quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Central recolheu 46 t de embalagens de agrotóxicos em Conquista

Juscelino Souza
Do A Tarde
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De janeiro a julho deste ano, a Central de Vitória da Conquista recebeu 46 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos e a meta é chegar a 65 toneladas até dezembro, superando as 50 toneladas recebidas em 2007.

Instalada há cinco anos, a central é uma das sete existentes na Bahia e a segunda em recolhimento no Estado, atrás apenas da de Barreiras – considerada a maior do Brasil. No primeiro ano de funcionamento, a unidade conquistense recebeu 13 toneladas.

Como faz todos os anos, a direção da central convida a comunidade a participar das atividades do Dia Nacional do Campo Limpo, que embora comemorado em 18 de agosto, acaba se estendo durante toda semana.

A celebração foi instituída por meio de lei federal para conscientizar a comunidade sobre a destinação adequada das embalagens vazias de agrotóxicos, promovendo a consciência ambiental também nos campos.

Segundo a gerente da central, Tatiane de Aguiar Passos, o objetivo da ação é levar a toda a comunidade os resultados obtidos pelo sistema de destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos por meio do trabalho integrado de seus agentes e colaboradores.

“Anualmente realizamos campanhas de recebimento em Livramento de Nossa Senhora, Jaguaquara, Barra da Estiva, Barra do Choça, Encruzilhada e Anagé, além de Vitória da Conquista”, destacou a gerente, acrescentando que as campanhas atingem a toda a região, alcançando os agricultores que antes tinham dificuldade em devolver as embalagens.

Este ano, as comemorações do Dia Nacional do Campo Limpo foram marcadas por um “dia de portas abertas” à sociedade, onde os visitantes puderam acompanhar o trabalho realizado nas centrais de recebimento e conhecer o destino final dado às embalagens devolvidas pelos agricultores.

O Brasil é referência mundial na questão da destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas. As 9.171 toneladas de embalagens processadas no primeiro semestre de 2005, em todo o país, representam crescimento de 18% se comparado ao mesmo período do ano anterior (7.768 toneladas).

“As embalagens devolvidas podem ter dois destinos finais: reciclagem ou incineração”, assinalou Tatiane. Atualmente, existem 16 artefatos produzidos através do material destas embalagens, como conduíte, cordas, embalagem para óleo lubrificante, madeira plástica, barricas de papelão, economizadores de concreto entre outros.

O sistema de destinação final de embalagens é gerido pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), entidade sem fins lucrativos que representa a indústria em sua responsabilidade de destinar corretamente as embalagens vazias dos produtos fitossanitários que comercializa.

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