Convênio para casa própria dirigido aos funcionários federais abrange mercado potencial de 47 mil pessoas na Bahia ganharam uma linha de crédito para a compra da casa própria com juros anuais de até 8,9%, abaixo do praticado no sistema financeiro privado, com financiamento de até 30 anos. A medida, resultado de uma parceria entre o Ministério do Planejamento, a Caixa Econômica Federal e o Banco Federal, contempla os servidores do Ministério da Previdência e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Somente na Bahia, o convênio deverá beneficiar 47 mil servidores federais que atuam no Estado.
A expectativa do setor imobiliário e de construção civil na Bahia é de aquecimento, já que somente entre os servidores da Previdência Social cerca de 4,1 mil servidores no Estado poderão aderir ao financiamento com os juros diferenciados.
Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardes, o governo pretende estender o benefício a todos os servidores públicos federais. As linhas estarão disponíveis para o financiamento de imóveis de até R$ 350 mil e, além de juros anuais de até 8,9% mais TR (taxa referencial de juros), estão previstas vantagens como a dispensa da cobrança de taxa jurídica, que no Banco do Brasil, por exemplo, é de R$ 400, e a redução da taxa de administração do consórcio imobiliário.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Estado da Bahia (Secovi-BA), Sérgio Sampaio, o convênio ampliará a oferta de crédito acessível ao consumidor, o que facilita atender à demanda reprimida por imóveis no País, sobretudo nas classes C e D.
O diretor de habitação da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), José Azevedo, lembra que a Bahia conta com um programa de habitação para o servidor que é fundamental para impulsionar o mercado.
“Esta iniciativa deverá impulsionar o mercado de imóveis até R$ 100 mil, que tem registrado bom crescimento. No mês de outubro foram comercializados, na Região Metropolitana de Salvador, cerca de 500 unidades, das quais 400 estão na faixa de R$ 100 mil”, afirma Azevedo.
O gerente regional de negócios da Caixa Econômica Federal na Bahia, Adelson Prata, acredita no potencial de negócios gerados no convênio. Segundo ele, 12% do financiamento liberado pela Caixa na Bahia atualmente é destinado aos servidores do Estado.
Segundo dados da Secretaria de Administração (Saeb), o Estado possui 175 mil servidores na ativa e 67 mil inativos.
Na Bahia, o programa habitacional para os servidores foi lançado em 1997 e já atendeu a mais de 15 mil servidores públicos em todo o Estado. O programa contempla os servidores que não possuem casa própria, nem financiada, estão em atividade e são efetivos, ocupantes de cargos permanentes, com mais de dois anos de serviço na administração direta, autarquias e fundações do setor público.
O retorno do financiamento fica garantido pelo Governo da Bahia, por meio de consignação em folha de pagamento das prestações dos servidores/mutuários.
O programa contempla servidores com renda de até seis salários mínimos para o arrendamento e até dez salários mínimos para aquisição. A contrapartida do Estado é financiar até 50% do valor da prestação, proporcional à renda de cada servidor.
Para José Augusto Mota, servidor público federal do Ministério da Saúde há 24 anos, a extensão do convênio para todos os servidores é a possibilidade de realizar um sonho antigo. “Ter minha casa própria é um sonho desde que entrei no serviço público.
Minha irmã, que é do Estado, já comprou a casa dela”, destaca.
KATJA POLISSENI
economia@grupoatarde.com.br
Somente na Bahia, o convênio deverá beneficiar 47 mil servidores federais que atuam no Estado.
A expectativa do setor imobiliário e de construção civil na Bahia é de aquecimento, já que somente entre os servidores da Previdência Social cerca de 4,1 mil servidores no Estado poderão aderir ao financiamento com os juros diferenciados.
Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardes, o governo pretende estender o benefício a todos os servidores públicos federais. As linhas estarão disponíveis para o financiamento de imóveis de até R$ 350 mil e, além de juros anuais de até 8,9% mais TR (taxa referencial de juros), estão previstas vantagens como a dispensa da cobrança de taxa jurídica, que no Banco do Brasil, por exemplo, é de R$ 400, e a redução da taxa de administração do consórcio imobiliário.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Estado da Bahia (Secovi-BA), Sérgio Sampaio, o convênio ampliará a oferta de crédito acessível ao consumidor, o que facilita atender à demanda reprimida por imóveis no País, sobretudo nas classes C e D.
O diretor de habitação da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), José Azevedo, lembra que a Bahia conta com um programa de habitação para o servidor que é fundamental para impulsionar o mercado.
“Esta iniciativa deverá impulsionar o mercado de imóveis até R$ 100 mil, que tem registrado bom crescimento. No mês de outubro foram comercializados, na Região Metropolitana de Salvador, cerca de 500 unidades, das quais 400 estão na faixa de R$ 100 mil”, afirma Azevedo.
O gerente regional de negócios da Caixa Econômica Federal na Bahia, Adelson Prata, acredita no potencial de negócios gerados no convênio. Segundo ele, 12% do financiamento liberado pela Caixa na Bahia atualmente é destinado aos servidores do Estado.
Segundo dados da Secretaria de Administração (Saeb), o Estado possui 175 mil servidores na ativa e 67 mil inativos.
Na Bahia, o programa habitacional para os servidores foi lançado em 1997 e já atendeu a mais de 15 mil servidores públicos em todo o Estado. O programa contempla os servidores que não possuem casa própria, nem financiada, estão em atividade e são efetivos, ocupantes de cargos permanentes, com mais de dois anos de serviço na administração direta, autarquias e fundações do setor público.
O retorno do financiamento fica garantido pelo Governo da Bahia, por meio de consignação em folha de pagamento das prestações dos servidores/mutuários.
O programa contempla servidores com renda de até seis salários mínimos para o arrendamento e até dez salários mínimos para aquisição. A contrapartida do Estado é financiar até 50% do valor da prestação, proporcional à renda de cada servidor.
Para José Augusto Mota, servidor público federal do Ministério da Saúde há 24 anos, a extensão do convênio para todos os servidores é a possibilidade de realizar um sonho antigo. “Ter minha casa própria é um sonho desde que entrei no serviço público.
Minha irmã, que é do Estado, já comprou a casa dela”, destaca.
KATJA POLISSENI
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