2 pontos, para participar do campeonato brasileiro da terceira divisão.Os investidores teem aos seu dispôr um veículo de massa, que além de representar o nosso futebol - pode também representar a nossa cultura e os nossos produtos.Precisa de reforços para a ´próxima tarefa!, de um preparo físico á altura da competição.