segunda-feira, 13 de julho de 2009

Poema


Esse poema dedico a todos aqueles que fazem do amor um afago, uma atitude, uma mão, tal qual Irmã Dulce, Teresa de Calcutá, Luther king... Tantos e tantos que amaram limpando o chão que andamos, tirando a fome, colocando a liberdade, plantando a paz. Pois o amor só se concretiza, quando a mão afaga, estendendo a mão para outra mão, acolhendo, regando, chovendo para o chão seco em nossa pele. Pois em nós, o verde quer nascer, o arco íris quer riscar o céu de nossos olhos, a felicidade quer correr adiante, e o meu poema procura o sentido do afago. Afago então:
.
Afaga

O amor só concretiza
Quando a mão afaga.
Afaga o chão a chuva
Afaga a guarida de meu bem.
Afaga os olhos que molham
Afaga a mão que afaga
Afaga o fogo
Afaga a fala que a palavra canta
Afaga o corpo todo
Afaga então os cabelos
Afaga.

Mãos, olhos, atitudes
Afagam
E o amor se concretiza.

Jean Claudio

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