sábado, 11 de julho de 2009

A calçada não é do pedestre?




Por Francisco Silva Filho
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Como eu havia prometido em minha crônica sobre a “a quem pertencia as calçadas em nossa cidade”, eu saí pela cidade, e, em especial Avenida Frei Benjamin, colhendo fotos dos absurdos cometidos pelos donos dos imóveis, que, com consentimento tácito do Poder Público Municipal, tomou definitivamente as calçadas para acrescer o seu imóvel, deixando tão somente em alguns casos só 50cm. de calçada ao pedestre.

Contando com a colaboração do amigo e ativista ambiental André Cairo, que, a meu pedido, personificou-se de “cego”, saímos pelas ruas do centro da cidade com o fim de mostrarmos as dificuldades que os cegos e deficientes visuais têm para se locomoverem pelas complicadas calçadas da nossa cidade. Não foram poupadas também, as dificuldades que têm os cegos e deficientes visuais no que tange as travessias das ruas, pela falta de semáforos cosonorizadores para as pessoas que detém tal deficiência.

Da mesma forma aproveitamos para apontar as dificuldades que o Zeca D’eirante tem para se locomover sobre as mesmas calçadas que não tem as dimensões exatas para que uma cadeira de rodas possa passar entre uma parede e um poste, ou mesmo entre uma parede e uma árvore; as rampas construídas sobre as calçadas têm inviabilizado a locomoção dos cadeirantes uma vez que, essas rampas acabam por impedir ou mesmo inclinando lateralmente a cadeira oferecendo riscos de queda ao cadeirante.

COMO DIZ O ANDRÉ CAIRO: AUTORIDADES! SERÁ PRECISO EU VIR DE CURITIBA PARA APONTAR ESSAS SITUAÇÕES BIZARRAS?

Um comentário:

AFRANIO GARCEZ disse...

As calçadas meu caro Francisco são do povo, assim como as ruas, avenidas, praças e outros lougradoros públicos. O que ocorre em nossa cidade, é que, órgãos que deveriam dar o exemplo não o fazem, e desta forma vamos vivendo na terra de "Seu Mané", onde cada uma faz o que quer. Excelente artigo. Afranio Garcez.