Por Juliana Silva, Revertério
Dona Nivalda de Jesus Souza. Por falta de oportunidade e também por ignorância dos seus pais ela nunca freqüentou a escola. Aos 66 anos o máximo que ela consegue fazer com um lápis na mão é rabiscar o seu próprio nome.
A história de Dona Nilvada é semelhante à história de 14 milhões de pessoas no Brasil. Sim, há em nosso país 14 milhões de iletrados, ou seja, um em cada dez brasileiros é analfabeto, o que representa 9,9% da população. Estes são dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada em 2007 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta pesquisa aponta ainda que a queda do analfabetismo no país tem sido quase nula nos últimos anos - De 2005 para 2006, a redução foi de 0,7%, e de 2006 para 2007, de 0,4%.
Se o Brasil continuar nesse ritmo não conseguirá cumprir com uma das metas globais de educação, estipulada pelo projeto Educação para Todos da Unesco: reduzir pela metade, até 2015, o número de analfabetos. O acordo foi firmado na Conferência Mundial da Educação, que aconteceu em Dakar, capital do Senegal, em 2000, com mais 128 países. Na oportunidade, a meta do Brasil, era alcançar, em 2015, um percentual igual ou inferior a 6,7% de iletrados.
Para alcançar esse objetivo, que parece está tão distante, a principal estratégia do Governo Federal, através do Ministério da Educação (MEC), é o Programa Brasil Alfabetizado, que dá apoio técnico e financeiro para que municípios e estados desenvolvam da melhor maneira a tarefa de ensinar jovens e adultos a ler e escrever.
O PROGRAMA
Como funciona? O Ministério da Educação viabiliza, por meio de repasse de recursos, a alfabetização de jovens e adultos. Mas são os munícipios conveniados os responsáveis pela organização de todo processo de alfabetização, assim como as inscrições dos alfabetizandos e a capacitação dos alfabetizadores.
Quais são os pré-requisitos para ser um alfabetizador? Possuir certificado de conclusão do 2º grau completo, conseguir o local para realização das aulas e os alfabetizandos (alunos) e também participar do programa de capacitação. Cada alfabetizador recebe uma bolsa auxílio de R$ 250,00.
O programa atua em todo território nacional, porém, localidades que apresentam taxas de analfabetismo superior ou igual a 25% têm prioridade. São quase 2.000 municípios assistidos, e entre eles está Vitória da Conquista. Na cidade, segundo dados da Secretaria Municipal de Educação, após o primeiro ano de execução do Programa (2007), mais de 3.300 pessoas aprenderam a ler e escrever. E no momento, o número de pessoas que estão se alfabetizando supera os 4.000. E é aqui que encontramos Dona Nivalda.
Ela há dois meses foi convidada por uma alfabetizadora a fazer parte de uma das turmas de jovens e adultos do Programa Brasil Alfabetizado. Agora, suas noites de segunda a quinta são destinadas a uma única e exclusiva ocupação: aprender a ler e escrever - o que é direito de todo cidadão. E assim será pelos próximos seis meses. Após esse período, Dona Nivalda sairá da iliteracia e deixará de fazer parte de uma das estatísticas mais vergonhosas do nosso país. E ela avisa, “Esse é só o começo. Eu brinco com meus netos que eu ainda vou fazer uma faculdade! [risos]“.
O Programa do MEC também é só um começo. Para a erradicação do analfabetismo no Brasil é preciso muito mais. É preciso educação de qualidade para que não sejam formados outros analfabetos: os funcionais. Só assim teremos uma nação mais e humana. Um dia quem sabe…
A história de Dona Nilvada é semelhante à história de 14 milhões de pessoas no Brasil. Sim, há em nosso país 14 milhões de iletrados, ou seja, um em cada dez brasileiros é analfabeto, o que representa 9,9% da população. Estes são dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada em 2007 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta pesquisa aponta ainda que a queda do analfabetismo no país tem sido quase nula nos últimos anos - De 2005 para 2006, a redução foi de 0,7%, e de 2006 para 2007, de 0,4%.
Se o Brasil continuar nesse ritmo não conseguirá cumprir com uma das metas globais de educação, estipulada pelo projeto Educação para Todos da Unesco: reduzir pela metade, até 2015, o número de analfabetos. O acordo foi firmado na Conferência Mundial da Educação, que aconteceu em Dakar, capital do Senegal, em 2000, com mais 128 países. Na oportunidade, a meta do Brasil, era alcançar, em 2015, um percentual igual ou inferior a 6,7% de iletrados.
Para alcançar esse objetivo, que parece está tão distante, a principal estratégia do Governo Federal, através do Ministério da Educação (MEC), é o Programa Brasil Alfabetizado, que dá apoio técnico e financeiro para que municípios e estados desenvolvam da melhor maneira a tarefa de ensinar jovens e adultos a ler e escrever.
O PROGRAMA
Como funciona? O Ministério da Educação viabiliza, por meio de repasse de recursos, a alfabetização de jovens e adultos. Mas são os munícipios conveniados os responsáveis pela organização de todo processo de alfabetização, assim como as inscrições dos alfabetizandos e a capacitação dos alfabetizadores.
Quais são os pré-requisitos para ser um alfabetizador? Possuir certificado de conclusão do 2º grau completo, conseguir o local para realização das aulas e os alfabetizandos (alunos) e também participar do programa de capacitação. Cada alfabetizador recebe uma bolsa auxílio de R$ 250,00.
O programa atua em todo território nacional, porém, localidades que apresentam taxas de analfabetismo superior ou igual a 25% têm prioridade. São quase 2.000 municípios assistidos, e entre eles está Vitória da Conquista. Na cidade, segundo dados da Secretaria Municipal de Educação, após o primeiro ano de execução do Programa (2007), mais de 3.300 pessoas aprenderam a ler e escrever. E no momento, o número de pessoas que estão se alfabetizando supera os 4.000. E é aqui que encontramos Dona Nivalda.
Ela há dois meses foi convidada por uma alfabetizadora a fazer parte de uma das turmas de jovens e adultos do Programa Brasil Alfabetizado. Agora, suas noites de segunda a quinta são destinadas a uma única e exclusiva ocupação: aprender a ler e escrever - o que é direito de todo cidadão. E assim será pelos próximos seis meses. Após esse período, Dona Nivalda sairá da iliteracia e deixará de fazer parte de uma das estatísticas mais vergonhosas do nosso país. E ela avisa, “Esse é só o começo. Eu brinco com meus netos que eu ainda vou fazer uma faculdade! [risos]“.
O Programa do MEC também é só um começo. Para a erradicação do analfabetismo no Brasil é preciso muito mais. É preciso educação de qualidade para que não sejam formados outros analfabetos: os funcionais. Só assim teremos uma nação mais e humana. Um dia quem sabe…








2 comentários:
Quando pegar um texto de outro site coloca o link, certo??
No caso desse aqui está: http://reverterio.com/2009/07/09/tracos-de-um-pais-analfabeto
É gozado ler um texto sobre o analfabetismo sobretudo quando esse flagelo não atinge somente os que nunca frequentaram escola. No seu texto percebi que você separa com vírgula o complemento nominal do substantivo, derrapou nas curvas da regência, e preposiciona verbos transitivos diretos. Ainda bem que ao final do seu texto você citou como muita propriedade que o analfabetismo também atinge os que frquentam ou frequentaram a escola
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